Måned: november 2006

Coisas sobre a Noruega que são diferentes do Brasil

Coisas sobre a Noruega que são diferentes do Brasil

Olá!

Hoje faz 26 dias que eu parti do Brasil e logo completarei meu primeiro mês em terras norueguesas. Neste meio tempo, pude aprender muitas coisas e acabei fazendo uma lista das diferenças mais marcantes que eu observei. Aqui vai o primeiro lote, hehe:




  • Velas em tudo quanto é ocasião Sempre que houver pessoas sentadas à mesa ou no sofá, haverá velas. Aqui, eles não costumam usar luz direta como no Brasil, lustres ou lâmpadas no centro dos cômodos, mas sim, abajures e velinhas, quase sempre em candelabros ou potinhos de vidro, um mais lindo que o outro. Isto torna o ambiente bem mais aconchegante.


  • Notícias para surdo-mudos Todo dia à tarde um apresentador informa as notícias em linguagem de sinais. Aqui só há 2 canais de TV aberta, um é estatal, NRK1 e outro privado, TV2. A programação é relativamente boa. Eles também exibem “Show do milhão”, “Topa ou não topa” e “Dança dos famosos”.


  • Ter que pagar pela sacola em supermercado As sacolas plásticas em supermercados não são gratuitas. Temos que pagar por cada uma que usamos ou então, levar nossa própria sacola de casa. Mas, em lojas de departamentos eles dão a sacola, sim.  


  • Banana se compra por unidade Tudo que se compra por dúzia no Brasil se compra por quilo aqui. Frutas, verduras e legumes são caros e a variedade não é grande como no Brasil. 


  • Carne de boi e de frango são muito caras Se você acha que o filé mignon está pela hora da morte, pare de reclamar. Aqui, qualquer bifinho custa caríssimo! Mesmo assim, o prato nacional daqui não é Bacalhau nem peixe nenhum, mas sim ‘Kjøttkaker’, bolinhos de carne moída, quase como as nossas almôndegas ou porpetas.


  •  Quase nenhuma casa tem lareira  Neve, frio, inverno sempre remetem a uma casa com uma lareira. Aqui, não. Usa-se um fogão à lenha na sala de estar, que tem uma chaminé. O fogão não tem bocas, não dá para se cozinhar nele.


  •  Não servimos almoço Não se tem o hábito de fazer comida quente, mistura, etc. na hora do almoço. Almoço aqui é como um ‘segundo tempo’ do café-da-manhã, com pão, frios, café e frutas, lá pelas 11 hs da manhã.


  •  Jantar com as galinhas Pelo fato do almoço ser pouco farto, após o encerramento do expediente, por volta das 16 horas, todos estão com uma fome de leão, então ninguém espera até 19, 20 horas como estamos acostumados no Brasil. O horário médio do jantar aqui é 17 horas, e aí, sim serve-se comida quente e com mais sustância.


  •  O massacre da porta elétrica Assim como nos metrôs paulistanos, os shoppings aqui têm uma porta para entrar, marcada com uma seta verde e ao lado, uma porta para sair, marcada com um círculo vermelho. Como todas as portas têm sensor eletrônico, elas só obedecem o sinal de quem entra ou sai pela porta correta, então temos que ficar atentos para usar a porta certa e não sermos esmagados, hehe.


  • “Siga o caminho das pedras amarelas” Algumas lojas grandes, como a IKEA, têm flechas indicativas no chão para que todos os clientes andem na mesma direção e não se trombem quando a loja estiver muito lotada.


  • Papéis invertidos Geralmente, quando entramos em qualquer loja no Brasil, nem que seja só para dar uma olhadinha, somos ‘atacados’ por um enxame de vendedores. Aqui, é o contrário. Como um funcionário custa muito caro para as lojas, o número de vendedores é reduzido, então quando queremos uma informação, temos que pegar uma senha (igual àquelas de papel que pegamos nos cartórios) e esperar pacientemente que um vendedor esteja livre e chame o nosso número.


  • Consciência ecológica 1 Reciclagem de lixo é muito séria. Temos que separar papéis e plásticos do lixo orgânico em duas lixeiras diferentes. Em uma semana um caminhão passa recolhendo o lixo orgânico e na outra, um outro caminhão recolhendo o lixo reciclável.


