Måned: juli 2009

Férias Dia 6

Férias Dia 6

Quarta, 15 de julho:

Nosso último dia antes de retornarmos a Frøya. Fomos passar o dia em Molde, enquanto a barraca ficou no acampamento, já que voltaríamos para lá à noite para dormir. Primeiro fomos à padaria que ficava em um shopping na periferia da cidade para tomar café da manhã. Seguimos para o centro e penamos para conseguir lugar para estacionar, já que a cidade estava fervilhando de pessoas que iriam assistir aos shows do festival de jazz de Molde. Finalmente achamos um lugar ótimo e fomos passear no centro. Tentamos comprar Cds, mas ironicamente, não havia uma loja de Cds sequer na cidade que sedia um festival de jazz. Até show gratuito de banda de heavy metal nós vimos. No final da tarde, fomos jantar e de lá caminhamos até um teatro chamado Bjørnsonhuset, situado dentro do hotel Rica Seilet, onde se realizaria o show da Melody Gardot, para o qual tínhamos ingressos! No caminho, meu sapato começou a apertar tanto no calcanhar que eu praticamente não conseguia mais andar. Meu marido me salvou mais uma vez, indo atrás de um tipo de Band aid para o calcanhar. Melhorou na hora. O show estava marcado para as 21hs, mas começou com cerca de 10 minutos de atraso (ouvi gente atrás de mim reclamando deste minúsculo atraso!). O show foi divino, Melody Gardot é muito carismática, além de cantar maravilhosamente. A banda também era excelente.

Terminado o show, fomos passear mais um pouquinho pela cidade e conseguimos assistir a um show de graça, que estava acontecendo em um parque. Era uma banda da Romênia chamada Fanfare Ciocarlia que tocava músicas muito alegres. Música perfeita para fazer os noruegueses tímidos dançarem muito – na maioria das vezes com a caneca de cerveja na mão. Foi um final de noite perfeito. Voltamos para nosso acampamento e fechamos nossa viagem de férias com chave de ouro.

Nesta viagem, aprendi muitas coisas, algumas delas ‘na marra’, entre elas:

– Aceitar o fato de que na Noruega o tempo não fica bom quando queremos. Ele fica bom quando ‘lhe dá na telha’. Então, em vez de fechar a cara e ficar reclamando, o melhor é encarar o tempo horroroso com bom humor. Tomar chuva não é um perigo mortal e não nos faz derreter.

– Aceitar o fato de que, na Noruega, jamais encontraremos a mesma variedade de restaurantes, padarias, supermercados que no Brasil. Então, em vez de ficar resmungando, temos que ‘nos virar’ com o que tem para vender aqui.

– Não importa se hoje o sol está brilhando e a temperatura está beirando os 30 graus. Amanhã o tempo pode (ou vai) mudar drasticamente, pode (ou vai) chover e a temperatura pode (ou vai) despencar para 10 graus. Tenho que levar na mala roupas de verão e de inverno, meias de lã, suéter, jaqueta, capa de chuva, galochas. Ah, e sapatos extras, no caso de um par ficar encharcado.

– Acampar é uma delícia. Temos privacidade, temos contato com a natureza, aprendemos a viver com poucos recursos e sem as mordomias do mundo moderno e conseguimos ‘filosofar’ muito através dos bate papos interessantíssimos, sem televisão e internet por perto. Rádio tem que ter, por que música é imprescindível. Sem falar na economia gigantesca que fizemos por não morar em hotéis e cozinhar nossa própria comida na maioria das vezes.

Palavras de uma ex-habitante de cidade grande e ex-fresca.

Férias Dia 5

Férias Dia 5

Terça, 14 de julho:

Acordamos debaixo de chuva, empacotamos tudo no carro e resolvemos ir de volta para Valldal, pois queríamos lavar nossas roupas. No caminho, conseguimos achar um lugar legal para tomar café da manhã:

Chegando em Valldal, o sol apareceu de repente e a temperatura aumentou. Aproveitamos para colocar a barraca, cadeiras e sapatos para secar. Tivemos que esperar horas para lavar e secar as roupas, mas foi um bom descanso depois do estresse da noite chuvosa. Voltamos para Ålesund para ver um pouco mais da cidade, mas não sem antes experimentar os produtos mais famosos de Valldal:

Morangos e cerejas silvestres. Gostei mais das cerejas do que dos morangos

Em Ålesund, tivemos tempo de ver um museu sobre o estilo arquitetônico art nouveau. Um terrível incêndio destruiu a cidade em 1904, e ela foi quase que toda reconstruída neste estilo. Algumas fotos de Ålesund:

Jantamos em um restaurante que servia comida árabe, experimentei falafel e meu marido experimentou hommus. Passeando pela cidade, encontrei algo brasileiríssimo para vender:

O par mais simples custava a bagatela de 229 coroas, cerca de 76 reais!

