Måned: mars 2007

Leão generoso

Leão generoso

A sexta-feira de muito trabalho. Às 9:30 viajamos de carro até o cais para pegar o barco em direção à Skårøya. 15 minutos de barco e fomos limpar as três casas onde a criançada passa as férias de verão. Não foi muito cansativo, na verdade, a viagem é muito mais cansativa do que o trabalho em si. Pensei que teria um tempinho para descansar até o próximo trabalho, mas não deu certo. Fizemos uma pausa curta na casa da chefe e fomos limpar o último local do dia. Acabei por volta das 17 horas. Agora, só me resta mais um dia de trabalho, segunda-feira. Terei que esperar meu amor na biblioteca novamente, e de lá seguiremos para Trondheim e Selbu. Aqui se trabalha somente até quarta-feira em geral. Quinta, sexta, sábado, domingo e segunda são os dias que constituem o feriadão de Páscoa, ou Påskeferie. Muita gente prefere fazer hora extra na semana que antecede a Påskeferie para ficar livre a semana seguinte toda. É engraçado no nosso caso, porque aqui onde moramos é um lugar repleto de chalés e casas de campo, para onde o povo da cidade vem justamente para passar esses feriados. Mas nós, ao contrário, vamos sair daqui e ir para as montanhas. Estou bem ansiosa para conhecer Selbu e passar minha primeira Páscoa norueguesa.

É dando que se recebe

Anteontem recebi uma carta do departamento de imposto de renda da Noruega. Nesta época, todos que trabalham e pagam imposto descontado na folha ficam sabendo se pagaram imposto demais ou de menos. Se pagaram demais, recebem a restituição. Se pagaram de menos, aí…é um golpe no bolso, têm que pagar uma fatura com a diferença que devem ao leão. No meu caso, felizmente eu paguei demais e receberei uma pequena restituição, que poderei usar na férias de verão.

Desejo a todos uma Feliz Páscoa e um excelente feriado! 




  

O primeiro dia de casados

O primeiro dia de casados

Como não tivemos lua-de-mel, aproveitamos o dia seguinte ao casamento para fazer um passeio por Trondheim. Passamos a noite no Hotel Scandic Residence, fomos ao cinema e caminhamos muito pela cidade que foi o cenário do dia mais lindo de nossas vidas.

As agruras de se morar em um lugar pequeno

As agruras de se morar em um lugar pequeno

A semana começou com um clima formidável! A lua está linda, o nascer-do-sol está cinematográfico e o sol brilha e aquece quase o dia todo. Parece que agora posso afirmar com toda a certeza que a primavera chegou. O horário de verão norueguês começou domingo passado (o motivo do horário de verão nós não descobrimos, pois meu marido disse que não é para economizar energia elétrica, como no Brasil), então temos sol até cerca de 20:00 hs. Esta semana felizmente terei mais tempo para ficar em casa e cuidar dela. Trabalhar é bom, mas, não quando se trabalha tanto que não se tem energia para fazer nada em casa. A reforma está à todo o vapor e deveremos terminar tudo até antes da Páscoa.

Abelhuda

Admiro muito a transparência política que há na Noruega. Qualquer um pode assistir às assembléias do governo, qualquer um tem acesso à correspondência que entra e sai da prefeitura,  é publicado o quanto cada cidadão ganha durante o ano, os jornais publicam quem comprou imóveis e o quanto pagaram. E foi por causa deste último exemplo que eu concluí que a transparência pode ser demais. Durante o trabalho, uma senhora que mora aqui perto fez um comentário sobre o preço que nós dois pagamos pela nossa casa! Aliás, percebo que alguns noruegueses não têm pudor algum em falar o quanto pagaram por algo e nem de perguntar aos outros o quanto eles pagaram por algo. Sei que é cultural, mas fiquei um pouco chocada.

Os mistérios da culinária norueguesa

Há algumas semanas experimentei «fiskeboller», bolinhos (na verdade bolões) de peixe misturados com farinha de trigo e temperos cozidos em água. Deliciosos! Hoje preparei «fiskekaker», que são quase a mesma coisa, mas se parecem mais com hambúrgueres. Pensei que eles também eram para ser cozidos na água, mas meu amor me disse em cima da hora que eles devem ser fritos. Ele se esqueceu de me dizer, pois segundo ele, todo norueguês sabe que fiskekaker devem ser fritos e fiskeboller, cozidos, hehehe. Será que eu virei norueguesa e não me dei conta disso? Ah, os fiskekaker ficaram maravilhosos.