  • Consciência ecológica 2 Vidro e alumínio devem ser levados ao supermercado e depositados em uma máquina especial. Recebemos dinheiro por cada garrafa ou lata depositado lá. Ou seja, aqui quase todo mundo é catador de latinha em potencial. Porém, nem tudo é perfeito. As autoridades norueguesas estão muito preocupadas com a alta emissão de monóxido de carbono na atmosfera por conta do uso abusivo de carros e estão fazendo campanhas para que as pessoas usem mais o transporte público. Só que ônibus custa caro aqui, e onde eu moro, por exemplo, ônibus é veículo em extinção.


  • Beijo, abraço ou aperto de mão? Não se dá beijo ao se cumprimentar as pessoas. Somente aperto de mão, e só se abraça pessoas mais próximas, sem beijinho no rosto. Homens aqui não costumam se abraçar. Semana passada houve um debate na TV sobre isso, um ministro quis abraçar outro ministro para cumprimentá-lo pelo seu aniversário e ele se esquivou, hehe.


  • Banheira sem espuma Método de lavar a louça: Enche-se a pia de água fervente com detergente e lava-se a louça nesta água. Depois, enxaguamos a louça em água corrente. Mais econômico que no Brasil, mas eu sinto falta do sabão fazendo muita espuma. Eu uso esponja, mas a escovinha é mais comum aqui.


  • Cuidado com a meia furada! Temos que tirar os sapatos ao entrarmos na casa de alguém. Toda  casa tem um hall de entrada onde se penduram os casacos, cachecóis e se deixam os sapatos. Eu ainda levo um tempão para tirar tudo e acabo ficando para trás, o povo aqui tira casaco e sapato em 5 segundos!

  • Se o carteiro não vem até você…As caixas de correio não ficam na porta de casa. Há uma casinha em algum ponto da rua onde ficam todas as caixas de correio dos moradores da região, e o carteiro deposita a correspondência ali, dentro da caixa dos respectivos destinatários.

    Até agora, é isso que eu tenho para relatar. Me divirto muito descobrindo cada uma destas diferenças, acho muito interessante e quero frisar que não estou escrevendo em tom de zombaria. Respeito muito os costumes daqui e acho que isso enriquece a nossa bagagem cultural. E viva as diferenças! Até a próxima!



 

Notícias do final-de-semana

Notícias do final-de-semana




Olá a todos!

Aqui o fim-de-semana foi bem corrido, só que desta vez, nós não viajamos, ficamos aqui em casa. Sexta-feira eu fui a pé até o centro da comunidade (aqui, devido ao fato de os lugares serem muito pequenos, não se usa muito o termo “cidade” ou “município” e sim, “kommune”, que seria quase como “comunidade”) para finalizar o teste de Mantoux, que verifica se eu tenho tuberculose. Na terça-feira, a enfermeira havia injetado uma proteína na minha pele e formou-se um pequeno calombo, cujo tamanho ela mediu na sexta-feira. Ela disse que estava tudo bem e que se o médico achasse necessário, iria entrar em contato e pedir um raio-x para anexar aos exames. Eu não me incomodei com esses procedimentos, acredito que eles sejam realmente necessários. O problema é que o teste acabou super-cedo e eu tive que esperar meu namorado por 1 hora e meia no frio!  Eu quase voltei a pé, mas vi que estava escurecendo (é, aqui começa a escurecer à partir de 15:30 no inverno). Ah, na sexta à noite ainda fomos jantar na casa de um colega de trabalho do Morten e lá eu conheci todos os seus outros colegas. Aqui está sendo muito difícil praticar o meu já sofrível norueguês, por que todo mundo – todo mundo mesmo – fala inglês! É claro que isto é ótimo, pois assim eu não fico viajando na maionese durante os bate-papos, mas, por outro lado , impede que eu pratique. A atração da noite foi o bichinho de estimação da família, um porco! Não, não um porquinho-da-índia, mas sim um porco pretinho originário do Canadá, muito limpinho e dócil. Achei a coisa mais engraçada!   
  


