Måned: januar 2009

Revisão do blog

Revisão do blog

Ontem usei minhas horinhas antes da aula para reler os posts mais antigos do blog, desde quando cheguei aqui, há 2 anos, 3 meses e 9 dias. Havia coisas que eu escrevi e nem lembrava mais, detalhezinhos que teriam sido facilmente esquecidos para sempre se eu não os tivesse registrado aqui. Percebi também que antes eu era bem mais atenta às diferenças entre Brasil e Noruega e falava mais sobre o que anda acontecendo por aqui. Tomei isso como uma auto crítica e resolvi voltar a abordar mais temas noruegueses juntamente com o que acontece comigo.

Minha lista de coisas para fazer está enorme. Preciso organizar as fotos, mandar algumas pro Brasil, sem falar na lista de coisas da faculdade para entregar, que já está assim:

Trabalho de literatura sobre o The Dead dia 13 de fevereiro;

Trabalho de linguística parte 1 dia 12 de março;

Trabalho de civilização dia 3 de abril;

Trabalho de linguística parte 2 dia 16 de abril;

Prova final de linguística dia 15 de maio;

Prova final de literatura dia 20 de maio;

Prova final de civilização dia 26 de maio.

Ontem uma aluna reclamou sobre o curso de linguística no fórum online que todos os cursos da NTNU têm. Resumidamente, ela disse que as informações são muito básicas e não condizem com um curso de nível universitário. Eu não concordo e acho que, embora muitas informações sejam repetitivas para mim, pessoalmente, há também muita coisa nova. Não acho certo julgar um curso tomando por base os conhecimentos pessoais.

Hoje à noite, vamos ao cinema ver um filme norueguês que é a febre do momento por aqui. Trata-se de Max Manus, um filme sobre um herói norueguês da segunda guerra mundial.

Neste final de semana já terei que começar a juntar material para escrever os trabalhos. No domingo eu e o Morten pretendemos ir a casa dos avós dele para esquiar. Ali tem muito terreno bom para esquiar, só que sem platéia. Como sei que levarei muitos tombos, platéia é a última coisa que eu desejo.

Bom, colocando em prática a resolução que fiz sobre voltar a escrever sobre assuntos locais da Noruega, escolhi abordar a polêmica das curas alternativas. Existe um velhinho muito simpático chamado Joralf Gjerstad e apelidado de Snåsakallen. Ele é o que no Brasil nós poderíamos chamar de ‘benzedeiro’. Sem cobrar absolutamente um centavo, ele atende pacientes pessoalmente ou por telefone e consegue curá-los. A fama dele tem atraído milhares de noruegueses ate a cidade onde ele mora em busca de uma cura. Depois que o ministro da saúde declarou que anos atrás o próprio filho dele fora curado pelo Snåsakallen, os médicos se enfureceram. Alegam que curas deste tipo têm o chamado efeito placebo, que seria uma sensação de cura falsa, causada por fatores psicológicos. No Brasil eu creio que este tipo de medicina alternativa é muito mais aceito que aqui.

Depois eu escrevo mais, tenho que voltar pro Sense and Sensibility!  

Madrugando

Madrugando

Nas duas semanas que passaram, eu não tinha a menor energia para acordar às 6 hs da manhã e vir pra faculdade, talvez devido ao fato de ter viajado, fuso horário ou dificuldades para voltar ao ritmo. Mas esta semana sinto que a energia está voltando. Segunda-feira voltamos a treinar e hoje vamos treinar novamente.

A viagem a Frøya foi tranquila. Os inquilinos felizmente já haviam se mudado e nos encontramos apenas para a devolução das chaves. Eles deixaram um monte de lixo no jardim, que prometeram ir buscar no dia seguinte. Confiamos na palavra deles.

Ontem o professor Hawthorn falou sobre uma história do irlandês James Joyce chamada «The Dead». É impressionante como a análise do professor desvenda detalhes que eu tinha lido, mas deixei passar batido! Depois da palestra assistimos ao filme inspirado na história. Valeu a pena.

