Måned: mars 2009

Teste de «norueguesidade»

Teste de «norueguesidade»

Sábado fomos a um jantar oferecido por um casal de amigos dos meus sogros. O prato principal era algo que eu nunca tinha experimentado antes: caranguejos. Eles foram servidos inteiros, e a anfitriã me ajudou a tirar a carne da carapaça. Usa-se um talher diferente, parecido com este:

Depois de separada a carne da carapaça, colocamos a carne sobre uma fatia de pão de fôrma, com lima e maionese. Eu estava achando que não ia gostar, mas, pelo contrário, achei muito bom. Além de caranguejo, também serviram camarões. Não lembro se já falei aqui, mas na Noruega os camarões são servidos com a casca e tudo. Cabe aos convidados o trabalho de limpar um por um antes de comê-los. Eu ainda não me acostumei com isso, acho um pouco desagradável. Mas, como diz aquele velho ditado: «Em Roma, faça como os romanos». Sábado também foi a «Earth Hour» e eu não me esqueci. Como iríamos estar no jantar no horário marcado para apagar as luzes, deixamos tudo apagado já na hora de sairmos. Mas, minha sogra não quis deixar a luz da varanda apagada. Como a casa é dela, tive que acatar.

Semana passada ouvi no rádio que um político quer reduzir de 7 para 5 anos o tempo de residência exigido para que um estrangeiro esteja apto a requerer a cidadania norueguesa. Mas, ele quer acrescentar um teste envolvendo conhecimentos do idioma e da sociedade norueguesa. Pois é, pode parecer impossível, mas tem sim estrangeiros morando aqui há 2, 5, 7, 20 anos que ainda não falam sequer um norueguês básico e nem sabem absolutamente nada sobre a sociedade e a cultura do país!  Ano passado, quando eu comecei a faculdade, reparei que havia muitos alunos estrangeiros que só entendiam inglês. Até aí, tudo bem, pois eles deviam ser recém-chegados. Só que em dezembro, meses depois do início das aulas, quando houve uma prova final e o fiscal da prova começou a dar as instruções em norueguês, um aluno começou a protestar -esbravejando – que exigia que as instruções fossem dadas apenas em inglês! Noruegueses podem ter seus defeitos, mas uma coisa boa eles têm de sobra – paciência! Eu sou totalmente a favor do teste, por que eu acredito que quem quer ser cidadão de um país tem que saber falar o idioma e saber como que se deve viver aqui sim.

Fazer o que se tem que fazer e depois fazer o que se quer fazer

Fazer o que se tem que fazer e depois fazer o que se quer fazer

Passamos mais um final de semana em Frøya fazendo melhorias na casa. Depois de pintar 3 janelas, eu posso dizer que peguei prática. Pintei as janelas da sala de estar (que tinham uma cor de madeira avermelhada e agora estão brancas). No próximo final de semana não iremos a Frøya por que temos outros compromissos, mas na semana seguinte, início das férias de Páscoa, vamos ficar lá. Isto significa que este ano não haverá temporada de Páscoa no chalé da família. Eu não iria de qualquer jeito, por que, apesar de ser algo diferente, não sinto que consigo descansar. Aparecem tantas coisinhas para fazer, como passeio de esqui ali, fogueira com salsichas ali, pescaria acolá, que eu acabo não tendo a sensação de que estou realmente descansando (ler um livro, ouvir música, etc.).

Ontem, segunda-feira, tivemos uma palestra sobre como escrever trabalhos de história e civilização, mas eu não achei que acrescentou muito àquilo que eu já havia aprendido. Sem falar que o inglês da palestrante não estava em um nível aceitável para uma pessoa com autoridade para dar palestras em um curso universitário de inglês.

