Måned: oktober 2008

…e a neve chegou

…e a neve chegou

Explicando o título do post, ele é uma alusão ao filme «…e o vento levou». Este ano a neve chegou bem mais tarde do que no meu primeiro ano aqui. Lembro que no dia 25 ou 26 de outubro de 2006  estive em Klæbu e só se via neve! Olha a prova:

Além da neve, está um frio de rachar. A sensação que eu tenho é que frio de 8 graus negativos é menos frio que 2 graus negativos. Vai entender…Esta friaca toda só me faz desejar mais e mais estar no Brasil. Falta pouco mais de um mês!

Recebi as respostas de mais dois trabalhos – todos aprovados! 😀 Agora vou terminar os três ultimos, que estão em processo de acabamento. Aquela parte chata de escrever bibliografia.

Meio do caminho

Meio do caminho

Agora estou na sala de informática da faculdade escrevendo um dos três últimos trabalhos que faltam para entregar. Felizmente já fiquei sabendo que um deles, o de literatura e o que eu mais tinha medo de não ser aprovado, foi aprovado! 😀 Semana que vem terei uma conversa com meu professor onde ele vai me dizer o que estava bom e o que não estava bom no trabalho. Estou meio nervosa, por que o professor e inglês e é um crânio. Eu nunca conversei com um decano inglês, então, vai ser uma experiência nova. Aliás, este meu curso de literatura está me dando várias experiências fascinantes. Conheci uma poeta americana chamada Sylvia Plath, li Othello de Shakespeare – uma das leituras mais difíceis que ja fiz na vida, enfim, tive acesso a poemas lindíssimos. Semestre que vem vamos estudar prosa e lá vem mais livros para ler. Eu estou amando.

No mais, comemoramos o aniversário de 80 anos do avô do Morten jogando boliche, comendo em um restaurante chinês e indo ao cinema, estou indo super bem no meu tricô e estou contando os dias para chegar no Brasil. Principalmente hoje – a temperatura lá fora está 5 graus negativos!

Noruega: Dois Anos Maravilhosos

Noruega: Dois Anos Maravilhosos

Atarefada com tantos trabalhos de faculdade, não pude vir aqui comemorar meus dois anos de Noruega, completados dia 21 de outubro. Para marcar esta data e o quanto isso mudou minha vida, quero deixar uma música francesa imortalizada por Edith Piaf, assim como a letra em francês e uma tradução do inglês para o português. Eu prometi a mim mesma que um dia eu aprendo francês. Parabéns pra mim por dois anos maravilhosos de Noruega! O link para a música eu deixo na seção de vídeos e aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=Z9eH0nmy0og

Tradução para o inglês obtida no site: http://www.songmeanings.net/lyric.php?lid=3530822107858515145

NON, JE NE REGRETTE RIEN
Paroles: Michel Vaucaire, musique: Charles Dumont, enr. 10 novembre 1960

