Måned: juli 2007

Oslo Parte 1 – Vigelandsparken

Oslo Parte 1 – Vigelandsparken


Logo de manhã fomos à Embaixada (nada fácil achar o prédio) para entregar a papelada do registro do casamento e mudança do nome no passaporte. Fui informada de que teria de voltar para pegar os documentos um outro dia e, para minha sorte, havia uma vaga sobrando para sexta-feira, o meu último dia na cidade.

Na verdade, este é o terceiro dia da nossa viagem por Oslo. As fotos dos dois primeiros dias estão com nossos amigos que ainda não as mandaram para nós. Como eu não queria esquecer os detalhes da viagem, resolvi criar álbuns com as fotos que tenho.

Acabou-se o que era doce

Acabou-se o que era doce

É, como tudo que é bom dura pouco, minhas férias chegaram ao fim. Passamos uns dias no chalé longe de tudo e de todos, uma semana em Oslo, conhecemos a maioria das atrações da cidade, descansamos e sábado, chegamos em Frøya, pois o batente recomeçou hoje, com a habitual limpeza no museu. Graças a Deus consegui ir à embaixada, registrei meu casamento e mudei o nome no passaporte para o de casada. Só está faltando a etiqueta do meu novo visto, que eu devo receber nas próximas semanas. Estou ansiosa para receber a notificação de que estou autorizada a começar no curso de norueguês gratuito. Tenho só três meses para fazer a prova para trocar a carteira de habilitação. E como se não bastasse, ainda tenho que enviar meu histórico escolar traduzido para a escola para o curso de «Studiekompetanse». Pode ser que eu elimine muitas matérias (matemática, biologia, física, química, história, geografia), tendo que estudar somente norueguês. E isto é ótimo, pois eu preciso mesmo estudar muito norueguês, já que dizem que o curso gratuito é muito lento e fraco.

Mais detalhes e fotos sobre a viagem a Oslo em breve. Estou esperando um CD com umas fotos que salvamos no computador dos nossos amigos.

Boas e mas noticias em um mesmo dia

Boas e mas noticias em um mesmo dia

A viagem por Oslo continua e ontem infelizmente o tempo estava horrivel – chuva o dia todo. Ainda bem que no nosso programa constava apenas visitas a museus, locais fechados. Fomos ao museu «Fram», que conta a historia das expedicoes norueguesas aos polos norte e sul a bordo do navio que da nome ao museu. Em seguida, fomos ao «Sjøfartsmuseum», que mostra a industria naval na Noruega e o quanto a Noruega depende do mar e por isso, ama-o. Atencao especial para um filme exibido numa tela gigante, que dava a sensacao de filme em 3D sobre a costa norueguesa. Ate a ilha onde moro apareceu. Finalmente fomos ao Kon Tiki, museu que narra a historia do explorador Thor Heyerdahl e sua viagem a bordo da balsa Kon Tiki, que navegou da America do Sul ate a Polinesia. No final do dia, caminhada pela Karl Johans Gate e uma paradinha no Hard Rock Cafe.

Hoje acordamos com uma boa e uma ma noticia. A ma foi o desastre de aviao em Sao Paulo, que vitimou tantos passageiros. A boa foi a ligacao da UDI informando que meu visto saiu, apos 4 meses de espera e reclamacoes. Eles nos enviaram uma carta, mas acho que a nossa caixa de correio estava tao cheia que a carta voltou. Recebi tambem um e-mail me dando boas noticias sobre minha intencao de fazer faculdade na Noruega. Minha inclusao na sociedade aqui finalmente esta engrenando! 😀

O tempo estava nublado, mas nenhum sinal de chuva, felizmente. Visitamos o palacio real, o parlamento (com direito a visita guiada), o museu com as pinturas do Edvard Munch – «O Grito» original nao estava la por que esta sendo restaurado, mas havia um rascunho que nos deixou satisfeitos por enquanto. Ah, e ainda fomos ao jardim botanico e a um bairro onde moram muitos estrangeiros.

Ate agora temos 230 fotos!

Diario de viagem parte 3

Diario de viagem parte 3

Pedi emprestado o computador do nosso amigo e aproveitei para escrever que as ferias estao maravilhosas ate agora. Chegamos sexta depois de uma viagem longa de trem onde vimos muitas fazendas, florestas e rios e tivemos de aguentar algumas criancas choronas e chatas no trem. Mas, como dizia o tal do Bambam, «faz parrrte». Sabado o tempo nao ajudou muito, mas estivemos no Folke-museet e no Vikinship-museet. Na volta, ao descer da balsa na volta para casa, escutamos o sino da prefeitura de Oslo que tocava uma peca de Grieg! Depois eu posto aqui qual peca era esta.

