Måned: juni 2009

Talar du svenska?

Talar du svenska?

Sexta-feira passada minha chefe me ligou perguntando se eu queria trabalhar algumas horas extras num município vizinho a Trondheim na sexta e na segunda. Eu respondi que não poderia na sexta, mas que na segunda, tudo bem (para garantir o financiamento das minhas férias, aceitei as horas extras sem pestanejar). Então ontem, depois de ter trabalhado 7 horas em Trondheim, dirigi para o município vizinho e fui me encontrar com o meu colega de trabalho. Ao encontrá-lo, achei estranho eu não entender tudo o que ele falava. Depois fiquei sabendo que ele é sueco. Eu, que pensava que norueguês, sueco e dinamarquês eram muito parecidos, me enganei redondamente. Quando eu comecei a dirigir, percebi que estávamos nos afastando do município onde eu pensei que iríamos trabalhar. De repente, me vi cercada de florestas, e o município foi ficando cada vez mais distante. Resultado, dirigi mais que trabalhei, e ainda por cima conheci lugares turísticos muito bonitos. O tempo, para ajudar, estava maravilhoso. Cheguei em casa 5 horas depois, cansadíssima, mas valeu a pena.

Semana que vem vamos viajar e estou gravando Cds de músicas de verão para tocar no carro durante a viagem. Hoje fomos ver diversos artigos de camping como fogareiro, panelas, e amanhã começaremos a fazer as mochilas. Faltam 3 dias para as nossas merecidas férias!

Noruega à brasileira

Noruega à brasileira

Minha última semana de trabalho antes das nossas férias começa amanhã. Tive uma semana muito corrida com o segundo ‘vikariat’ (emprego de substituta). Ao contrário das outras semanas, desta vez peguei um emprego de 6, 7 horas diárias. Uma coincidência engraçada é que o meu novo colega fala português, por que fez intercâmbio no Rio Grande do Sul muitos anos atrás.

Voltamos de Frøya hoje depois de mais um final de semana de trabalho na nossa casa, com dias para lá de ensolarados e temperaturas dignas de concorrer com o Brasil. Sexta-feira, os termômetros marcaram 30 graus centígrados! Pela primeira vez desde minha viagem ao Brasil em dezembro, eu pude usar roupas de verão. O bom da nossa casa em Frøya  é que ela é feita de tijolos e cimento, então no verão ela é muito fresquinha. Já aqui na casa dos meus sogros, eu me sinto dentro de um forno, por que ela é de madeira e é super isolada para aguentar o frio.

Para minha alegria e surpresa, recebi honorários de férias do emprego que tinha quando ainda morava em Frøya, mais a restituição do imposto de renda. O bom de se trabalhar e pagar imposto aqui na Noruega é que sempre aparace um dinheirinho que a gente não estava esperando. Parece uma poupança forçada, mas traz muitos benefícios.

Agora há pouco eu e meu marido estávamos revendo os vídeo-clips mais antigos do Michael Jackson. Lembro de como eu morria de medo do vídeo de «Thriller». Era um artista completo, apesar da sua excentricidade.

Margaret Berger – Lifetime Guarantee

Margaret Berger – Lifetime Guarantee

Enquanto dirigia o carro da firma, ouvi essa música no rádio e gostei. Depois, fiquei sabendo que se trata de Margaret Berger, uma cantora norueguesa que vem de Hitra, ilha vizinha a Frøya. O vídeo não é original, mas achei muito bem feito.

Tombo

Tombo

Minha segunda semana de trabalho de verão está chegando ao final. Pensei que não haveria mais trabalho para mim, mas, felizmente me enganei. Já me comprometi a trabalhar nas duas próximas semanas. Só não vou trabalhar mais por que meu marido vai tirar férias e queremos viajar ou descansar. Como se já não bastasse o desafio de sair por Trondheim dirigindo o carro da firma, ontem e hoje meu colega ficou doente e não pode ir trabalhar. Ontem tive que fazer o trabalho todo sozinha (com muito medo de fazer alguma coisa errada) e hoje trabalhei com um outro colega. Tomara que amanhã o outro colega volte ao trabalho.

O ‘tombo’ no título do post não se refere a um tombo propriamente dito, mas sim a um tombo na minha vida estudantil. Ontem saiu o resultado da minha última prova, de civilização. Eu, que achava que tinha ido super bem, me decepcionei com a nota, bem abaixo do que eu esperava. Levei um tremendo choque, ou ‘tombo’, mas hoje já aceitei. Nem tudo na nossa vida sai como queremos, e só me resta levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Já pedi uma justificativa da minha nota para a universidade, mas não penso em reclamar da nota. Quero apenas saber o que faltou para que eu me saísse melhor. Se eu quiser, posso fazer a prova mais uma vez para tentar melhorar a nota. O que importa, apesar da pontinha de decepção, é que eu consegui nota de aprovação e agora completei meu primeiro ano de faculdade na Noruega. Vou tentar curtir o verão – que está mais para chuva que sol – trabalhar muito e se Deus quiser, vou conseguir vaga no curso que eu pretendo fazer em agosto. Não posso deixar de mencionar o imenso apoio do maridão. Se não fosse por ele, já teria abandonado minha tardia carreira estudantil.

Deus ajuda a quem cedo madruga (e a quem estuda também)

Deus ajuda a quem cedo madruga (e a quem estuda também)

Ontem saíram as notas de duas das minhas três provas neste semestre. Tirei C em literatura inglesa e A em Linguística inglesa (as notas no sistema daqui vão de A a F, sendo que F é reprovação). Eu sabia que não podia esperar um A em literatura por que acho que escrevi muito pouco na prova. Mas, estou satisfeita. Agora, falta aguardar a nota de Civilizações inglesa e americana, que sai semana que vem.

