Måned: juni 2010

Chave de ouro

Chave de ouro

Agora são 7 hs da manhã aqui na Noruega, mais precisamente em Frøya. Hoje é meu último dia na escola e por conseguinte meu último dia no quartinho que aluguei. Então tive que levantar cedo, esvaziar o colchão inflável, empacotar saco de dormir, etc. Daqui a pouco vou pra escola e vou ter que levar um monte de coisa, pois pego o ônibus pra Trondheim logo depois de tocar o sinal na última aula. Ontem já levei o puff pra escola, ou seja, não sei como que vou conseguir chegar até o ônibus com tanta ‘muamba’.

Ontem haveria um show do Alexander Rybak, aquele que ganhou o MGP ano passado, para os alunos da escola, mas infelizmente o show teve que ser cancelado devido ao mau tempo (o moço ia vir de helicóptero). Coitados dos alunos que levaram bolo.

Ontem também fiquei sabendo que os alunos que fizeram prova escrita de inglês (na Noruega os alunos do ensino fundamental fazem só um exame escrito final e um sorteio determina de qual matéria vai ser o exame) tiraram as melhores notas em comparação aos que fizeram exames das outras matérias. Recebi muitos elogios e até flores como presente de despedida. Estou satisfeita com meu primeiro trabalho de professora na Noruega e ontem tive a prova de que meus chefes também ficaram muito satisfeitos. Um deles até falou que lamenta muito eu não poder continuar com eles no semestre que vem. Mas, bola pra frente, semestre que vem tem um novo desafio.
MC Cow

MC Cow

Encerrei minha curta passagem pela escola em Frøya – não vou mais precisar viajar para lá toda semana. Recebi duas das quatro notas das provas de espanhol – Dois reluzentes «A»! O tempo aqui está um horror, só chove, então para comemorar as boas notas e espantar a chuva, vou postar um comercial de chocolate daqui que parodia um dos maiores hits dos anos 90, «You Can’t Touch This», de MC Hammer:

Chave de ouro

Chave de ouro

Agora são 7 hs da manhã aqui na Noruega, mais precisamente em Frøya. Hoje é meu último dia na escola e por conseguinte meu último dia no quartinho que aluguei. Então tive que levantar cedo, esvaziar o colchão inflável, empacotar saco de dormir, etc. Daqui a pouco vou pra escola e vou ter que levar um monte de coisa, pois pego o ônibus pra Trondheim logo depois de tocar o sinal na última aula. Ontem já levei o puff pra escola, ou seja, não sei como que vou conseguir chegar até o ônibus com tanta ‘muamba’.

Ontem haveria um show do Alexander Rybak, aquele que ganhou o MGP ano passado, para os alunos da escola, mas infelizmente o show teve que ser cancelado devido ao mau tempo (o moço ia vir de helicóptero). Coitados dos alunos que levaram bolo.

Ontem também fiquei sabendo que os alunos que fizeram prova escrita de inglês (na Noruega os alunos do ensino fundamental fazem só um exame escrito final e um sorteio determina de qual matéria vai ser o exame) tiraram as melhores notas em comparação aos que fizeram exames das outras matérias. Recebi muitos elogios e até flores como presente de despedida. Estou satisfeita com meu primeiro trabalho de professora na Noruega e ontem tive a prova de que meus chefes também ficaram muito satisfeitos. Um deles até falou que lamenta muito eu não poder continuar com eles no semestre que vem. Mas, bola pra frente, semestre que vem tem um novo desafio.

Se melhorar, estraga

Se melhorar, estraga

Esta semana minha vida se resumiu a dormir, acordar, estudar, dormir, acordar e estudar. Finalmente ontem fiz minha última prova e agora é esperar as notas. Conforme escrevi na postagem passada, já tenho um emprego garantido para o semestre que vem. Eu estava na verdade esperando uma proposta da escola em que estou trabalhando em Frøya, mas como a tal da proposta não veio, eu acabei aceitando mesmo a da escola aqui perto.

Mas, não é que tinha mais uma surpresa guardadinha pra mim?

Terça-feira recebi um telefonema da minha professora de Literatura e Cultura de Países de Língua Espanhola. Ela perguntou se eu iria continuar estudando no semestre que vem e eu respondi que sim, que iria fazer ciências sociais.
Então ela diz:
– Que bom, por que tenho um convite pra te fazer. Você quer trabalhar conosco como estudante assistente do departamento de espanhol no semestre que vem?