Seguimos viagem de volta a Molde, onde acampamos no mesmo lugar de antes. Desta vez a chuva nos deu um merecido descanso.

Vida de quartel

Vida de quartel

Sei que estou devendo os dois últimos dias das férias, mas como tenho pouco tempo para escrever e selecionar fotos, etc., vou deixar para o próximo post.

Sábado fomos à casa dos avós do Morten, onde nossas coisas estão guardadas, para fazer uma triagem de tudo que não queríamos mais. Jogamos muita coisa, doamos outras e estamos tentando vender algumas.  

De noite, fomos assistir à peça Spelet om heilag Olav, em Stiklestad. O tempo estava horroroso de novo, choveu o dia inteiro – literalmente. Levamos capas de chuva e tapetes para sentar, por que o teatro é ao ar livre. Não havia muita gente, e apesar de tudo, gostamos da peça.

Domingo recebemos a visita dos nossos amigos e padrinhos de casamento com a filhinha deles, que está cada dia mais fofa.

Meu trabalho de verão continua. Trabalhar com uma pessoa de outra cultura não está sendo muito fácil, infelizmente. Eu tenho experiência de mais de 1 ano com limpeza, mas ele parece não entender isso. Quer que eu faça tudo do jeitinho que ele aprendeu com o pai (ele está sendo substituto do pai) e nem sempre os métodos são dos mais práticos. Além do mais, as maneiras não são das melhores. Enquanto meus outros colegas pediam educadamente para eu fazer algo que faltou, este colega simplesmente grita: Raquel, faça isso! Raquel, faça aquilo! Falei para o meu marido que um dia desses vou bater continência e dizer: «Sim, senhor!» hahaha. Começamos a trabalhar de tarde e chego em casa entre 19 hs e 20 hs. Ainda bem que são só mais duas semanas. Estou tendo que contar até 10 muitas vezes, mas estou conseguindo aguentar. Mal posso esperar pelo final de semana, sem viagem para Frøya, sem planos, e com a casa somente para nós (meus sogros estão viajando).  

Férias Dia 4

Férias Dia 4

Segunda, 13 de julho:

Este foi o único dia em que precisamos do despertador para acordar. Isso por que tínhamos que estar em Valldal antes das 9hs 15 min para tomar banho e depois pegar a balsa para ver três fiordes. Em Valldal há uma infra-estrutura turística excelente, com chuveiros públicos (paga-se 10 coroas, cerca de 9 reais por um banho de 10 minutos), máquina de lavar e de secar públicas (10 coroas por 50 minutos de máquina de lavar e 40 minutos de secadora), e o mais importante, tudo limpinho. Depois do banho entramos na fila da balsa e nossa viagem começou. Vimos três fiordes: Nordalsfjorden, Sunnylvsfjorden e no final, o Geirangerfjorden, um dos mais conhecidos. Este cruzeiro pelos fiordes, como eles o chamam não é dos mais baratos, mas ver os fiordes do mar é algo indescritível, jamais teríamos a mesma experiência se tivéssemos feito o percurso de carro:

A viagem durou duas horas e 15 minutos. Chegamos no vilarejo de Geiranger, que estava lotado de turistas, demos umas voltas e fomos de carro até um ponto famoso, de onde pode-se ver o fiorde de Geiranger do alto de uma montanha:

De lá pegamos uma estrada muito sinuosa chamada Ørneveien (estrada da águia) em direção a Ålesund. Ainda paramos para contemplar pela última vez o fiorde de Geiranger:

Chegamos em Ålesund no final da tarde, quando os museus e outras atrações estavam fechando. Então fomos fazer compras e procurar um lugar para acampar. Achamos um lugar bem tranquilo no município vizinho, Skodje:

No começo parecia que teríamos uma noite tranquila, mas infelizmente, começou a chover forte e sem parar. Fizemos churrasco e tivemos que comer debaixo de chuva, pois não podíamos entrar na barraca com as roupas encharcadas. Choveu a noite inteira!