No sábado recebemos a visita dos meus sogros, que tinham um baile na ilha à noite. Como no domingo se comemoraria o Dia dos Pais norueguês, Morten quis fazer um bolo de presente pro pai. Aliás, reparei que aqui os pais ou homens também podem ganhar flores, é normal e eu acho muito singelo. Ele fez um bolo aqui chamado de “Bløtkake”. Seria quase como o nosso bolo de aniversário, massa de pão-de-ló recheado de chantilly e geléia de morango e coberto com marzipan. Marzipan é uma massa de açúcar e amêndoas muito usada para cobrir bolos de casamento e de ocasiões especiais. Ficou ótimo!


Domingo nós passamos o dia todos juntos e o pai do Morten ajudou-o a revestir as paredes e o teto de um dos quartos aqui da casa. Aqui na Noruega, usa-se revestir as paredes com espuma, folhas de plástico, tábuas de compensado e só então se aplica ou papel de parede, ou pintura. Isso tudo para isolar a casa do frio e, assim, diminuir o consumo de energia elétrica pelos aquecedores. Às 19 horas nós dois fomos a um evento de boas-vindas e esclarecimentos à população estrangeira da ilha, mas erramos o horário! Já tinha acabado, e começado às 17! Mas sem estresse, conheci umas meninas muito simpáticas, membros da associação de mulheres estrangeiras da ilha e trocamos telefones para marcar uma reuniãozinha em breve.
Hoje é segunda-feira e eu já fui trabalhar. Fiquei 3 horas limpando um museu-cinema junto com minha chefe. O objetivo é que no futuro eu passe a limpar o local sozinha, sem a chefe junto, então estou sendo treinada para tal. Hoje foi mais pesado, tive que usar um aspirador de pó nas costas, como uma mochila (lembrei-me dos “Ghostbusters”, haha), mas deu tudo certo.

Até a próxima! 
   

Noruega é o país com maior desenvolvimento humano, diz relatório da ONU

Noruega é o país com maior desenvolvimento humano, diz relatório da ONU

http://www.aftenposten.no/english/local/article1526813.ece
Ontem foi publicado o relatório anual da ONU sobre desenvolvimento humano no planeta. São levados em consideração a expectativa de vida, os níveis de educação e a renda per capita dos habitantes. A Noruega tem aparecido em primeiro lugar desde 2001. O Brasil infelizmente caiu do 68 para 69 lugar, mas ainda está entre os países que apresentam médio desenvolvimento humano. A imprensa em geral tem usado muito o termo “melhor lugar do mundo para se viver”, mas, eu acho que não é bem isso que o relatório da ONU quer dizer. Leia mais sobre IDH no seguinte link:

http://www.pnud.org.br/arquivos/rdh/rdh2006/rdh2006_IDH.pdf

Comecei a pegar no batente!

Comecei a pegar no batente!

Olá a todos!

A última vez que escrevi aqui foi na segunda-feira. De lá para cá, aconteceu algo que eu não esperava.
Semana passada, minha amiga Danielle, brasileira que mora na ilha vizinha, me mostrou um anúncio de emprego e eu e o Morten escrevemos uma carta, que enviamos à empregadora. Pois bem, passaram-se alguns dias e, como não obtivera nenhuma resposta, achei que a vaga já fora preenchida . Eis que, segunda à tarde, quando Morten voltou do trabalho, ele me disse que a senhora do anúncio havia telefonado para ele para falar sobre o emprego! Eu e ele conversamos com ela e combinamos um primeiro trabalho na terça-feira de manhã, que foi ontem. Passei o resto da segunda-feira muito apreensiva com a rapidez das coisas e também com o fato de eu ainda não falar norueguês fluente.
Ontem de manhã esperei a minha chefe vir me buscar e lá fomos nós. Além dela, também conheci uma funcionária russa que mora na ilha e fala norueguês muito bem. A sorte minha é que a chefe fala inglês, e assim fui me comunicando como pude. O emprego é como faxineira em casas, escritórios, lojas e supermercados. Eu tive um excelente primeiro dia, tudo correu mais tranqüilamente do que eu estava imaginando. Agradeço imensamente a Deus por esta oportunidade. Desde que eu resolvi vir pra cá, estava determinada a trabalhar, mesmo que o emprego fosse mais pesado do que o que tinha no Brasil. Eu só não imaginava que seria tão rápido. As pessoas são as mais gentis que já conheci. No Brasil, infelizmente há um enorme preconceito contra pessoas que limpam e cuidam de residências. Aqui, é um trabalho tão digno como outro. Meu namorado me apóia demais e me encoraja a continuar. Uma verdadeira bênção pela qual passarei a minha vida toda agradecendo.
Ontem ainda tive que ir a pé para o centro da comunidade (cerca de 1 hora de casa) para me submeter ao teste de tuberculose, chamado de ‘Teste de Mantoux’. Mais uma vez, só encontrei pessoas simpáticas, que conversaram comigo (em inglês) e estavam muito interessadas em saber sobre minha nova vida e sobre as impressões que venho tendo sobre a Noruega. Sexta-feira voltarei ao centro de saúde para saber o resultado
.