Domingo nos passamos o dia todo no Tusenfryd, o maior parque de diversoes de Oslo. Tres montanhas-russas e outros brinquedos muito emocionantes.

Hoje foi dia de ir na embaixada e entregar a papelada para registrar o casamento, trocar o nome no passaporte e transferir o titulo eleitoral. Terei que voltar na sexta e buscar os documentos. Quase que nao tinha vaga na sexta, mas por sorte eu peguei a ultima. Depois fomos ate o Frognerparken. Depois de anos de espera eu conheci o parque com as esculturas de Gustav Vigeland.

Ah, e o tempo tem estado maravilhoso desde domingo, calor insuportavel e sol escaldante. Tomara que continue assim.

Falta de acentuacao devido ao teclado ser noruegues.

Quando eu voltar eu posto fotos.

Dos recortes de revistas à realização do sonho

Dos recortes de revistas à realização do sonho

Desde os idos da minha adolescência, 12, 13 anos que eu sonho em conhecer a Noruega. Por culpa da minha adoração ao a-ha (que hoje anda apagada), eu comecei a me interessar por este país frio, conhecido no Brasil por exportar o melhor bacalhau do mundo e pela neve infinita (o que não é bem verdade). A febre do a-ha passou, mas a paixão pela Noruega não. Colecionei folhetos, recortes de jornais e revistas em uma época em que não havia internet. Fui ao consulado junto com amigas e recebemos uma porção de folhetos e revistas sobre a Noruega. Quando estive na Disneyworld aos 14 anos, lembro que fui sozinha ao pavilhão da Noruega no Epcot Center e andei no ‘Mælstrøm’ (uma espécie de montanha encantada que mostra a história da Noruega, desde a idade da pedra até a descoberta do petróleo) 2, 3 vezes seguidas. Quase que minha mãe comprou um bunad para mim na loja de souvenirs mas, claro, era caríssimo.  Implorei para meu pai comprar um CD do Edvard Grieg, nada barato. Comprei a camisa da seleção da Noruega de futebol à prestação e lembro que não fiquei tão triste quando a Noruega ganhou do Brasil na copa do mundo. Nos anos difíceis da minha vida, quando perdi minha mãe, minha avó um ano depois, no dia da virada do milênio (lembro de todos festejando nas ruas a entrada do ano 2000 enquanto nós entrávamos no cemitério para  o velório) e sofri com um casamento turbulento, o sonho ficou adormecido. Mas, destino ou acaso, eu vim parar na Noruega, como anuncia o nome do blog.

A maioria dos recortes de revista e folhetos que eu tinha – aliás, ainda tenho, numa pastinha bem guardada no meio das coisas que eu empacotei e deixei no Brasil, falava, claro, da capital da Noruega, Oslo. O museu Munch com «O Grito», o museu do barco Viking, o Frogner Parken (lembro de ter lido sobre ele numa enciclopédia infantil chamada «O Mundo da Criança», que minha tia vendia). Me encantei com as fotos da estátua de um garotinho bravo, que hoje eu sei que se chama «Sinataggen».

Amanhã eu vou embarcar num trem com destino à Oslo. Não será mais uma foto numa revista que me mostrará um pedacinho da cidade. Será a experiência real, ao vivo, de passear pela cidade com a qual sonhei por tantos anos. O que mais me deixa feliz, além de estar a caminho de Oslo, é estar a caminho de Oslo com alguém especial, alguém que, sem eu saber, morava aqui na Noruega e não sabia que, do outro lado do mundo tinha uma menina que sonhava em conhecer o seu país.

Deus escreve certo por linhas tortas. 

Diário de viagem – parte dois

Diário de viagem – parte dois

Ainda estou em Klæbu curtindo alguns dias com a família do meu marido antes de Oslo. Segunda-feira nós fomos até Orkanger para que eu fizesse um exame (atendimento nota 10, desta vez não me decepcionei). Passeamos por Trondheim e à tarde, comparecemos à casa da avó paterna do Morten, que completou 75 anos. Eles moram numa fazenda perto daqui, a casa estava lotada de amigos e familiares, foi muito agradável. Para variar, muito café e bolo -perdição total.

Ontem, o dia estava chuvoso e não tivemos vontade de sair para lugar algum. Comecei a bordar um quadrinho com os dizeres: «Her bor Morten og Raquel» (Aqui moram Morten e Raquel), para afixarmos ao lado da porta de entrada da nossa casa. Minha sogra me ajudou com os utensílios e é um trabalho bem gostoso e relaxante. Ah, e durante uma rápida visita no supermercado, de repente ouvi na rádio aquela música da Lambada, lembram? «Chorando se foi, quem num dia só me fez choraaar…». «Merkelig» (notável), como se costuma dizer por aqui.