Férias Dia 3

Férias Dia 3

Domingo, 12 de julho:

Acordamos com sol e céu azul. Desta vez preparamos o café-de-manhã no acampamento mesmo, pois tínhamos comprado tudo no dia anterior. Depois de empacotar tudo no carro, seguimos para um município chamado Åndalsnes, que fica a 50 quilômetros de Molde. A estrada parecia um cartão postal, por todo lado se via montanhas, fiordes, florestas.

Fizemos uma paradinha em Åndalsnes, tiramos umas fotos e enchemos nossas garrafas e galões de água (acho que foi a primeira vez que vi bebedouros e água potável de graça na Noruega).

Depois de Åndalsnes, continuamos em direção à Trollstigen (escada dos Trolls). O Troll é uma criatura que poderíamos comparar com o Bicho Papão no Brasil. Diz a tradição que eles são muito malvados, sequestram bebês e os substituem por bebês trolls (na escola ouvi dizer que, antigamente, as pessoas acreditavam que crianças com problemas mentais eram essas crianças trolls…fiquei chocada!). Esta estrada chama-se escada dos Trolls por que é muito, mas muito sinuosa e sobe uma montanha altíssima. No começo da estrada fomos recebidos pela célebre placa alertando a presença de Trolls no lugar:

A subida foi um pouco assustadora, pois as curvas eram muito acentuadas e havia carros, trailers e até ônibus de viagem fazendo o percurso. Algumas vezes tivemos que parar para deixar outros passarem. Chegando no topo, tivemos esta visão:

 

Esta estrada me impressionou mil vezes mais que a Estrada do Oceano Atlântico!

Almoçamos por lá e depois descemos pela estrada do outro lado da montanha, que não era tão sinuosa. Achamos uma cachoeira chamada Gudbrandsjuvet, onde meu marido deu um mergulho, pois estava muito quente. Chegamos enfim a um vilarejo chamado Valldal. Como tinha morango para vender ali! Depois ficamos sabendo que Valldal é responsável por mais da metade da produção de morangos de toda a Noruega. Rodamos para achar um lugar para acampar, até que chegamos a uma estradinha onde tinha que se pagar pedágio. Pagamos, e chegamos a um acampamento dos sonhos. Floresta, cachoeira e montanhas. Mais do que depressa montamos a barraca. Jantamos e dormimos ao som da cachoeira do lado do nosso acampamento.

Agora vou ter que ir trabalhar, depois eu escrevo sobre os outros dias. Ha det!

Férias Dia 2

Férias Dia 2

Sábado, 11 de julho:

Acordamos com uma chuvinha chata e os mosquitos estavam por toda a parte. Decidimos empacotar tudo no carro e partir em direção a um mercado onde pudéssemos comprar pão e outras coisas para o café-de-manhã. Uma tarefa facílima no Brasil, onde as padarias abrem de madrugada e nos recebem com uma infinidade de pães e outras iguarias recém preparadas. Agora, na Noruega,a coisa não é nada fácil. Encontrar um mercado (padaria não existe em lugares pequenos) aberto logo cedo de sábado é uma utopia. Até que achamos um mercado depois de rodar muito. Ele havia acabado de abrir, e quando voamos em direção à seção de pães, decepção total. Tudo vazio! Ainda bem que pouco depois vimos os pães chegando. Fizemos café no nosso fogareiro e tomamos finalmente o nosso café-da-manhã.

Prosseguimos em direção à famosa «Atlanterhavsvegen» (estrada do Oceano Atlântico). Trata-se de uma estrada de apenas 8274 metros que liga os bairros de Vevang ao de Kårvåg, no município de Averøy. O fato especial desta estrada é que ela consiste de pontes que unem diversas ilhotas e o Oceano Atlântico cerca a estrada por quase todos os lados. Esta estrada é considerada a construção do século na Noruega. Bom, quando eu li estas informações, eu pensei que seria uma estrada de tirar o fôlego e que eu veria algo fenomenal, fantástico, fabuloso. Não vi. Não sei se era o tempo que estava ainda muito feio, ou as minhas expectativas que estavam altas demais, o fato é que eu achei a estrada muito simples.