Tenho algumas fotos que preciso postar, mas não sei de apenas as publico ou se faço um vídeo. Estou com essa mania de vídeo agora, adoro! Até a próxima!

Påsketur

Påsketur

Start:      Apr 4, ’07
End:      Apr 7, ’07
Location:      Selbu

Vi drar til hytta i Selbu til Påskeferie. Forhåpentligvis skal jeg prøve å gå på ski.

Sobrevivi

Sobrevivi


Esta semana que se acaba foi uma das mais cansativas desde que cheguei na Noruega. Teve trabalho todo dia, de manhã, de tarde e às vezes à noite. E daqui a pouquinho estou indo limpar mais um lugar, mas, serão apenas 2 horas. Amanhã, sabadão, tenho 4 horas de trabalho, das 16 às 20. Mas, terei pelo menos o domingo para relaxar…se bem que hoje começamos a pintar o corredor do andar de cima e meu marido está trabalhando na reforma do hall de entrada. Pelo jeito não terei muito tempo para relaxar, mas é gratificante fazer melhorias em nossa própria casa.

Páscoa amarela

Já começam a aparecer na lojas artigos de decoração para a Páscoa – pintinhos, galinhas, ovos, mas de porcelana, não de chocolate. Aqui a tradição é de dar ovos de papelão cheinhos de guloseimas dentro, e fazer uma árvore de galhos e pendurar pintinhos e ovinhos. Ah, também é tradição ter em casa muitas laranjas, e beber «Solo», refrigerante que equivale à Fanta laranja da Noruega:





Acho muito interessante essas tradições. Não sei se este ano eu farei alguma decoração, pois deveremos ir passar a Páscoa na casa de campo dos meus sogros. Aliás, muitos noruegueses costumam ter uma casa de campo, que eles chamam de hytte. A maioria delas não tem quase luxo algum. Nada de água encanada, aquecedor, chuveiro, esgoto. É bem rústica mesmo. A razão, segundo meu marido, é que as pessoas querem fazer uma espécie de retiro, longe da civilização e se integrar com a natureza, sem qualquer tipo de mordomia. A casa aonde pretendemos ir fica em Selbu. Este lugar é bem famoso pelo tipo de desenho usado em artigos de tricô, como luvas, gorros, cachecóis. São flores em preto e branco ou preto vermelho, um trabalho lindíssimo, que você pode ver na foto acima. Quem sabe desta vez eu finalmente tenha a oportunidade de me aventurar sobre os esquis.

Um bom final-de-semana e até a próxima!

Alarme falso

Alarme falso

Pois é, pensei que não veria mais neve este ano, pois a primavera parecia estar tomando conta do pedaço, mas me enganei redondamente. A neve voltou e cai sem parar desde sexta-feira. Pelo jeito março ainda será um típico mês de inverno. Mas, antes somente neve e frio do que chuva, ventos arrebatadores e mais frio ainda.

Que trapalhada, hein, Dedé?

Anda saindo nos telejornais da Noruega que um jogador brasileiro chamado Dedé, contratado pelo time Ålesund por uma alta quantia, viajou ao Brasil para as festas de fim de ano e simplesmente está dando um «olé» nos noruegueses. Não apareceu para jogar até agora. Os dirigentes do clube estão enviando alguém para ir buscá-lo, e o clube está considerando rescindir o contrato e exigir ressarcimento. Apoiado, isso é coisa que se faça?

Morten Harket finalmente apareceu na TV

Esta é para os fãs do a-ha: domingo passado Morten Harket apareceu em um programa chamado «Gudene Vet» (Os deuses sabem) e falou sobre filhos e batismo. Controverso  e irônico como ele só, ele deu uma visão bem ousada e direta sobre o simbolismo que envolve o batismo. Acabei concordando.

