A Trajetória de Uma Permissão

A Trajetória de Uma Permissão

Olá!

Finalmente posso respirar aliviada. Já está em minhas mãos um documento do consulado e outro da UDI dizendo que eu tenho uma permissão de residência e trabalho. Até sexta-feira à noite eu ainda esperava por ele. Mas, sejamos organizados, vou contar resumidamente tudo o que aconteceu desde março até agora, cronologicamente:

23 de março de 2006 – Telefonei para o Consulado da Noruega em São Paulo e recebi um e-mail explicando tudo sobre o visto de noivado. Recebi também a informação de que o visto sairia em 3 semanas. Morten e eu resolvemos optar por este tipo de visto. Começamos a providenciar os documentos, ele lá na Noruega e eu aqui em Sampa.

24 de abril de 2006 – Entreguei ao tradutor juramentado minha certidão de nascimento e de casamento com averbação do divórcio para serem traduzidas.

4 de maio de 2006 – As traduções ficaram prontas e eu fui buscá-las. Adorei conhecer o senhor Francis Aubert. Quase que levo junto com as minhas traduções, no envelope, traduções de outra pessoa, haha.

8 de maio de 2006 – Recebi uma carta do Morten contendo toda a documentação dele. Comprovante de residência, de estado civil, imposto de renda, contrato de trabalho, etc.

9 de maio de 2006 – Chega o dia de ir ao Consulado. Papai e eu vamos de carro, nos perdemos nas ruas do Morumbi, mas conseguimos chegar. Entreguei toda a documentação e preenchi o formulário de requerimento de visto da UDI (nunca vou me esquecer de que escrevi o nome do meu namorado no campo Razão de sua viagem, mas pelo jeito eles aceitaram). Após tudo ser checado duas vezes, a secretária falou que precisava da cópia de todas as folhas do passaporte e eu levara apenas as páginas com minha identificação. Já estava achando que teria que mandar as outras cópias pelo correio no dia seguinte mas, felizmente, a secretária ligou para o Consulado do Rio e a funcionária de lá falou que não precisaria de todas as cópias, já que meu passaporte é novo e sem nenhum carimbo. Noto que o prazo de recebimento muda de repente:
“Vai demorar de 3 semanas a 3 meses.”

12 de maio de 2006 – Recebi um telefonema da secretária do consulado daqui de São Paulo pedindo as cópias autenticadas de minhas certidões de nascimento e casamento em português. Eu tinha levado as cópias dia 9 e ela havia dito que não precisaria. Que remédio, tive que mandar as cópias autenticadas por sedex para o Rio.

16 de maio de 2006 – Recebo um novo telefonema da secretária do consulado, desta vez pedindo o telefone do Morten para anexar ao formulário. Ele me prometeu que a papelada estaria seguindo para a Noruega naquele mesmo dia.

22 de maio de 2006 – Meu requerimento é registrado na UDI.

12 de junho de 2006 – Morten telefona para a UDI e pergunta sobre o andamento do processo. Dizem a ele que o requerimento está prestes a ser enviado à polícia e que ele deve ligar em duas semanas para saber mais informações. Ou seja, o prazo de três semanas começa a cair por terra…

11 de julho de 2006 – Morten vai até a polícia da ilha e pergunta sobre meu requerimento. Dizem a ele que ele já está lá e que, devido á escassez de funcionários, que estão em férias, a entrevista dele ainda não fora marcada. Mas que ele deve aguardar e reunir toda a documentação que ele me enviou, pois terá que apresentá-la novamente durante a entrevista.

25 de julho de 2006 – Dia da entrevista. Nada de inesperado foi perguntado e a documentação estava correta. Mas infelizmente, Morten ficou sabendo que somente depois que a entrevista foi feita a UDI iria analisar o caso a fim de conceder ou não a permissão. Tristeza e sensação de que fomos ligeiramente mal-informados. Só nos resta esperar.

28 de julho de 2006 – Morten escreveu um e-mail para a UDI perguntando se eu não poderia visitar a Noruega como turista enquanto minha permissão não sai.

1 de agosto de 2006 – Ele recebeu a resposta: “Sua pergunta é muito complicada e nós responderemos em três semanas”. Até hoje, ele nunca recebeu a resposta.

18 de agosto de 2006 – Morten ligou para a UDI, reclamou do não-recebimento da resposta de seu e-mail e perguntou sobre a possibilidade de eu viajar como turista. A funcionária disse que nada me impede. Achamos mais prudente confirmar esta informação com o consulado do Rio. Ela também informou que meu requerimento já estava prestes a sair, pois estava no departamento de assuntos familiares.

21 de agosto de 2006 – Telefonei para o Rio. Sou expressamente aconselhada a não viajar para a Noruega como turista, pois correria o risco de ter o visto cancelado. Então, é melhor não desafiar a lei e reunir forças para mais espera.

7 de setembro de 2006 – Dia da independência do Brasil, feriado nacional. Alguém da UDI tentou enviar o documento da permissão por fax para o Rio, mas o escritório deveria estar fechado. Então, ele mandou a permissão pelo correio.

14 de setembro de 2006 – Morten ligou para a UDI mais uma vez. O funcionário que o atendeu diz que a permissão já fora enviada dia 7 de setembro! Dia de felicidade absoluta, aparentemente a espera chegara ao fim.

19 de setembro de 2006 – Preocupada por ainda não ter recebido um telefonema do Rio comunicando-me sobre a chegada da permissão (que supostamente seria por fax, portanto, rapidamente), eu resolvo ligar para lá. A secretária me disse que ainda não tinha recebido nada.

20 de setembro de 2006 – Morten tornou a ligar para a UDI e ficou finalmente sabendo que a permissão havia seguido por correio convencional. Não havia nada com que se preocupar. Algumas horas mais tarde recebi um telefonema do Rio – a carta contendo minha permissão acabara de chegar e seria mandada para minha casa ainda naquele dia! Coincidência ou não, a mensagem de sorte do Orkut dizia:
“Há uma carta ou mensagem alegre chegando para você.”

22 de setembro de 2006 – A tão esperada carta foi entregue para mim.

Agora terei algumas semanas para organizar tudo, providenciar passagem, fazer as malas, tomar vacinas, fazer um check-up, etc . Mas prometo que passo por aqui antes de viajar! Um bom final-de-semana para todos que me visitam!

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