Até a próxima e boa sorte a todos nós!

Outro final-de-semana cheio de experiências novas

Outro final-de-semana cheio de experiências novas

Olá a todos!

Sábado de manhã cedo partimos para Trondheim, uma viagem longa, cerca de 3 horas. Chegamos lá às 11 horas e conseguimos passear bastante pela cidade. Eu conheci um shopping center chamado “Solsiden”, muito bonito com seu teto e paredes envidraçados e também muito parecido com os shoppings de São Paulo. Passamos por uma loja que vendia produtos alimentícios típicos do Irã e resolvemos levar um pacote de feijão para experimentar. Fiquei surpresa por que lá encontramos até panelas de pressão! Elas eram muito grandes só para nós dois, mas o preço estava bem razoável. Há várias lojinhas deste tipo espalhadas pela cidade, cada uma com produtos de uma determinada parte do mundo. Quem sabe um dia eu acho uma com produtos brasileiros?

Em seguida, fomos à Biblioteca de Trondheim. A primeira impressão que tive foi surpresa por ver a bilbioteca tão cheia em um sábado frio, embora ensolarado. Morten me disse que este é um programa bem típico de final-de-semana, passar o dia com toda a família na biblioteca, pois é gratuito e se pode fazer muitas coisas diferentes. Na entrada, há algo muito interessante. Durante uma reforma, foram encontradas ruínas antigas e alguns esqueletos, que estão expostos. Também fomos visitar o Café da Biblioteca, onde experimentei um delicioso pão doce de canela chamado “
Kanelbolle” com café. Eu adorei o clima de se estar vivendo como há 100 anos atrás. O café é pequeno, com mesas e cadeiras de madeira pesada, janelinhas pequenas para proteger o lugar do frio e luzes de velas, muito aconchegante. Na saída, vimos um aviso sobre uma apresentação gratuita da Orquestra Sinfônica de Trondheim no domingo à tarde e decidimos voltar no dia seguinte para assistir. Ainda houve tempo para ir novamente à Catedral de Nidaros, tirar fotos e comprar uns cartões postais.

Rumamos para Klæbu, e à noite fomos à festa de aniversário de 30 anos da prima do Morten. Eu estava muito nervosa, pois não sabia se a festa seria muito diferente das festas do Brasil. Eu, o Morten, o irmão dele e sua namorada fomos juntos e algo divertido aconteceu. Erramos o local da festa, hehe. Ao chegar ao local certo, fomos recebidos pela prima do Morten e mais uma aniversariante. Depois, fomos para o salão (que era a quadra poliesportiva de uma das duas escolas), que estava arrumado com mesas lindamente decoradas, os assentos marcados com os nomes de cada convidado e luzes de velas em todas. Aliás, esta foi a primeira diferença que observei. Sentamos à mesa e houve um jantar muito gostoso: salada, carne de alce (que foi caçado pelo tio do Morten, pai da aniversariante) preparada como um estrogonofe, arroz e pão, servido com manteiga. Para beber, vinho tinto, água e ‘brus’ (refrigerantes: Pepsi e um de maçã muito gostoso chamado “Mozell”). Eu gostei muito de tudo, a carne de alce tem um sabor especial. Durante o jantar, o primo do Morten, irmão da aniversariante, fez um discurso e, embora eu tenha entendido pouco, percebi que ela se emocionou. Ao final do jantar, um outro convidado fez um discurso que é tradicionalmente chamado de “Takk for maten” (Obrigado pela comida), sempre carregado de humor e piadas. Todos foram solicitados a se levantarem enquanto a mesa do café era preparada. Alguns minutos depois, sentamos novamente à mesa e podíamos escolher bolos e tortas dos mais variados tipos, junto com café, conhaque ou licor de chocolate.