Typisk norsk

Estamos finalmente começando a reformar o hall de entrada da nossa casa. Agora está um caos, mas logo começaremos com a pintura e a decoração, aí posto uma foto do resultado final. Para quem não sabe, 10 entre 10 noruegueses adoram passar uma boa parte de seu tempo livre fazendo melhorias na casa. Eu acho ótimo, adoro mudar móveis de lugar, mudar a cor, enjôo rápido e detesto rotina.

O pesadelo recomeça

Sexta fomos à polícia dar entrada no meu segundo visto e, para variar, eles criaram mais e mais casos. Primeiro, disseram que o formuláio que eu tinha baixado na net era velho e me deram um novo. Depois, disseram que eu tinha que preencher o formulário como se eu estivesse pedindo um primeiro visto, o que não é verdade. A UDI já tem toda a documentação minha e do meu marido em razão do visto de noiva que eu tirei ano passado. Sabem tudo da nossa vida, e agora que nos casamos, só faltava a certidão de casamento, o comprovante de residência e o papel da mudança do nome. Nós rabiscamos o formulário e escrevemos o número de referência do visto anterior. O maior choque foi o prazo que a policial nos deu para recebermos o visto: 4 meses. O problema é que meu visto vence em pouco mais de um mês, e sem visto eu não posso continuar trabalhando (agora é que eu vou trabalhar mais, com a chegada do verão). A solução que ela deu me agradou. Ela disse que é só ligar para a UDI em Trondheim e eles me enviam uma carta prorrogando meu visto caso eu ainda não tenha recebido o visto oficial. Ufa meg, quanta complicação! O dia rendeu, ainda tive tempo de ir ao banco e abrir uma conta corrente.

Esta semana que vem será pesada. Limpeza de segunda à quinta, sexta folga e sábado mais faxina. Entre uma limpeza e outra, ainda tenho que cuidar da casa, ajudar na reforma do hall e ir malhar. Até e próxima e boa semana!

Cinderela às avessas

Cinderela às avessas

Pois é, o que é bom dura pouco. Depois de dias maravilhosos, só curtindo a vidinha romântica de recém-casada, passeando e me divertindo, voltei ao mundo real. Tenho trabalhado tanto nestas duas últimas semanas…Isto por que, com o verão chegando, os donos de casas de veraneio querem uma limpeza geral, aqui chamada de rundvask, antes de alugá-las para os turistas, principalmente alemães que vêm para a Noruega pescar em alto mar. Temos que limpar tudo – teto, paredes, chão, móveis, janelas, cozinha, banheiro. Por isso, cada casa que limpamos leva de 4 a 5 horas. Sempre vamos em um grupo de 3 a 4 pessoas, ás vezes mais, se o local é grande. É um trabalho pesado, mas enquanto eu não aprender norueguês fluente, não posso alçar vôos mais altos em busca de um emprego melhor. E além do mais, ganho meu dinheirinho e ajudo em casa.

Rato de biblioteca

Segunda-feira minha chefe não pôde ir limpar o museu (que fica em Hitra) comigo e com a outra funcionária. Fui com o Morten de carro, mas não tive carona para voltar, pois ele foi trabalhar. A única solução foi ir à biblioteca, esperar meu marido sair do trabalho (também em Hitra) e voltar com ele. Achei que ia morrer de sono e tédio, mas me surpreendi comigo mesma. Li mais da metade de «O Código da Vinci» entre 10 da manhã até 3 da tarde. Depois fui fazer um lanchinho e ás 4hs e 15 min meu amor chegou. Estava morta de cansaço ao chegar em casa, mas foi um dia bem diferente.

Aventura

Terça-feira fomos limpar uma casa enorme que abriga grupos de estudantes adolescentes por alguns dias durante o verão. Primeiro, uma viagem de carro de aproximadamente uma hora. Depois, tivemos que pegar um barco, pois esta casa fica em uma ilha inatingível por carro! Foi uma aventura, 15 minutos para ir e 15 para voltar. Ficamos lá praticamente o dia inteiro limpando, até jantamos por lá. Quando uma tempestade estava chegando, resolvemos parar por ali e continuar semana que vem. Adorei o passeio. Eu vou limpar esta casa toda sexta-feira até setembro!


