Aprendendo a dizer não

Aprendendo a dizer não

Como havia escrito antes, ontem foi meu último dia como substituta na limpeza do banco e da agência dos correios. Só que hoje de manhã recebi uma mensagem da minha chefe perguntando se eu não podia “segurar a barra” até ela arrumar outra pessoa, por que a titular está de licença médica até o final do ano (!!). Eu pensei, pensei e decidi dizer “não”. Foram vinte dias de trabalho, acho que eu cumpri minha parte. Eu tenho o péssimo hábito de ser boazinha demais, mas preciso mesmo estudar. Eu disse sim duas vezes, não estou me sentindo mal de forma alguma.

A reunião na escola quarta foi excelente. O curso superior para professores parece que vai sair mesmo, começando em setembro do ano que vem. As matérias são muito interessantes, e fiquei sabendo que poderei me especializar em mais de uma matéria. Ou seja, além de inglês, poderei me formar professora de norueguês ou/e de história. O que me deixou muito feliz foi saber que eles aceitaram as horas que eu estudei no colegial Brasil! Estou dispensada de matemática. E se eu passar no exame de norueguês Trinn 3 que farei em fevereiro, também serei dispensada do norueguês! O ensino será gratuito e teremos que comprar os livros por conta própria. Mas, o governo nos dará um ‘stipend’ que é uma ajuda de custo para os estudantes que não podem trabalhar e estudar ao mesmo tempo e se quisermos, poderemos tirar um crédito educativo, um empréstimo que poderemos pagar lá na frente a juros baixíssimos. Já disse uma vez e repito: Aqui na Noruega, só não estuda mesmo quem não quer.

Duas notícias que chamaram minha atenção esta semana:

Há uma proposta do governo norueguês de instituir serviço militar obrigatório para as mulheres também. Atualmente, somente os homens são obrigados a servir o exército por um ano no mínimo, tendo posteriormente que se apresentar para treinamentos militares de curta duração a cada ano. Apenas as mulheres que têm vontade se alistam. Mas, se a proposta passar, as mulheres também serão obrigadas! A Noruega tem uma posição de “likestilling” (direitos iguais aos homens e mulheres), então nada mais justo do que obrigar os dois sexos a servirem o exército. Mas, que é estranho, isso é.

Outra notícia é que com a aproximação do Natal, aumentam os furtos em lojas norueguesas. Os seguranças estão tendo trabalho redobrado para conter os larápios de plantão. Um deles declarou que as piores ladras são as madames que entram nas lojas com casacos de pele! É, morar num país que se vangloria de ser o mais rico do planeta não significa que todo mundo quer gastar. Alguns querem mesmo é roubar.

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