Alguns outros amigos fizeram discursos e a festa começou pra valer. O volume da música aumentou e eu percebi que as pessoas foram se soltando. Eu e o Morten resolvemos não dançar desta vez. Mas os irmãos dele e outros convidados dançaram muito. Foi uma festa muito bonita, fomos embora super-tarde.

No domingo, só houve tempo de tomar um café-da-manhã reforçado e ir correndo para Trondheim a tempo de assistir ao concerto na bilbioteca. Demos carona para o irmão do Morten e a namorada dele, que moram na cidade e chegamos em cima da hora. Estava lotado! Por um momento, pensamos que não poderíamos entrar, mas tamanha foi a nossa sorte que eles colocaram cadeiras extras na lateral do salão, bem perto dos músicos! Eles tocaram uma peça de Beethoven e outra de Mozart. A apresentação durou uma hora e foi belíssima. Eu nunca havia ido a uma apresentação de música clássica antes e foi inesquecível e emocionante. Mal vejo a hora de ir ao próximo concerto.

Na volta para a ilha, ainda tive tempo de ir conhecer o lugar onde meu amor trabalha e chegamos em casa, exaustos, mas contentes com a quantidade de coisas legais que conseguimos fazer.

Amanhã eu terei que ir ao centro da comunidade fazer o teste de tuberculose, obrigatório para todos os estrangeiros que vêm morar aqui. Como será no meio da tarde, terei que ir sozinha, mas agora não estou me sentindo tão nervosa.

Uma boa semana a todos!

 

Final-de-semana em Klæbu

Final-de-semana em Klæbu


Na estrada entre Frøya e Klæbu, encontramos os primeiros vestígios da neve, que deixou a paisagem deslumbrante.

Fotos do último final-de-semana, quando fui à cidade do Morten conhecer seus pais, avós e irmãos.

A primeira ida ao mercado sozinha

A primeira ida ao mercado sozinha

Hallo!

Acabei de voltar do mercado que tem aqui na esquina. Estava muito nervosa por ter que me virar sozinha, sem o Morten. Mas até que não foi tão ruim. Fiquei rodando, rodando, para ver se um outro cliente ia embora, assim eu não teria nenhuma ‘platéia’, haha. Mas nada de o homem ir embora. Quando ele estava empacotando as compras dele, entrei na fila do caixa.Na hora de pagar, entendi o valor, e já fui pegando o dinheiro. Aí a caixa falou algo que eu não entendi. Aí usei a célebre frase: Jeg snakker ikke bra norsk (Eu não falo bem norueguês)  e ela entendeu e repetiu. Aí eu entendi que ela havia dito algo como: “Você não vai usar cartão do banco”, por que ela falou “kort” (cartão). E eu disse: “Nei, nei”. Eu também tinha que postar uma carta com uma ficha de emprego e disse: “Jeg ønsker å sende dette brev”. (Eu gostaria de enviar esta carta) e ela entendeu prontamente. Cobrou (eu ainda me atrapalho toda com as moedinhas norueguesas) e deu tudo certo. Ah, não deixei de dizer as usuais frases “Takk skal du ha” (Obrigada) e “Ha det bra” (Tchau). A gente pode até ‘boiar’ no idioma, mas nunca devemos nos esquecer das boas maneiras.

Na hora em que eu estava indo ao mercado, começou a nevar aqui, uma neve grossa e redondinha, parecida com aquelas minúsculas bolinhas de isopor. O chão ficou todo branquinho. Mas agora, o sol saiu. Um visual bem diferente e lindo.

Ontem foi a noite do Halloween e, para minha surpresa, recebemos a visita de monstrinhos e fantasminhas, hehe. O Morten estava duvidando que crianças viriam pedir doces, mas não deu outra. No final, recebemos umas quatro turminhas e quase não tínhamos mais doces para dar. Um pouco antes nós tínhamos tentado ir ao mercado e eu tinha sugerido comprar umas balas para distribuir. Mas os dois Coop estavam fechados por motivo de balanço e o Bunnpris estava fechado por que hoje abriu em um novo local. Fiquei surpresa com o número de crianças aqui da região, não esperava que houvesse tantas.

Até a próxima!