Os dias estão cada vez mais longos

A primavera está dando o ar de sua graça. Já ouvimos o canto dos passarinhos, vemos as primeiras folhinhas nas plantas e árvores e o sol nasce por volta de 6 horas da manhã e só se põe lá pelas 7 da noite. Isto me lembra muito São Paulo, pois lá o sol nasce e se põe sempre neste horário. A temperatura está em elevação, apesar de que aqui em Frøya tem chovido direto, tempo chato…

Susto

Quarta-feira eu e Morten pretendíamos ir à Polícia para que eu desse entrada no meu segundo visto. Na hora de pegar os documentos, cadê meu passaporte? Procura daqui, procura dali e nada. Entrei em pânico e já estava pensando na viagem que nós dois teríamos de fazer a Oslo para tirar a segunda via na embaixada e o transtorno que isso iria causar nos nossos empregos e bolsos. Eis que hoje de manhã, tive a idéia de ir procurar em um lugar que eu não tinha olhado ainda, mas que achava improvável achar o passaporte. Eis que lá estava ele, são e salvo. Fiquei tão aliviada! O lugar? Dentro do scanner! Acho que eu havia escaneado a página do meu visto e esqueci o bendito lá dentro. Passado o susto, amanhã sem falta iremos à Polícia. Estamos dentro do prazo, já que meu visto vence dia 23 de abril e tenho que requerer o segundo visto um mês antes do primeiro vencer. Se a UDI não enrolar, logo, logo terei meu visto de residência como esposa, não mais como noiva e daí terei direito ao curso de norueguês. Mal posso esperar para começar. 


Boa semana e até e próxima!

Casamento

Casamento

Creio que consegui reunir neste pequeno vídeo os melhores momentos do nosso casamento e também consegui transmitir a felicidade que todos nós sentimos naquele dia tão especial e inesquecível.

Cenas de um casamento

Cenas de um casamento

É difícil encontrar as palavras apropriadas para descrever a felicidade que eu e Morten sentimos no dia de nosso casamento e nos outros dias que antecederam e sucederam-no. Soa como clichê dizer que foi tudo lindo e perfeito, mas não posso evitar – foi tudo lindo e perfeito mesmo! Muitas surpresas, momentos de emoção e sobretudo muita, muita alegria. O relato abaixo foi escrito com muita riqueza de detalhes pelo fato de ser o registro oficial. Fotos virão na forma de um vídeo que eu estou montando e ficará pronto em breve!


 


1 de março – Viagem


 


Acordamos cedo e começamos a fazer o bolo de Tiramisú, que seria servido durante o café na casa dos pais do Morten após o jantar. Quem fez o bolo na verdade foi ele, enquanto eu lavava a louça e deixava a casa arrumada. Felizmente, já havíamos feito as malas e preparado tudo que deveríamos levar na véspera, então às 11 horas da manhã partimos de Frøya em direção à Trondheim e Klæbu.


 


Chegamos na casa dos meus sogros por volta das 15 horas. Almoçamos e Morten experimentou o colete que ele iria usar no casamento e que seu irmão havia comprado para ele. Serviu perfeitamente! Para nossa surpresa, alguns presentes já haviam chegado. Nós os abrimos e logo depois fomos ao shopping comprar um presente para os meus sogros, por agradecimento à toda a ajuda que eles nos deram com os preparativos.


 


No jantar, comemos bacalhau à moda do que é feito no Brasil, que, por incrível que pareça, somente eu e minha sogra aprovamos. Parece que o bacalhau seco não faz sucesso por aqui, não. Eles preferem o bacalhau fresco. Ainda tive que fazer as unhas e depois fomos dormir e nos preparar para o grande dia que estava por vir.


 


2 de março – O grande dia


 


Últimos preparativos


 


Acordamos cerca de 7 horas da manhã, Morten e eu escrevemos o discurso de boas-vindas que ele fez antes do jantar e às 10 horas fomos buscar as flores que a minha sogra havia encomendado para nós algumas semanas antes. Estávamos bem curiosos para saber como seria o buquê e a flor da lapela, pois só havíamos ouvido a descrição. Ficamos muito felizes, o buquê estava lindo e simples, exatamente como eu queria. Também levamos quatro ramos de uma flor azul que foram colocadas sobre a mesa de jantar no restaurante.


