Måned: juni 2007

O mundo maravilhoso de Hopsjøbrygga

O mundo maravilhoso de Hopsjøbrygga


Meu marido me mandou esta foto, enquanto eu ainda estava no Brasil. Sonhei tanto em conhecer este lugar, até que domingo, o sonho se tornou realidade.

Os lugares mais pequenos e desconhecidos podem esconder tesouros. Domingo, dia 24 de junho, passamos uma tarde num restaurante que abriga um museu e uma lojinha de souvenirs na ilha vizinha, Hitra. Clique nas fotos se quiser saber mais.

Última semana de trampo

Última semana de trampo

Já estamos na quarta-feira e eu trabalharei até sábado. Domingo eu já estarei de férias. Mas, não sei se é pela ansiedade, a semana está custando a passar. Ontem eu tive folga e aproveitei para estudar norueguês, pois fazia séculos que eu não abria meu caderno, meu livro e copiava a lição, prestando atenção à grafia das palavras e repetia o áudio, como todo estudo de idiomas deve ser. O problema por estar morando aqui é que a gente acha que pratica o bastante por falar e ler jornal, mas não é bem assim. É preciso sentar à uma mesa e escrever, ler, repetir. E isso requer tempo e dedicação.

Outro livro que eu preciso começar a devorar o mais rápido possível é este aqui:

Lembro que no Brasil a auto-escola nos empresta uma revistinha de pouco mais de 30 páginas com perguntas, respostas e as placas de sinalização. Pois o livro norueguês tem mais de 200 páginas! Sei que não vou ter tempo de ler tudo, se meu exame sair em agosto mesmo. Mas, como eu não vou ter que fazer a prova teórica, somente a prática, preciso apenas saber as placas mais comuns e as leis mais importantes, pois o examinador pode perguntar uma coisinha ou outra, segundo eu ouvi.

Atualização: hoje de manhã minha chefe me disse que havia sonhado comigo. No sonho, ela me via dirigindo pela ilha sozinha, eu acenava para ela e me sentia super segura no volante. E não é que agora há pouco voltando da reunião, eu dirigi de volta pra casa e a encontrei na rua? Só que eu não estava sozinha, estava com o marido.

Ainda sobre estudo, o governo aqui da ilha vai oferecer um curso gratuito para aqueles que pretendem ingressar na faculdade. Será um ano de curso, equivalente ao último ano do colegial norueguês. As matérias serão norueguês, inglês, matemática e cultura e sociedade norueguesa. Hoje à noite vai ter a reunião para sabermos as regras e quem pode se candidatar. A razão desta oferta é a escassez de profissionais na área de saúde e ensino. Falta professor, enfermeiro, médico aqui, por que é muito longe da cidade grande e os jovens mudam daqui com muita freqüência. Vamos ver no que vai dar. O meu plano é tentar fazer faculdade de pedagogia aqui e começar a dar aulas de inglês novamente, exatamente o que eu fazia no Brasil ou trabalhar com tradução.

Atualização: estivemos na reunião e as orientadoras me disseram que, se eu tiver meu histórico do segundo grau traduzido, eu posso começar direto na faculdade, pois tenho mais de 23 anos e não preciso do colegial norueguês! O melhor disso tudo é que os cursos universitários serão oferecidos em Frøya, numa parceria com a Høgskole i Sør-Trøndelag. Mas tudo ainda está na estaca zero, primeiro preciso do histórico.

Domingo nós fomos a um restaurante que fica em uma marina, muito charmoso. Há um museu no andar superior e uma lojinha numa casa construída no século XVI. As fotos estarão num álbum em breve.

Depois eu atualizo, daqui a pouco tenho que sair para uma faxina.

 

Contando os dias

Contando os dias

Não sei o que está havendo comigo esta semana, estou tão sem inspiração para escrever…meu final de semana foi excelente, estivemos no encontro de toda a família do avô do Morten, tradição que eles repetem a cada dois anos com direito a churrasco ao ar livre numa fazenda belíssima – tem até vaquinhas e bezerros. Aliás, tenho fotos e vídeos do evento, ensaiei um vídeo, mas não terminei. Não sei se terei tempo para me dedicar tanto ao vídeo agora.

Uma cena flagrada por nós no maior shopping center de Trondheim, o City Syd, no sábado:

 

O bacana dono do Audi, por medo de eventuais arranhões no seu brinquedinho, simplesmente estacionou o carro em diagonal, ocupando assim DUAS vagas, num shopping center em pleno sábado à tarde! Ou seja, não é só no Brasil que existe gente folgada e sem educação. É o materialismo ridículo de hoje em dia.

Estamos em contagem regressiva para as férias. Já planejamos tudo o que vamos fazer em Oslo e pelo jeito não vai sobrar tempo nem para respirar. Na última semana do mês talvez eu receba a visita de uma brasileira que eu conheci em Trondheim.