Felizmente a chuva começou a parar e seguimos para um lugarejo muito charmoso chamado Bud. É uma vila de pescadores cercada de histórias da segunda guerra. Havia muitos turistas de toda a Europa, e foi lá que experimentamos um bacalhau delicioso, com um inusitado ingrediente: queijo. Eu fiquei positivamente surpresa com o resultado.

Armação para secagem de bacalhau

‘Almojanta’ em Bud

Meu marido quis tomar uma cervejinha durante o jantar, então eu assumi o volante quando partimos de Bud em direção a Molde. Lembrando, na Noruega a tolerância à combinação álcool + direção é zero. Depois de meia hora chegamos á ‘cidade das rosas’, como Molde (pronuncia-se Môlde) é conhecida. O tempo, finalmente estava melhorando. A cidade nos recebeu com um solzinho agradável, e uma competição de ciclismo.

Junto à escultura Rosepiken (menina das rosas)

A cidade estava lotada de ciclistas e seus torcedores.

Fizemos um bom passeio por Molde e de lá partimos em direção a um lugar para acampar. Estávamos temendo ter que passar tanto tempo procurando como na noite anterior, mas encontramos logo um lugar, numa floresta a poucos metros da estrada, onde víamos uma trilha mal-cuidada. Meu marido quis acampar no meio da trilha, mas algumas horas depois passaram 3 pessoas que faziam caminhada. Resolvemos então mudar a barraca para um cantinho ao lado da trilha, para evitar reclamações.

Mudando a barraca de lugar

O céu estava azulzinho, e pela primeira vez na viagem dormimos sem barulho de chuva caindo e sem ficarmos ensopados. No dia seguinte teríamos muitas coisas novas para ver.

Férias Dia 1

Férias Dia 1

Nos dois dias que passamos em Frøya antes de botarmos o pé na estrada não aconteceu nada de extraordinário, basicamente reforma e organização de bagagem.

Sexta-feira, 10 de julho:

10 hs da manhã começou a viagem, partindo da nossa casa em Frøya em direção ao município de Hemne. Aliás, o centro deste município tem um nome para lá de bizarro:

A pronúncia desta sopa de letrinhas é mais ou menos assim: Xírxisáteroera

Não posso deixar de relatar que o tempo estava horroroso, infelizmente. Demos umas voltas em Kyrksæterøra, tomamos sorvete com café e de lá seguimos em direção a outro município, Aure. Como estava na hora do almoço, resolvemos parar para almoçar (e a chuva ainda persistindo). Encontramos um lugar com uma vista espetacular, e uma infra estrutura que me fez entender a expressão ‘primeiro mundo’: mesas, bancos, latas de lixo, banheiros limpinhos, com tudo funcionando.

Mas, tivemos que almoçar debaixo de chuva. De lá, continuamos em direção à Tustna, último ‘bairro’ antes de chegarmos a uma balsa. Enquanto esperávamos na fila da balsa, ouvimos rádio por uns 15 minutos com o motor do carro desligado e quando meu marido foi ligar o carro para subirmos na balsa, surpresa – o carro não pegava, estava com a bateria descarregada! Sem entrar em pânico, ele conseguiu dar a partida ‘no tranco’, já que estávamos em uma ladeira, mas aí pensamos: E se, ao desligar o carro na balsa, ele não pegar novamente na hora de sair dela? Resolvemos então não pegar aquela balsa e dirigir por Tustna durante uma hora até o horário da próxima balsa e até a bateria estar carregada. A sequela deste episódio foi a perda do rádio, por que quando a bateria descarrega, o rádio tem um sistema de segurança que exige um código para o ele volte a funcionar. Não tínhamos o código conosco, então ficamos sem rádio no carro o restante da viagem.

Saindo da balsa, seguimos viagem até a cidade de Kristiansund. O tempo chuvoso não ajudou muito, mas conseguimos ver um pouco da cidade:

Casas charmosinhas em Kristiansund

Kristiansund é muito famosa pelo seu bacalhau – o klippfisk, bacalhau salgado e seco, como eles o chamam. A cidade é formada por pequenas ilhas, que recebem os nomes escritos no cartaz acima. Como estávamos apenas de passagem por Kristiansund e o tempo não estava dos melhores, demos apenas umas voltinhas, jantamos e continuamos em direção a um lugar para acampar.