 


Dali seguimos para o restaurante em Trondheim. Fomos muito bem recebidos, adoramos o local, a gerente nos explicou tudo e nos deixou bem tranqüilos quanto aos preparativos. Instalamos o rádio e deixamos os CDs à postos, colocamos os cartões de mesa nos seus respectivos lugares e deixamos as flores na água, pois a gerente disse-nos que ela mesma as colocaria pouco antes de nós chegarmos.


 


Corremos para Klæbu e chegamos às 11:45. Teríamos que partir para o fórum por volta de 13:50, pois a cerimônia estava marcada para 14:30. Morten ainda queria lavar o carro, mas seus pais deram um idéia melhor, que contarei logo abaixo. Tomamos banho, nos arrumamos e felizmente estava tudo sob controle, sem atrasos.


 


 


Os últimos minutos solteiros


 


Antes de ir para o fórum, o nervosismo começando a aflorar, paramos no posto de gasolina para lavar o carro naquelas máquinas automáticas. Foi muito divertido, ajudou-nos a aliviar a tensão. De lá, seguimos finalmente para o fórum. No carro, fico sabendo da primeira surpresa: minha sogra, meu sogro, a avó materna do Morten e nossas cunhadas iriam usar “bunader”, os trajes típicos da Noruega, somente usados em ocasiões especiais e no dia nacional, 17 de maio. Fiquei muito feliz e esta era só a primeira emoção.


 


Ao chegar, já havia alguns convidados: os nossos padrinhos, Ingvild e Steinar (ela também usando um lindo bunad), que vieram de Oslo, os tios e também padrinhos de batismo do Morten e os avós maternos. Logo depois chegaram meus sogros, os avós paternos e finalmente os irmãos dele e suas namoradas. Ainda aguardamos alguns minutos e finalmente fomos chamados para entrar na sala onde são celebrados os casamentos.


 


A cerimônia


 


Conforme já esperávamos, a cerimônia foi muito rápida. A juíza, aliás, uma senhora muito gentil, falou palavras muito bonitas (entendi quase tudo!), recitou este poema, cuja tradução será postada logo:


LYSET


Kjære, alt ditt som du viser meg no
– så utenkt som mangt av det er –
kan det vel hende eg ikkje forstod
om du ikkje var meg så kjær.

Eg stansa vel uviss, utan svar,
som framfor eit ukjent land,
om ikkje min kjærleik til deg var
for meg som ei lykt i mi hand.


Den lyser meg fram, så eg kan gå inn
og gjere meg kjend i kvar krok.
Det er ikkje sant at kjærleik gjer blind.
Kjærleik gjer klok.


Av Halldis Moren Vesaas


E logo depois, fez a célebre pergunta: primeiro para mim e depois para ele. Em seguida, ela nos declarou casados. Eu assinei a certidão, já com meu nome de casada, em seguida Morten, depois a madrinha e o padrinho. Tudo não durou mais do que 10 minutos.


 


Recebemos os cumprimentos de todos e na saída fomos surpreendidos por uma chuva de arroz (aqui também há a mesma tradição!). Posamos para fotos na saída do fórum, um prédio muito bonito, por sinal. Dali seguimos todos de carro para o restaurante, que era bem perto.


 


A comemoração


 


O restaurante faz parte de uma construção antiquíssima da cidade, que consiste de uma fortaleza e outras construções adjacentes. Nosso jantar foi em uma dessas construções, chamadas de “kasematten” ou «casamata» em português (de acordo com o site Wikipedia, «Casamatas» são unidades de defesa usadas ostensivamente durante guerras. São feitas de concreto e contam com aberturas que possibilitam o revide em caso de ataque). Antes de entrar, tiramos muitas fotos sozinhos e com todos os convidados, tendo como cenário de fundo a fortaleza e uma linda vista panorâmica da cidade. Tivemos sorte com o tempo, não nevou nem choveu, mas estava frio, ventava e havia resíduos de neve e lama. Porém, nada disso estragou nossa alegria.


 


Aguardamos alguns minutos e nos acomodamos à mesa. A música começou a tocar e as garçonetes (muito simpáticas e prestativas) começaram a preparar o prato de entrada. Logo depois Morten fez o discurso de boas-vindas. Entre outras lindas palavras, ele lembrou dos meus familiares que infelizmente não puderam estar conosco (chorei), explicou como seria o jantar e convidou a todos para o café com bolo e champanhe na casa de seus pais após o jantar. O chef gentilmente explicou como seria o menu do jantar, que em seguida foi servido.


