Paciência tem limites

Paciência tem limites

Desde a última vez que eu escrevi aqui, aconteceram coisas boas e uma ruim. Vou começar com as coisas boas.

Eu enviei meu certificado de conclusão do segundo grau e meu histórico escolar para o Brasil para serem traduzidos para o norueguês (eu sei que existem tradutores aqui, mas eu preferi o tradutor do Brasil) há mais de um mês, e até agora não recebi nada. Telefonei para ele e ele disse que recebeu a carta com os documentos. Agora, é só esperar. Só que eu estava com medo que o curso preparatório fosse começar e eu não pudesse participar devido à falta destes documentos. Eu mandei um email para o diretor da escola daqui da ilha e perguntei se teria algum problema. Ele disse que não, que eu posso comparecer às aulas do início e mandar a documentação depois. Ainda bem!

Ontem eu fui trabalhar como ajudante em uma festa junto com minha chefe e uma amiga dela. Esta amiga, para minha enorme felicidade é ninguém mais ninguém menos que a professora de norueguês do curso que eu vou fazer! Logo norueguês, a matéria que eu terei que fazer e da qual eu tenho mais medo de não poder acompanhar. Ela é muito simpática, disse que eu falo norueguês bem o bastante para acompanhar o curso. Mas, mesmo se eu não acompanhar, percebi que ela vai me ajudar. Graças a Deus!

A festa foi, ‘para variar’ repleta de música, cantoria e discursos. Eu ajudei a fazer o prato de entrada. Era uma folha de alface, três fatias de salmão defumado e dois camarões grandes, com molho de mostarda. Eu fritei os camarões, mas muito rapidamente, senão eles ficam ‘borrachudos’. Depois de servirmos a entrada, nós tivemos que esperar o jantar, que seria entregue por um táxi, vindo do restaurante de um hotel da ilha vizinha. Ou seja, longe que só. O hotel tinha entendido o horário de entrega errado e para completar, o taxista errou o caminho. Mas, a comida finalmente chegou. Era carne de cervo assada (muito boa!), batatas cozidas, cenouras e couves de bruxelas cozidas, geléia de uma fruta chamada tyttebær e molho. Não foi difícil servir, havia cerca de 40 convidados e a minha chefe coordenou o trabalho muito bem. Depois de servida a sobremesa (um doce de ameixas), nós fomos chamadas pelo aniversariante, ele nos agradeceu pela ajuda e os convidados nos aplaudiram (claro que fiquei sem-graça). Saindo de lá, minha chefe e eu ainda teríamos que ir limpar o mercado, mas como nós estávamos exaustas, resolvemos adiar para hoje de manhã. Foi difícil acordar cedo, mas felizmente já acabamos.

Agora, a coisa ruim que aconteceu. Quinta-feira eu fui limpar três locais com uma colega minha. Nos dois primeiros locais correu tudo bem. Mas, no último, não sei por que, a moça começou a ter uns chiliques. Eu não entendo muito bem o que ela fala, então às vezes a gente não se entende. E outra, ela já trabalha na firma há muito tempo e eu não tenho nem um ano de casa. É obrigação dela me ensinar o que eu não sei ou não faço direito. Eu não me incomodo em ser corrigida, desde que seja de uma maneira educada e sem agressividade. Pois não foi isso o que aconteceu. Ela falava alto comigo, muito mal-humorada, me dando broncas mesmo. Em vez de responder e ficar brava também na mesma hora, eu fui para casa e fiquei muito mal. Mas, ontem eu conversei com minha chefe e ela vai conversar comigo e com a colega para ver o que está acontecendo (com ela, espero eu, por que eu estou com a consciência tranqüila). Depois eu conto o final da história.

Legg igjen en kommentar

Din e-postadresse vil ikke bli publisert. Obligatoriske felt er merket med *