Agora estou correndo com a leitura de Sense and Sensibility, de Jane Austen, que será a obra abordada na semana que vem. Aqui está a lista completa dos romances ou histórias cuja leitura é obrigatória neste semestre:

Katherine Mansfield, The Voyage
Jonathan Swift, A Modest Proposal
James Joyce,
The Dead
Jane Austen, Sense and Sensibility
Charlotte Perkins Gilman, The Yellow Wallpaper
Charlotte Brontë, Jane Eyre
Philip Roth, The Ghost Writer
Jeanette Winterson, Lighthousekeeping

Agora tenho que voltar pros meus livros. Tenho palestra sobre civilização daqui a 3 horas.

Papai, feliz aniversário!

Perdidos e achados

Perdidos e achados

Sexta-feira, final de semana chegando. Estou na faculdade, onde daqui a 40 minutos terei aula de linguística com o Christopher Wilder. Meu bilhete único foi encontrado e devolvido e eu já estou com ele novamente.

Amanhã iremos para Frøya, depois de 4 meses sem aparecer por lá. Nossos inquilinos estão nos dando problemas e é hora de sutilmente mandá-los procurar moradia em outra freguesia. Nossa conclusão é que, em Frøya, só há duas coisas que se salvam: a natureza (desde que não haja gente por perto) e a liquidação anual da Afrodite (posesalg).

Ontem meu marido veio pra facul me encontrar e juntos assistimos ao filme «The Great Debaters», com Denzel Washington e Forrest Whitaker. Recomendadíssimo.

No mundo da lua

No mundo da lua

Hoje de manhã, ao me preparar para sair em direção ao ponto de ônibus, dei falta do meu bilhete único de ônibus, igual ao que usamos em São Paulo. Procura daqui, procura de lá, e nada. Concluí, desolada, que havia realmente perdido o tal cartão. Perguntei para o motorista de ônibus onde eu poderia procurar por ele, e ele me recomendou o escritório da empresa de ônibus, no centro da cidade. Fui até lá e eles acabaram bloqueando meu cartão perdido, que ainda tinha créditos para mais 22 dias de viagens de ônibus. Vou perguntar novamente amanhã e sábado e, caso o bilhete não apareça, poderei fazer um novo. Só espero que eles transfiram os 22 dias que estavam no outro cartão para o novo. Creio que é por isso que eles bloqueiam o cartão em caso de perda.

Acabei de ter palestra de civilização sobre o povo inglês e ontem falamos sobre estereótipos. Fiquei supresa ao saber que a professora, norueguesa aqui de Trondheim, tem a mesma imagem sobre os noruegueses que eu, brasileira.

Ontem à noite minha sogra convidou toda a família para jantar e mostramos as fotos da viagem para eles. Cada vez que vejo as fotos, fico com mais saudade do Brasil.

Meu marido completará 30 aninhos mês que vem e sinto uma leve pressão para que façamos uma festança. Aqui na Noruega, cada década de vida é comemorada com uma festançaa. Mas, nem eu nem ele gostamos de atenção, e não manifestamos a menor intenção de fazer festa. Espero que respeitem isso.

Após a palestra sobre o ensaio de Jonathan Swift propondo a venda de criancinhas para servirem de comida, que foi dada por uma professora nova, o nosso professor Hawthorn entrou na sala para exibir um filme sobre Katherine Mansfield. Enquanto preparava o vídeo, ele solta essa pérola do mais genuíno humor negro inglês:

«So, I hope you liked the cooking tips from Mr. Swift…»

(Então, eu espero que vocês tenham gostado das dicas culinárias do Sr. Swift…)

Voltando à rotina

Voltando à rotina

São 9 horas da manhã e eu estou na faculdade. Hoje teremos palestra com o professor Hawthorn sobre o ensaio de Jonathan Swift, «A Modest Proposal: For Preventing the Children of Poor People in Ireland from Being a Burden to Their Parents or Country, and for Making Them Beneficial to the Public» (Uma proposta modesta: Para impedir crianças nascidas em famílias pobres na Irlanda de serem um fardo para seus pais e seu país e torná-las benéficas para o público). Falta de acentuação por que estou teclando no computador da faculdade. Eu li o ensaio ontem e fiquei chocada. A proposta modesta do senhor Swift nada mais é do que vender as crianças para o abate a fim de servirem de comida para as famílias ricas quando elas completarem 1 ano de idade! O ensaio é satírico e é muito bem escrito. Tão bem escrito, que acho que na época até convenceu alguns.

