Måned: februar 2009

Se eles não têm carnaval…

Se eles não têm carnaval…

Até que enfim consegui arrumar um tempinho para escrever no blog. Na semana passada fiquei completamente imersa nos estudos. Fiz um trabalho, li muito e comemorei o aniversário do meu marido. Ele agora entrou na casa dos 30, como eu entrei há dois anos. O bolo de aniversário que eu fiz para ele levar pro trabalho foi um sucesso. Não fizemos festa para os familiares, mas sinto que a pressão para comemorar ainda está nos rondando.

Recebi uma carta do Nokut reconhecendo os créditos da faculdade que eu fiz no Brasil. Poderei usar esses cráditos em um bacharelado, caso eu opte por fazer um.

Meu trabalho de literatura sobre o James Joyce foi aprovado!

Fomos para Frøya sexta e ficamos até domingo. Pintei as janelas novas de branco, meu marido pintou e envernizou o balcão da cozinha e arrumamos outras coisinhas. Parece que a casa vai ser realugada em breve.

Começou a quinta temporada de Lost aqui na Noruega!

Já temos pelo menos um plano para o verão. Dia 25 de julho vamos assistir a peça «Spelet om Heilag Olav», encenada ao ar livre num parque que também tem ruínas da época dos Vikings chamado Stiklestad. Eu sempre sonhei em ver esta peça, desde quando recebi um folheto da embaixada da Noruega em São Paulo contendo fotos da peça. Para minha surpresa, Stiklestad fica bem aqui no meu condado! O rei deste ano é um ator que eu admiro. Mal posso esperar!

Sábado passado foi a final do festival de música mais popular da Noruega. Dá até para comparar este festival com o carnaval do Rio. Os comentaristas fornecem um relatório completo sobre a música, o ‘enredo’ da canção, a roupa que o artista está usando, a coreografia, etc. Para ver o show e ouvir a música campeã (minha favorita), clique aqui.

Férias de inverno

Férias de inverno

Hoje começam aqui no meu ‘fylke’ (estado, condado) as férias de inverno,  uma semana de folga que beneficia estudantes, professores e pessoas que trabalham na rede de ensino. Hoje também é aniversário do meu marido, mas infelizmente ele teve de viajar a trabalho e só volta amanhã à noite. Meus sogros, que têm direito a essas férias, vão para um chalé de um parente amanhã e só voltam domingo. Isso significa que teremos a casa toda só para nós todos esses dias. Meu marido também esteve longe de mim no final de semana. Estava na nossa casa em Frøya junto com o pai trocando duas janelas que estavam velhas e deixavam entrar água. Sem gastar uma coroa com marceneiro (que cobra um absurdo), eles fizeram o serviço sem problemas. Os inquilinos que moraram lá deixaram um monte de lixo que ainda não foram buscar. Televisão, colchão e outras tralhas, tudo jogado no quintal. Se eles não tirarem tudo dali até o final de semana que vem, quando eu e meu marido voltaremos para fazer umas pinturas, vamos contratar uma firma de reboque e mandar a conta pra eles. Povo folgado tem em todo canto, está mais do que provado.

Como fiquei sozinha no final de semana, saí com a sogra e com a vovó, falei com a família no Brasil e assisti a dois filmes. Um chama-se «As vinhas da ira», um filme de 1940 baseado no livro do John Steinbeck. Chorei mesmo e admito.

O outro foi uma comédia sobre um casal formado por uma francesa e um americano que passam dois dias na cidade natal dela, nada mais nada menos do que Paris. Quase me reconheci no filme tendo que traduzir o que o namorado falava para a família entender. Adorei. 

Não acho que seja ruim morar com os sogros, mas, depois de quase 8 meses morando com eles, sinto que preciso de um cantinho só nosso. Não consigo cozinhar direito, por que a cozinha não é minha, coisas assim. Mas, tenho que ter paciência. Ou ganhar na Lotto (Loto da Noruega).

Meus planos para essa semana são, claro, ler e estudar. Preciso terminar um trabalho e ler dois livros. Preciso também escolher o tema para o trabalho de civilização. Amanhã vou fazer um bolinho de aniversário para o meu marido levar pro trabalho. Tradição dos funcionários de lá. Fui fazer uma caminhada há algumas horas e o tempo estava maravilhoso. Um sol de rachar, mas a temperatura estava sete graus negativos. Amanhã, se o tempo estiver assim de novo, vou tirar fotos.

Inverno norueguês

Inverno norueguês

Somente este ano é que fui vivenciar o legítimo inverno norueguês, com muita neve e temperaturas abaixo de zero quase todos os dias. Atente para o barulho dos meus passos sobre a neve. Como dizia a Marisa Monte, é um «barulhinho bom».