 


O prato de entrada foi uma salada com camarões e chili. Eu não costumo gostar de comidas muito apimentadas, mas naquele dia, adorei. Até vinho, que costuma me dar dor-de-cabeça e abaixar minha pressão não me fez mal. E olhe que tomei vinho branco e tinto. O prato principal foi filé bovino grelhado com legumes e champignon, meio apimentado também, mas delicioso. A sobremesa, à pedido do meu amor, foi pudim de caramelo (quase igual ao de leite no Brasil) acompanhado de café.


 


Um dos momentos mais emocionantes foi após o prato principal ser servido, antes da sobremesa. O pai do Morten levantou-se e fez um lindo discurso, que levou algumas pessoas às lágrimas (incluindo esta que vos fala). Depois, foi a vez de seu melhor amigo e nosso padrinho, Steinar e finalmente, os dois irmãos do Morten, Roger e Espen. Claro que eu não entendi absolutamente tudo, mas o principal do que foi falado.


 


Ao final do jantar, fomos de táxi para a casa dos meus sogros (tivemos que deixar o carro no restaurante, pois na Noruega não é permitido dirigir após beber) e continuamos a celebração. Chegando lá, fizemos todos um brinde com champanhe e cortamos um dos bolos, o de marzipan, com nossos nomes escritos. Havia o nosso bolo de tiramisú, um bolo de nozes que a avó paterna dele fez, um bolo chamado de “Tårnekake” com os típicos noivinhos no alto,  moltekrem, kokosboller e krumkake. Havia também café, conhaque e licor. Pouco depois, mais uma surpresa: os pais do Morten cantaram uma música norueguesa para mim. Explicaram-me que esta música tem muito a ver comigo, pelo fato de eu vir do Brasil e ter me adaptado tão bem na Noruega. A música chama-se “Sommerfuggel i Vinterland” (Borboleta na terra do inverno). Foi encantador ver os dois cantando, meu sogro tocando violão, ambos usando lindos bunader. Eu jamais vou me esquecer. Guardei a letra da música como lembrança, assim como todos os discursos por escrito.


 


Foi muito agradável o final da noite na casa dos meus sogros. Abrimos todos os presentes que haviam chegado, fizemos uma lista com o nome de todos que gentilmente nos presentearam e pretendemos enviar-lhes um cartão de agradecimento. Por volta das 22 horas, chamamos um taxi e nós dois fomos novamente para Trondheim junto com os nossos padrinhos, um dos irmãos do Morten e sua namorada. Eles foram para suas casas e nós fomos para um hotel, onde passamos a noite.


  


3 de março – O primeiro dia de casados


 


No dia seguinte, mais outra surpresa: ganhei um presente do meu amor! O Solan e o Ludwig do filme “Flåklypa Grandprix”! Eu amei, tão fofinhos, e eles falam! Tomamos um café-da-manhã delicioso e fomos passear por Trondheim. Olhamos lojas, fomos ao cinema (primeira vez em um cinema norueguês) e tiramos fotos. Apanhamos o carro e seguimos de volta à casa dos meus sogros e batemos um longo papo sobre as lembranças e impressões do dia anterior. Olhamos as fotos tiradas pelo meu sogro e jantamos. Ainda tivemos energia para voltar à cidade e encontrar Steinar e Ingvild à noite. Steinar nos entregou o CD com as fotos que ele tirou do casamento. Fomos a um café bem antigo e charmoso, conversamos, nos divertimos e voltamos para casa às 2 da manhã.


 



4 de março – Volta ao lar, doce lar


 


Domingo de sol, dia lindo, embora muito frio. Arrumamos as bagagens, pedaços de bolo e os presentes no porta-malas, nos despedimos, agradecemos muito nossos sogros por tudo. Foi uma viagem muito tranqüila, mas longa. Chegamos em casa 3 horas depois, um pouco cansados, mas muito felizes pelos dias maravilhosos que tivemos. A felicidade apenas começou. Tenho certeza que a alegria que reinou durantes esses dias continuará reinando sobre nosso lar por muitos e muitos anos. Se Deus quiser e Ele há de querer! Obrigada por tudo!