Depois da palestra, assistiremos a um filme sobre a escritora cuja obra «The Voyage» foi abordada na semana passada, Katherine Mansfield. Não vou estar em casa para ver a posse do Obama, mas depois eu vejo pela net.

Falando em Obama, uma matéria que estou tendo neste semestre chama-se «Civilização», e estudaremos as civilizações britânica e americana. Parece até um curso de história, mas nao é. Já tenho os livros e estou super animada. A outra matéria que compõe o semestre é linguística inglesa. A mesma coisa que eu estudei semestre passado em norueguês, só que agora em inglês. Bem mais fácil, espero.

As capas dos livros de civilização:

 

Estou sonhando

Estou sonhando

Domingo estava em um shopping de São Paulo almoçando com a família. Muito calor, sol e roupas leves. Hoje, quatro dias depois, estou na faculdade, enfrentei 12 graus negativos para chegar aqui e andei em ruas cobertas de sabão de gelo. Ainda não ‘caiu a ficha’ e acho que estou sonhando. Daqui a alguns dias, acho que melhora.

Notícias da chegada:

  • Meu marido e meus sogros, que iriam viajar sexta com a Iberia, levaram um ‘bolo’ da companhia aérea, que não tinha aviao. Tiveram que dormir em São Paulo (hotel pago por conta própria) e pegar um avião da Lufthansa sábado à tarde. Iberia, nunca mais! Eu fui e voltei de KLM, que só tenho a elogiar.
  • Recebi todas as minhas notas do semestre passado. Numa escala de A (10) a F (0):
    Proficiência no inglês: A
    Poesia e drama inglesas: B
    Linguística, fonética e critica literária: B
    Ingles global: C

Pensei que ingles global seria minha melhor nota e que eu nao passaria em drama e poesia, mas quem diria…a surpresa ficou com meu A em proficiencia. Adorei adorei.

  • Ja tivemos aula de prosa com o professor Hawthorn e ontem e hoje de civilizacao inglesa e civilizacao americana com a Ane. Daqui a pouco assistiremos ao filme do Al Gore, «An incovenient truth». So vou sair da faculdade as 18 hs.
  • Temos mais de 1000 fotos da viagem. Ainda estou no processo de organizacao de bagagem e assim que puder, vou postar e mandar fotos pros amigos.
Já vou embora amanhã?

Já vou embora amanhã?

Pois é, 1 mês passou voando e amanhã eu estou me despedindo da minha família, do calor e do sol do Brasil. Já sei que a Noruega me aguarda com um tempo horroroso, e não quero voltar. Em outubro de 2006, quando fui pela primeira vez, estava animada para ir por que não sabia como era – agora é diferente. Sei que o tempo está escuro, gelado, cinzento. As ruas escorregadias e perigosas. Mas, não posso reclamar. Passei dias maravilhosos com meus familiares e com meu marido e seus pais. Eles foram embora ontem. Revi amigos queridos e faltou tempo para rever mais pessoas. Depois, claro, vou contar com mais detalhes.

Terça-feira já haverá uma aula na faculdade. Acabei de imprimir o texto exigido para esta aula, a história «The Voyage», de Katherine Mansfield, que vou ler no avião. Já peguei três das quatro notas dos exames. Tirei um C e dois Bs – C equivale mais ou menos a 7 e B a 8 – fiquei muito feliz ao saber das notas. A última está para sair também. O bom de ter passado nos exames é que o governo vai me dar de presente como bolsa parte do crédito educativo.

Nossas alianças de casamento ficaram lindas! Valeu a pena esperar quase 2 anos para escolhê-las no Brasil. Há uma variedade infinitamente maior e o preço, bem mais acessível. Fotos virão depois.

Escrevo novamente quando chegar a Noruega.