Non, rien de rien
Não, de maneira alguma

Non, je ne regrette rien
Não, eu não me arrependo de nada

Ni le bien qu’on m’a fait
Nem das coisas boas que me aconteceram

ni le mal, Tout ça m’est bien égal
Nem das ruins. São todas a mesma coisa

Non, rien de rien
Não, de maneira alguma

Non, je ne regrette rien
Não, eu não me arrependo de nada

C’est payé, balayé, oublié
Tudo está pago, apagado, e esquecido

Je me fous du passé
E eu não me importo com o que passou

Avec mes souvenirs
Com minhas lembranças

J’ai allumé le feu
Eu acendi uma fogueira

Mes chagrins, mes plaisirs
Minhas tristezas, minhas alegrias

Je n’ai plus besoin d’eux
Eu não preciso mais delas

Balayés mes amours
Meus romances foram apagados

Avec leurs tremolos
Com as turbulências que eles me trouxeram

Balayés pour toujours
Apagados para sempre

Je repars à zéro
Eu começo novamente do zero

Non, rien de rien
Não, de maneira alguma

Non, je ne regrette rien
Não, eu não me arrependo de nada

Ni le bien qu’on m’a fait
Nem das coisas boas que me aconteceram

ni le mal, Tout ça m’est bien égal
Nem das ruins. São todas a mesma coisa

Non, rien de rien
Não, de maneira alguma

Non, je ne regrette rien
Não, eu não me arrependo de nada

Car ma vie
Por que minha vida

Car mes joies
Por que minhas alegrias

Aujourd’hui
Hoje

Ça commence avec toi…
Tudo começa com você

Enquanto dezembro não vem…

Enquanto dezembro não vem…

Soprador de folhas

Semana passada, esperando o ônibus pra faculdade no centro, observei um funcionário da limpeza pública do município manejando uma espécie de aspirador de pó às avessas. Em vez de sugar, ele assoprava. Observando mais atentamente, vi que ele estava soprando as folhas do outono para os cantinhos da calçada, desobstruindo assim a passagem para os pedestres.

Tropa de elite

Sexta-feira fomos ao cinema ver o filme. A tradução não foi muito fiel ao original, mas deu uma idéia mais geral do que se passava no filme. Como já é de praxe, sempre tem uns expectadores muito tapados que ficavam fazendo barulho e rindo de tudo. Isso é o que dá não ter cinema particular…Confesso que fiquei meio embasbacada por ouvir português em um cinema daqui. Mas, depois saí do de lá meio abalada com o filme.

Só mais dois meses

Faltam dois meses para eu desembarcar em Sampa, mas até lá, olha o que eu tenho que fazer para a faculdade, além dos dois trabalhos que já entreguei:

  • Trabalho de fonética para o dia 24 de outubro
  • Uma argumentação em inglês para o curso de proficiência para o dia 29 de outubro
  • Um artigo sobre a contribuição do cinema americano para a disseminação do inglês no mundo para dia 3 de novembro
  • Um artigo sobre o modelo dos círculos concêntricos de Kachru (?) e sua adequação no que se refere aos países falantes de inglês para dia 3 de novembro
  • Uma análise de uma música em inglês caribenho para dia 3 de novembro
  • Prova final de inglês global dia 1 de dezembro
  • Prova final de drama e poesia inglesa dia 5 de dezembro
  • Prova final de literatura, fonética e linguística dia 6 de dezembro
  • Prova final de proficiência em inglês dia 8 de dezembro

Só depois do dia 8 de dezembro eu poderei relaxar. Dia 10 eu sigo viagem pro Brasil.

Passei!

Passei!

Ontem, como anunciado antes, foi dia da minha prova oral de inglês para um curso da faculdade. Cheguei em Dragvoll pouco antes das 10 hs, por que iria encontrar uma colega que precisava de ajuda em um trabalho. Às 12:15 mais ou menos eu comecei a procurar o local da prova. Dragvoll tem 12 prédios de 4 andares cada, o que torna a tarefa de encontrar o local de prova ligeiramente difícil para uma caloura. Primeiro, eu fui ao departamento de inglês e comecei a percorrer o longo corredor, olhando as portas de cada sala para  ver se tinha algum sinal. Até que eu encontrei, mas era um aviso dizendo que a prova estava sendo realizada numa sala chamada «Romersk møterom», com um mapinha muito mal feito. Lá fui eu procurar a sala. Eu me senti como em um daqueles filmes em que a pessoa entra numa porta lá atrás e sai em outra aqui na frente, tipo um labirinto. Desistindo de procurar sozinha, pedi uma informação e consegui achar a sala. Olhei no relógio e ainda faltavam 30 minutos para a minha vez. A pessoa que faria a prova na minha frente simplesmente não apareceu, então eu comecei antes das 13 hs, meu horário.

A examinadora me deu um artigo da BBC sobre imigrantes indianos que estavam indo para a Austrália. Eu li o artigo em silêncio primeiro e, quando eu terminei, ela pediu para eu ler o artigo em voz alta. Lá fui eu. Fiquei em dúvida sobre a pronúncia de duas palavras, mas depois eu soube que pronunciei certo. Ela me pediu para resumir o artigo e perguntou o significado de três palavras no texto. Uma delas, «vies», eu não sabia. Ela elogiou minha pronúncia e compreensão de texto  e disse que eu tinha passado. Depois nós conversamos por um bom tempo, pois ela também é estrangeira e casada com um norueguês.