Nossa amiga de Oslo nos convidou para assistir no cinema à premiére do quinto filme sobre «Harry Potter» e nós temos um probleminha: não vimos nenhum dos quatro filmes anteriores, um obrigação se você quer entender o quinto filme da série. Então, de tarde nós assistimos ao primeiro e hoje nós pretendemos assistir ao segundo e ao terceiro e amanhã, ao quarto filme.

À noite nós comemos camarão à moda norueguesa: os camarões são servidos com casca e cabeça, sem serem fritos ou cozidos novamente. Nós temos que descascá-los e então fazemos um sanduíche com um pão que lembra o nosso pão-de-fôrma (Loff), alface, maionese e gotas de limão (que aqui é amarelo e enorme – o limão verde do Brasil é chamado de Lime). Minha sogra, meu cunhado, o Morten e eu ainda jogamos «Trivial Pursuit», um jogo de perguntas e respostas muito interessante que eu adorei.

Hoje o dia está maravilhoso, espero que fique assim por um bom tempo. Vimos que a previsão do tempo para Oslo está melhorando, depois das chuvas dos últimos dias. Atualizo depois! 

Diário de viagem parte um

Diário de viagem parte um

Estou de volta da primeira viagem programada para as férias e aproveitei a folguinha para registrar o que tem acontecido. 

Dias 4, 5 e 6 de julho:

Depois de deixar a casa em ordem, partimos de Frøya rumo ao chalé da família do meu marido, que fica num município chamado Selbu. Foi uma viagem muito longa. No caminho paramos para tirar fotos com este troll que vestia um suéter com a estampa típica de Selbu:

Chegar no chalé não foi coisa das mais fáceis. Tivemos de dirigir por um bom tempo, mas a paisagem recompensou. A estrada que chega mais próximo do chalé era bem precária, mas ainda assim tivemos que pagar um pedágio para os fazendeiros que a mantém:

Ao estacionar o carro, ainda tivemos mais uma etapa para chegar até o chalé. Uma caminhada por uma trilha numa pequena montanha, uns 15 minutos de caminhada por terreno íngreme. Mas, no final, eu consegui (confesso, exausta):

O chalé fica num lugarzinho muito afastado da civilização, bem no meio da floresta. Barulho, só dos passarinhos (e de um ou outro avião que sobrevoava-nos de vez em quando). Muito aconchegante, luxo nenhum, como muitos chalés aqui costumam ser. Relaxamos de verdade, fizemos trilhas e até tomamos banho de sol. Em resumo, foi isso. Vou deixar mais algumas fotos do passeio no final do post. Esta semana nós ficaremos na casa dos meus sogros até sexta, quando iremos para Oslo. Quando tiver outra oportunidade, eu volto para atualizar os acontecimentos das férias.

 

 

Vista do Selbusjøen, um lago perto do chalé

 

 

 

 

 

 

Pôr-do-sol, cerca de meia-noite

 

 

 

 

 

 

Fruta silvestre deliciosa chamada «molte», que amadurece em agosto

 

 

 

 

 

Første feriefisketur

Første feriefisketur

Primeiro dia de férias, um dia ensolarado e quente de verão. Passamos a tarde toda no mar e tivemos sorte com bacalhaus. Agora teremos filé de bacalhau para um mês inteiro!

FInalmente férias!

FInalmente férias!

Pode parecer repetitivo mas, mais uma vez eu tinha que falar das minhas tão esperadas férias, que sábado, às 20hs30min, após acabar a limpeza no supermercado, finalmente começaram. Não vou fazer limpeza por 3 semanas – apenas na minha casa, claro. Se bem que já na próxima quarta nós vamos ‘puxar o carro’ e só voltamos no sábado dia 20, penúltimo dia das férias. Sábado de manhã, olha o que a gente encontrou quando fomos fazer compras no centro:

Um elefante e quatro camelos!!!

O motivo era a passagem de um circo pela ilha, que fez uma única apresentação. Naquele momento os bichinhos estavam se alimentando e descansando. Para confirmar, aqui está registrada a visita dos animaizinhos, comigo junto:

 

Não foi só a  criançada que adorou a surpresa.

Domingo de manhã nós pegamos uma balsa e 1 hora depois chegamos a uma ilha chamada ‘Sula’. Passamos o dia todo por lá. Mas este passeio eu vou contar no álbum que montarei em breve.

Hoje fomos pescar. Voltamos para casa com mais ou menos 10 bacalhaus. Mais detalhes num vídeo que também será postado em breve. Até a próxima!