Esta semana que está terminando foi uma semana cheia de experiências novas. Fazer limpeza na cidade grande é uma coisa completamente diferente de fazer limpeza em uma ilhota. Sem falar no fato que eu comecei a dirigir todo dia no centro, e estou aprendendo aos poucos onde ficam os bairros de Trondheim, e os caminhos. Felizmente tenho um colega de trabalho muito paciente e simpático, estava com medo de ter que trabalhar com uma pessoa chata. Terei mais a semana que vem neste emprego e minha chefe disse que podem aparecer mais serviços.

Para minha alegria, estou tirando a ferrugem do meu inglês esta semana, devido à visita dos parentes canadenses do meu marido que estão visitando a Noruega e estão hospedados aqui. No começo, claro, dei alguns foras, por que misturava inglês com norueguês. Disse para eles: «I pick up my colleague at halv seks» (Eu busco o meu colega às 5 hs 30 min), por exemplo.

Hoje vamos de novo para Frøya tentar terminar o que falta na casa. Vou mexer no jardim e meu marido vai pintar a casa, que era bege e agora está laranja. Depois eu posto fotos.

Reviravolta

Reviravolta

Quando eu já estava começando a me conformar com a idéia de ter que ficar sem trabalhar e estudar nas férias por que não tinha arrumado nenhum emprego de verão (mandei diversos currículos faz alguns meses), recebo uma ligação da minha ex-chefe do tempo em que eu limpava o shopping em Hitra! Comecei ontem! Estou dirigindo o carro da firma e faço limpeza com um colega. Tenho que acordar às 4 hs da madrugada, mas em compensação chego em casa super cedo. Duas semanas de trabalho intenso que financiarão minhas férias e me tiraram do ócio! Amanhã sai a primeira nota das provas, já estou nervosa.

Les Tribulations d’une Caissière

Les Tribulations d’une Caissière

Estou fazendo uma pausa entre um serviço de reforma e outro para escrever um pouquinho, enquanto a internet funciona (nossa conexão não tem sinal muito bom aqui na ilha).

Como eu não ando por aí com bloquinho de papel para escrever tudo o que eu quero registrar no blog (preciso me habituar a isso), acabo deixando para trás muita coisa que eu acho interessante. Por exemplo, há um mês, vi uma reportagem sobre uma francesa que está fazendo muito sucesso com seus livros que contam as suas aventuras (e desventuras) do tempo em que ela trabalhava como caixa de supermercado. Ela começou a escrever num blog (http://caissierenofutur.over-blog.com/) e de repente ficou famosa. Engraçado que, na entrevista que ela fez para a reportagem ela conta que muitos clientes nem sequer a cumprimentavam, talvez por que achavam que era uma reles caixa, e não um ser humano. Me identifiquei completamente com a situação descrita por ela, por que quando eu trabalhava como auxiliar de limpeza, era exatamente assim que a grande maioria das pessoas me tratavam. Ela também contou que, um dia, uma mão brava com o filho ao passar no caixa, disse para ele: «Se você não se comportar e se dedicar aos estudos, vai acabar como uma caixa de supermercado…» Enfim, as pessoas têm mesmo preconceito contra certas profissões.

Outro dia, em um programa de TV voltado para imigrantes, uma levantadora de peso que participou das últimas olimpíadas contou que trabalhava de hjelpepleier (pessoa que cuida de idosos) quando não estava treinando e iria se formar nessa profissão. O repórter então fez a seguinte pergunta: «Você se sente realizada mesmo tendo um emprego assim?» Será que o repórter faria esta pergunta para o gerente de um banco, ou um advogado?

De volta à idade da pedra

De volta à idade da pedra

Sexta-feira, eu e meu marido viemos para Frøya para mais uma etapa da reforma que estamos fazendo na casa antes de colocá-la à venda. Eu terminei de pintar os armários de cozinha e pintei a primeira demão no teto da sala. E foi assim, entre muita trabalheira que eu comemorei meus 33 anos de idade no sábado. Todos os meus vizinhos hastaream a bandeira da Noruega para me homenagear:

Estou brincando, claro, acho que era dia da confirmação (crisma) dos adolescentes que moram no bairro.

Para completar, descobrimos um problema no encanamento e ficamos sem água nas torneiras. Tivemos que ir buscar água no cano central e encher galões e baldes.

Ontem, segunda-feira foi feriado de ‘segundo’ dia de Pentecostes (?). É, para os ‘religiosos fervorosos’ noruegueses, não basta um só dia de Pentecostes – tem que ter dois. Havíamos planejado de voltar para Klæbu, mas eu resolvi ficar aqui para trabalhar mais na reforma da casa, já que meu marido volta dentro de 4 dias e eu não tinha nada para fazer em Klæbu, agora que estou de férias na faculdade.

Ontem também foi o dia do trágico desaparecimento do avião da Air France. Me deu um pouco de angústia por que há poucos meses eu, meu marido e meus sogros voamos do Brasil à Europa e eu preciso viajar ao Brasil de tempos em tempos para rever a família. Eu e meu marido pensamos em evitar viajar em aviões separados, como fizemos da última vez.

Hoje, terça-feira, eu já fui a pé ao centro comercial da ilha (50 minutos de caminhada) fazer compras e peguei um ônibus na volta. Agora vou buscar mais água lá fora e vou começar a pintar a segunda demão no teto da sala. Não está sendo muito agradável ficar aqui sozinha, sem água quentinha na torneira, sem banho de chuveiro, sem fogão, geladeira e outras frescuras, mas eu estou sobrevivendo. Incrível como a necessidade nos faz mais criativos e nos faz dar valor às coisas mais banais.