Eu definitivamente desisti do emprego de babá, o salário no final seria o mesmo, sendo que com limpeza eu tenho dias livres. Estou sondando outras possibilidades, vamos ver no que vai dar. Meu visto, se a polícia não fez mais uma das suas trapalhadas, deve sair em julho, pois dia 16 vai fazer 4 meses que eu dei entrada.

Lembram da minha colega russa que reagiu à inocente pergunta «Como vai?». Pois outro dia, enquanto conversávamos, ela toda simpática, sugeriu que nós estudássemos juntas! Acho que todos nós temos um dia em que levantamos com o pé esquerdo (que preconceito é este contra o lado esquerdo? Quem protesta é uma orglhosa canhota).

Amanhã não haverá limpeza na ilha, a escola estará fechada para as férias de verão e só retomará suas atividades em setembro. Porém, trabalho é o que não falta, vamos fazer limpeza em outro canto. Mas, o sábado já está logo aí e com o tempo maravilhoso que tem feito, poderemos pescar mais e aproveitar bem o dia.

Falando nisso, hoje fui fazer uma caminhada de uma hora pelas redondezas (um motorista parou para me pedir uma informação e eu dei – em norueguês!) e tirei umas fotos:

Este é o cemitério da igreja mais próxima da minha casa, a Sletta kirke. Aqui na Noruega não existem cemitérios como no Brasil, pelo menos nos municípios. O cemitério fica no jardim das igrejas.


Os campos repletos de florzinhas e o mar ao fundo – cenário típico aqui de Frøya

A igreja Sletta

Como toda ilha, há mar por todos os lados

Margaridas (margeritter em norueguês) na beira da estrada

Quase chegando em casa – não parece uma pintura?

E para terminar, foto do habitante mais ilustre da ilha vizinha, Hitra:

O cervo – fotografado pelo Morten da janela de seu escritório

Falando em bichinhos, na volta de Trondheim no sábado, eu dirigi um pouco e para nossa enorme surpresa, nos deparamos com uma raposa na beira da estrada. Pena que não pudemos parar para tirar uma foto. Vai ficar gravado na memória, pelo menos.

Vou ver o que farei com as fotos do final de semana e volto depois.

Férias!!!

Férias!!!

Start:      Jul 2, ’07
End:      Jul 22, ’07

Depois de quase 8 meses limpando muito chão, parede, teto e privada, vou tirar as minhas merecidas férias. Serão 3 semanas, sendo que a última passaremos em Oslo com nossos amigos e padrinhos de casamento, os que estiveram aqui em abril.

Hotel Rwanda

Hotel Rwanda

Rating: ★★★★★
Category: Movies
Genre: Drama

A história de um gerente de um luxuoso hotel em Kigali, Ruanda, que abrigou centenas de refugiados durante a guerra entre as duas etnias do país, Hutu e Tutsi, que resultou em um genocídio, há somente 13 anos. Marcante é a declaração do fotógrafo vivido por Joaquin Phoenix:
«Ninguém vai intervir ao ver as cenas de massacre. Quando eles virem as cenas, dirão ‘Nossa, que horror!’ e vão continuar jantando».
Realidade pura num mundo infelizmente repleto de crueldades.

Fisketur på Frøya

Fisketur på Frøya

Domingão de sol em Frøya, oportunidade imperdível para colocar o barco, que estava escondidinho no quintal, em seu devido lugar: o mar. Deu um pouco de trabalho, mas no final, valeu muito a pena, foi um dia muito divertido!

Diferenças culturais

Diferenças culturais

A rotina da casa já voltou ao normal. Meu marido voltou, chegou até antes de mim. Mas, eu esqueci de escrever algo que aconteceu esta semana e que me deixou surpresa, se não chocada. Explico. Minha chefe pediu para eu ligar para uma colega de trabalho russa para que ela me desse carona, pois ela e o marido têm que passar aqui pela minha casa a caminho da casa da chefe. Tudo bem, liguei, e como toda conversa, disse as frases típicas:

– Hei! Det er Raquel. Hvordan går det? (Oi! É a Raquel. Como vai?)

Eis que a colega responde:

– Por que você está me perguntando isso? (Referindo-se ao ‘Como vai?’)

Fiquei passada. Quis ser educada e ouço uma dessas. Tudo bem que eu devo ser tolerante por que somos de países diferentes, mas aqui na Noruega é típico perguntar como vai. Não entendi a reação. Aliás, percebo que muitos estrangeiros se incomodam quando os noruegueses perguntam: «Trives du i Norge»? (Você está gostando da Noruega?). Não entendo por que. Será que é por que eles querem esconder que são de fora? Ou por que, por estarem aqui há 2, 3 ,5 anos, acham que já viraram noruegueses? Eu não vejo mal algum em ouvir uma pergunta dessas. Mesmo quando eu já estiver aqui há 5 anos. Já até sei qual resposta vou dar:

– Trives du i Norge?
– Ja, jeg trives så mye at jeg har vært her i 5 år. (Sim, gosto tanto que já estou aqui ha 5 anos.) 🙂 Pode até ser uma resposta irônica, mas pelo menos não será rude.