Branca de neve

Branca de neve

Nós resolvemos não ir esquiar na pista que fica atrás da casa dos avós do Morten por que estávamos muito cansados. Sábado ele foi comprar material de construção para as reformas que vamos fazer na nossa casa e eu passei praticamente o dia inteiro na faculdade fazendo o trabalho sobre o «The Dead». Ele está prontinho e só faltam alguns retoques. Vou entregá-lo hoje. Notei que estou bem mais esperta para escrever trabalhos acadêmicos do que ano passado. Não sei se é por causa das leituras ou os conselhos que recebo dos professores. É gratificante sentir melhoras.

Ontem foi dia das mães aqui na Noruega e demos uma lembrancinha para minha sogra. Dia 14 é o dia dos namorados daqui.

Não para de nevar desde ontem. As ruas, embora ainda cobertas pelo tal «sabão de gelo», agora estão revestidas por uma espécie de carpete branquinho, que amortece aquela sensação de que tudo está escorregadio. Aliás, a cidade branquinha dá uma sensação de paz e quietude. Não tinha percebido isso antes. Que venha mais neve!

Estou na faculdade desde 9:30 hs da manhã. Hoje é dia livre, sem aulas, mas eu e uma colega nos encontramos para fazer trabalho de linguística. Vou ficar estudando mais algumas horas e depois vou encontrar meu marido para irmos treinar.

Dupla moral

Dupla moral

Depois de um longo período sem neve por essas bandas, ontem ela voltou, fraquinha. Se continuar assim, vou treinar no final de semana novamente.

Hoje de manhã, no ônibus, conheci uma brasileira que mora em Klæbu. Batemos um longo papo e talvez nos encontraremos novamente.

Hoje vou ter um dia longo aqui na faculdade. Vamos ter palestra, um intervalo e depois vamos assistir ao filme «The Queen». Eu já vi o filme e, embora a tentação de voltar pra casa cedo e cabular a sessão de filme seja grande, eu vou ficar. Meu marido está viajando mesmo, tanto faz.

Esqueci de contar que sexta-feira passada, após o cinema, eu e meu marido fomos a um barzinho e ele infelizmente perdeu sua carteira lá. No dia seguinte, ao perceber  que a carteira havia sumido, ele telefonou para o barzinho perguntando se alguém a havia encontrado. A pessoa do outro lado da linha disse que iria averiguar e retornaria a ligação. Nunca retornou. De noite, antes de o bar abrir, fomos até lá para perguntar e procurar. A funcionária, ainda preparando o lugar para abrir, nos viu do lado de fora e não fez nada. Meu marido teve que ligar para lá e explicar por que estávamos plantados ali. Ela disse que teríamos que esperar um pouco, por que ela estava tendo problemas com a iluminação do local, mas que não havia carteira alguma lá. Meu marido insistiu para que ela nos deixasse entrar e procurar. Esperamos e quando entramos, achamos a carteira exatamente no lugar onde achávamos que ela estava. E a funcionária? Ficou muuuuito sem graça. O mundo é assim; tem gente de boa vontade e gente de má vontade. Fazer o que.

E os dois turistas alemães que foram presos no aeroporto de Salvador por que estavam de cueca, trocando de roupa?  Um deles, declarou que «pelo que ele vê nas praias e como é vendido o Brasil lá fora, achou que era normal fazer isso aqui.». E eles nao têm uma certa razão, não?

Progredindo

Progredindo

Domingo o passeio a casa dos avós do Morten foi muito bom. A pista de esqui era bem fácil, perfeita para iniciantes. Treinei muito e posso dizer que já consigo deslizar sobre os esquis sem as estacas. O saldo de tombos: 4 em duas horas de treino. Nada mal! Domingo que vem estarei lá novamente, com certeza.

O filme Max Manus foi muito bom. Os fatos foram relatados bem fiéis à realidade e não faltou, claro, o patriotismo às vezes exagerado. Valeu como aula de história.

Meu marido foi para Ålesund a trabalho e ficará lá até sexta. Preciso fazer um trabalho e felizmente estou terminando o «Sense and Sensibility».

Na Noruega, um fato triste que já virou rotina no Brasil aconteceu aqui semana passada: um bebê morto foi achado em uma sacola em um jardim num bairro de classe nobre na cidade de Stavanger. Ainda não se sabe o nome da mãe, mas eu quero acreditar que num lugar pequeno como Stavanger isso não seja tarefa tão difícil.

Está fazendo 13 graus negativos lá fora e eu esqueci que tinha uma aula em grupo. Ainda bem que posso fazer a mesma aula amanhã. E a coragem para sair lá fora neste frio? Tenho aula das 14:15 às 16 hs e depois filme à partir das 16:15.