Hoje não tem aula e eu vou ficar fazendo trabalho, claro, acompanhada de CD de música típica da Irlanda que meu marido trouxe na mala.

Chá, não, feijoada de bebê

Chá, não, feijoada de bebê

Sábado à noite, eu fui ao chá de bebê da minha amiga brasileira que mora em Frøya. A festa foi na casa da mãe dela, que mora num lugar belíssimo em Trondheim. De manhã minha sogra me ensinou o caminho até a casa da mãe da Tatiana e de noite, eu fui sozinha de carro. Era para o Morten ter ido também, mas a viagem à Irlanda não deixou. A festa foi muito animada. Falei muito português, pois havia cerca de 30 convidados, a maioria brasileiros, comi uma deliciosa feijoada depois de 2 anos, e me diverti muito. Na volta entrei um pouco em pânico, por que a temperatura estava oscilando entre 2 e 0 graus, e aí há o perigo da pista ficar escorregadia por causa do gelo. O carro poderia ter patinado. Mas, depois de muita oração atrás do volante, cheguei em casa sã e salva. Meu sogro estava me esperando.

Ontem, domingo, resolvi nem olhar para livros e trabalhos. Resolvi abrir um vídeo no You Tube que ensina a tricotar. Pedi um resto de lã e agulhas emprestado para minha sogra e comecei a treinar. Já aprendi um tipo de ponto, estou superanimada. Eu só não aprendi antes por que fui vítima do preconceito estúpido que há contra canhotos. Disseram para mim que canhoto não consegue tricotar. Mas, antes tarde do que nunca. Mal vejo a hora de começar a fazer cachecóis, suéteres e gorros para mim e pro marido. Por que, vamos concordar que, se há um lugar na terra em que saber tricotar é questão de sobrevivência, este lugar é aqui na (agora) gelada Noruega.

Amanhã é minha prova oral de inglês na faculdade. Help me God! Amanhã também meu maridinho volta da Irlanda. Que saudade!

Mudei a cara do blog para algo mais ‘outonal’. Conchinhas e areia ficaram lá em julho…

Greve

Greve

Hoje os motoristas de ônibus de Trondheim fizeram uma greve relâmpago. A princípio a greve seria entre 4 da manhã e 1 da tarde, mas, para não lesar tanto a população, eles não trabalharam entre 9:30 da manhã e 1 da tarde. O motivo da greve é a intenção da prefeitura em conceder linhas de ônibus a outras empresas, tirando assim o monopólio da empresa que opera atualmente.

Tive uma aula bem cedo, das 8:15 às 10. Estava chovendo canivetes na hora em que eu caminhei até o ponto de ônibus. Acho que foi a primeira vez que eu usei guarda-chuva desde que mudei para a Noruega. Depois da aula, como não havia ônibus, fiquei fazendo um trabalho na sala de informática.

Sábado fomos ao cinema assistir a um filme norueguês chamado «De usynlige» (Os invisíveis). Eu achei interessante, mas longo demais para uma história relativamente simples. «Tropa de elite» ficará para quando meu marido voltar da viagem à Dublin, capital da Irlanda. Ele parte amanhã e volta terça que vem.

Semana que vem quase não haverá aulas. Eu terei a minha prova oral de inglês na terça e apenas duas aulas mais. Vou aproveitar para descansar, mas não vou conseguir largar os trabalhos de vez, por que na semana seguinte tenho que entregar dois.

Hoje vamos ter para o jantar o prato nacional da Noruega: Fårikål (foto acima). Tradicionalmente servido no outono, trata-se de um caldeirão imenso com bifes de carne de carneiro intercalados com pedaços de repolho, sal e pimenta. O caldeirão fica no fogo pelo menos duas horas, até a carne e o repolho estiverem bem macios. Batatas cozidas para acompanhar. Eu já experimentei e gostei.