Hoje vou ter um longo dia aqui na faculdade, com grupo de linguística, a terceira e última palestra sobre «Jane Eyre» (ainda bem, pois já estou enjoando deste livro) e os dois últimos episódios da minissérie da BBC sobre Jane. Semana que vem vamos examinar um outro livro, «The Ghost Writer», que eu já comecei a ler. O livro tem tantas, mas tantas palavras desconhecidas que eu preciso usar o dicionário enquanto leio. Esta palestra também marcará a volta do favorito professor Hawthorn.

No mais tenho visto filmes («The Sheltering Sky», «The Hours» e «Mrs. Brown» foram os últimos). Falando em «The Sheltering Sky, quero reproduzir aqui as falas da cena final, que me emocionaram:

Because we don’t know when we will die, we get to think of life as an inexhaustible well, yet everything happens only a certain number of times, and a very small number, really. How many more times will you remember a certain afternoon of your childhood, some afternoon that’s so deeply a part of your being that you can’t even conceive of your life without it? Perhaps four or five times more, perhaps not even that. How many more times will you watch the full moon rise? Perhaps twenty. And yet it all seems limitless.

Paul Bowles

Pelo fato de não sabermos quando vamos morrer, nós vemos a vida como um poço inesgotável, porém  tudo acontece somente um certo número de vezes, e um número muito pequeno, verdadeiramente. Quantas vezes mais você irá se lembrar de uma certa tarde de sua infância, uma tarde que faz tão profundamente parte do seu ser que você sequer consegue imaginar sua vida sem ela? Talvez quatro ou cinco vezes mais, talvez nem isso. Quantas vezes mais você irá ver a lua cheia nascendo? Talvez vinte. E ainda assim tudo parece ilimitável. 

Se você pensa que nós fomos embora…

Se você pensa que nós fomos embora…

Lembro de um comercial quando eu era pequena onde cantava-se essa musiquinha: «Se você pensa que nós fomos embora, nós ‘enganemos’ vocês…fingimos que fomos e ‘vortemos’…’oi nóis’ aqui outra vez. A ‘dona’ neve e o ‘senhor’ inverno devem estar cantarolando essa mesma melodia agora. Os dias estavam lindos, ensolarados, estava até calor! Calor norueguês, claro, mas ainda assim calor. Fomos fazer uma longa caminhada no sábado e tiramos fotos que provam como o tempo estava bom. Como estou na faculdade nao poderei postá-las agora. Mas, hoje…ah, hoje o dia amanheceu cinzento, e neve caindo do céu às toneladas. Fiquei com a roupa branquinha coberta de neve. Ou seja, a primavera ainda vai ter que esperar mais um pouquinho para estrear.

Domingo eu assumi meu lado nerd e vim pra faculdade coletar mais dados pro meu trabalho de civilização. Li histórias revoltantes sobre a segregação racial nos Estados Unidos e a história que mais me marcou foi a de Emmett Till.

Meu marido foi para uma cidadezinha chamada Molde ontem e volta hoje à noite. No final de semana vamos para Frøya novamente, por que queremos deixar a casa tinindo até a hora de vendê-la. Isso justifica por que estou correndo para terminar este trabalho de civilização. 

Entre um livro e outro

Entre um livro e outro

Minha ausência por essas bandas deve-se à quantidade de coisas para fazer na faculdade. Hoje vou entregar um trabalho de linguística e estou lendo muitos livros que emprestei da biblioteca para colher dados para meu trabalho de civilização. Vou escrever sobre os Afro-Americanos e a Educação.

Além disso, viajamos até Frøya nos últimos 4 finais de semana para preparar a casa para ser alugada novamente. Porém, os inquilinos criaram tantos problemas, que demos um basta naquela palhaçada. Resolvemos que temos que progredir em outro canto. A casa será vendida.

Ontem tivemos palestra sobre o livro «Jane Eyre» de Charlotte Brontë. Depois assistimos a um filme muito antigo sobre o livro. Semana que vem assistiremos a uma minissérie da BBC que foi exibida ano passado, também sobre Jane Eyre.

Hoje tem só palestra sobre o sistema político norte-americano (finalmente aprendi como funciona o sistema eleitoral deles!).