Para prosseguir, tivemos que pegar outra balsa, a que faz a interligação Kristiansund-Bremsnes, que fica em uma ilha chamada Averøy. O percurso durou cerca de 20 minutos. Em Averøy, dirigimos durante mais de uma hora até encontrarmos um lugar legal para acampar. Na Noruega existem campings, que são pagos, mas as barracas ficam muito perto uma da outra. Queríamos acampar em lugares bem isolados e quietos. Acabamos acampando num clube de tiro (felizmente nenhum atirador apareceu),no meio do nada.

A chuva não deu trégua durante a noite, mas nossa barraca não deixou a chuva entrar. Dormimos relativamente bem e sem nenhum sinal de vida por perto.

Difícil recomeço

Difícil recomeço

Estou ensaiando há dias para escrever aqui, mas acabo desistindo. Coisas para escrever há aos montes, mas me falta ânimo. Bom, primeiro as notícias rápidas:

– A viagem de férias (no condado, ou estado de Møre og Romsdal) foi um sucesso, apesar do tempo não ter sido bom todos os dias. Depois posto os relatos e fotos.

– Domingo passado recebi a resposta do Samordna Opptak, órgão que distribui vagas nas faculdades da Noruega: entrei na minha primeira opção, um ano acadêmico em espanhol! Fiquei super feliz, por que tinha lido que este curso era concorridíssimo, e estava começando a aceitar a idéia de ter que continuar no inglês, o que não seria má idéia, por que aí eu teria um bacharelado. Mas, as escolas da Noruega estão disputando professores de espanhol a tapas, por que este idioma é muito procurado por estudantes. Isto significa maiores oportunidades de emprego para mim no futuro. 

– Meu trabalho de verão continua. Minha chefe tinha me dito que eu teria esta semana livre, mas ontem ela me ligou perguntando se eu poderia trabalhar à tarde. Disse que sim, e agora estou com emprego novo que durará 4 semanas. Tenho que buscar meu colega (primeira pessoa do Afeganistão que conheci) bem longe, perto do aeroporto, e depois fazemos uma ‘via sacra’ por Trondheim.

– A reforma da nossa casa em Frøya está na reta final. Dá orgulho ver que a casa está cada vez mais bonita e com tudo funcionando, e isto tudo graças ao nosso trabalho, quase sem interferência de pessoas contratadas. Vai dar um aperto no coração ter que vendê-la, mas prefiro perder nosso cantinho a ter que voltar a morar em Frøya.

– Sábado agora vamos assistir à peça Spelet om Heilag Olav. Esta peça é uma dramatização dos acontecimentos que antecederam à batalha de Stiklestad, liderada pelo rei viking Olav Haraldsson no ano de 1030. O teatro é ao ar livre e fica em um lugar histórico Stiklestad – ou seja, a peça é encenada exatamente onde os fatos reais aconteceram! Lembro de ter visto fotos desta peça nos folhetos que recebi da embaixada da Noruega, nos meus velhos tempos de fã do a-ha, há mais de 15 anos. Ver ao vivo será uma experiência muito especial para mim.

E o vento levou

E o vento levou

Dia 5 de julho, domingo

De manhã fomos fazer uma caminhada de uma hora a um chalé chamado «Trim hytta» (chalé da boa forma). Escrevemos nossos nomes num livro e registramos que estivemos lá. No resto do dia meu marido trabalhou na casa enquanto eu relaxei e fiz trabalhos domésticos. O sol brilhou o dia todo, mas ventou muito, típico aqui da ilha.

Dia 6 de julho, segunda-feira

Que sensação maravilhosa foi acordar em plena segunda-feira sem despertador e sem precisar sair para trabalhar. Fomos fazer compras no centro do município e encontramos nossos sogros, que vieram nos visitar e ajudar no jardim. Eu e meu marido também compramos cascalho para jogar sobre uma parte do nosso quintal e no estacionamento. Eu e minha sogra passamos o dia tirando ervas daninhas dos lugares onde o cascalho será jogado, meu sogro aparou a grama e meu marido pintou o telhado. O mesmo tempo do dia anterior, com muito sol, mas vento. Meu marido cortou seu cabelo bem curtinho com máquina. De noite, churrasco antes de meus sogros irem embora. Recebi uma mensagem de texto da minha chefe dizendo que tem trabalho para mim na última semana de julho e nas duas primeiras de agosto. Fiquei super feliz, vou ter uma semana de folga do trabalho após a viagem e aí encerro as férias com muito trabalho antes de recomeçar a faculdade.