Falando nisso, o médico do Morten, imigrante da Índia, uma vez nos contou que o filho dele, nascido na Noruega, quando estava no ônibus, foi abordado pela célebre pergunta vinda de um norueguês: «Trives du i Norge?» à qual o rapaz respondeu:
– Ja, og du? (Sim, e você?)

Esta resposta foi pelo menos bem-humorada.

Outra vez vi um comercial onde um taxista afro-norueguês pega um passageiro, que logo pergunta: ‘Hvor er du fra?’ (De onde você é?) E o taxista responde que é de uma cidade norueguesa, e devolve a pergunta ao passageiro, o qual fica super sem-graça.

Ou seja, todo imigrante vai ter que se deparar com tais perguntas. Acho que temos que ser positivos e não encarar tais questionamentos como sinal de preconceito ou rudeza.  Lembro que o Morten na rodoviária do Rio de Janeiro, foi pedir um suco de laranja no balcão e, ao pronunciar «larenja» em vez de «laranja», foi corrigido em alto e bom som pela caixa: «LarAAAnja», mas ele não ficou bravo, pelo contrário achou legal ela tê-lo corrigido. Pelo menos ele saiu de lá com o suco de laranja.

Não sei o que algumas pessoas têm contra serem corrigidas. Eu como professora de inglês já corrigi tantas vezes, e quando começar o curso de norueguês, serei muito corrigida. Mas, e daí? Eu irei à escola para isso mesmo, para moldar a pronúncia. Tenho dificuldade com o ‘sj’  e ‘skj’, pois não são pronunciados como nenhum som em português e inglês, embora pareça muito. Ah, e sem falar no conjuntinho ‘A E I O U Y Æ Ø Å’. Mas, depois eu continuo este papo. Estou pensando em escrever alguns posts em norueguês para que os que estudam possam escrever comentários em norsk e assim todo mundo pratica. Vamos ver se crio coragem.

Surpresa boa

Surpresa boa

Ontem trabalhei somente 2 horas, das 6:30 às 8:30 da manhã. Depois, voltei para casa e fiquei aqui fazendo pequenas coisinhas do lar. Aproveitei o tempo livre para assar uns pãezinhos recheados com uvas passas, aqui chamados de «Rosin boller», para servir no lanche para meu marido quando ele voltasse. O dia estava maravilhoso, como todos os dias têm estado desde semana passada. Também li, de uma vez só o livro do doutor Drauzio Varella, «Por um Fio». Hoje parece que o dia será lindo novamente e eu vou daqui a pouco ir limpar a ilha e passear de barco. Nem vou levar meu macacão de inverno, pois não vou precisar. Mas, voltando ao dia ontem, fui deitar às 21:30 mais ou menos e fiquei assistindo TV no sofá (não consigo dormir na cama no quarto no andar de cima sozinha, preciso do barulho da TV) e peguei no sono. Mais tarde, fui acordada com uma voz me chamando, e achei que estivesse sonhando quando vi meu marido parado na porta. Ele veio para casa ontem, à meia-noite e meia! Disse que ficou sabendo da folga na última hora e tratou de vir correndo para casa. Tudo bem que hoje ele teve que ir de novo cumprir o último dia do treinamento, mas só a surpresa valeu muito, alegrou demais o meu dia.

Nem acredito que amanhã já é o final de semana. Sem trabalho, sem exército, só alegria! O nosso vizinho ofereceu uma vaga no cais de propriedade dele no final da rua para que pudéssemos ancorar o nosso barco e, se der certo, vai ter pescaria. Tomara! Com estes dias tão lindos, é quase um crime ficar em casa.

Por um Fio

Por um Fio

Rating: ★★★★★
Category: Books
Genre: Biographies & Memoirs
Author: Drauzio Varella

Já havia mergulhado na leitura de «Estação Carandiru» e adorei. Em «Por um Fio», o doutor Drauzio relata episódios vivenciados por ele na labuta diária como médico oncologista e nos revela a árdua tarefa de lidar com a morte por câncer, com pacientes, seus familiares, nos ensinando dezenas de lições de vida. Tenho um profundo respeito e admiração pelo doutor Drauzio por ele ter tratado de um ente querido.

Caminhada por Frøya

Caminhada por Frøya

Dia 5 de junho, fui trabalhar a pé. Uma hora e meia de caminhada! Como o tempo estava maravilhoso, resolvi levar a câmera e fazer pequenos vídeos (nada profissionais, admito) do passeio, para mostrar um pouco da paisagem aqui da ilha. No final da caminhada tive que apertar o passo e não deu para filmar muito, mas valeu.