Primeiro eu achei que estava sonhando e logo em seguida disse sim, claro que aceitaria o convite.
Depois ela me explicou que um requisito para ser estudante assistente é, claro, estar estudando, por isso que ela havia perguntado sobre os meus planos primeiro. O trabalho consistirá em dar aulas de prática e acompanhamento para estudantes que estão fazendo espanhol na faculdade.
Ainda não tenho muitos detalhes sobre quando e quantas horas vou trabalhar, mas só o fato de ter recebido o convite é absolutamente maravilhoso. Vou ter então trabalho a semana inteira, mas vou conseguir conciliar com os estudos.

Agora, ficou imaginando se eu tivesse aceitado a proposta de Frøya – não poderia ter aceitado esse emprego na NTNU! Deus escreve mesmo certo por linhas tortas. E essa não é a primeira vez que isso se comprova.
Está quase acabando!

Está quase acabando!

Há três dias da minha última prova na faculdade, 10 dias do meu último dia de trabalho em Frøya e dois meses da minha viagem ao Brasil (se meu visto sair a tempo – eu e meu marido estamos trabalhando no caso) arrumei um tempinho para dar uma passadinha aqui e escrever as últimas novidades. A maior delas é que já tenho garantido um emprego para depois das férias! 😀 Estive em uma entrevista um tempinho atrás e há algumas semanas recebi a resposta, vou dar aula de espanhol em uma escola não muito longe daqui, isto é, chega de viagens de barco e pernoites longe de casa. O emprego não é período integral e isso é ótimo, pois assim vou poder me dedicar à minha nova empreitada no mundo acadêmico: vou estudar ciências sociais, um ano, para poder dar aula de «samfunnsfag» (história, geografia, educação moral e cívica, etc.). Assim vou estar apta para lecionar três disciplinas, e isso aumenta as chances de empregos de período integral.

Semana passada fui a Frøya fazer proval oral de inglês junto com uma professora de outra escola, que foi a «sensor» (tipo uma juíza, ou uma pessoa neutra que discute a nota de cada aluno com a professora). Estava nervosa por causa da responsabilidade, mas no final deu tudo certo e eu aprendi como funciona esse processo de provas orais.

Há mais algumas semanas atrás ainda eu e o Morten fomos jantar com uma colega de faculdade minha que morou no Brasil por três anos e lá conheceu seu marido, ninguém mais ninguém menos que o primo do sobrinho de uma amigona que eu tenho no Brasil! O mundo é ou não é pequeno? Nós ficamos sabendo da tremenda coincidência quando ela me disse que o marido era de Brodósqui e quando eles estiveram lá ouviram falar de outra brasileira que tinha ido de mala e cuia para Frøya – só podia ter sido eu, pois estive em Brodósqui algumas vezes antes de vir pra cá.

A Copa está pra começar e a Noruega infelizmente não vai participar. Domingo passado o canal estatal daqui transmitiu o célebre jogo da copa de 1998 entre Noruega e Brasil, em que a Noruega ganhou. Detalhe, eles passaram o jogo na íntegra! Cada vez mais eu percebo como isso foi um acontecimento enorme para eles.

O Eurovision Song Contest em que a Noruega foi anfitriã foi um espetáculo excelente na minha opinião. Bem mais simples que a festa do ano passado realizada na Rússia, mas de maneira nenhuma menos especial. Uma falha da segurança permitiu que um espanhol torcedor do Barcelona (chamado de ‘culé’, aprendi na facul) invadisse o palco quando o Daniel Diges cantava a música da Espanha. A Espanha teve então direito de se apresentar de novo. A Alemanha acabou ganhando merecidamente, como eu suspeitava. Agora, o espetáculo maior foi o número de dança (inspirado no vídeo ‘Where the hell is Matt?‘) que uniu o público de quase todos os países europeus, as princesas da Noruega e até um solitário norueguês no meio do Mar do Norte. Aqui está o vídeo:




Deve haver mais um monte de pequenas novidades pairando por aí, mas quem disse que eu lembro? Agora tenho que voltar para as gramáticas, pragmáticas e análises sintáticas espanholas.

Se melhorar, estraga

Se melhorar, estraga

Esta semana minha vida se resumiu a dormir, acordar, estudar, dormir, acordar e estudar. Finalmente ontem fiz minha última prova e agora é esperar as notas. Conforme escrevi na postagem passada, já tenho um emprego garantido para o semestre que vem. Eu estava na verdade esperando uma proposta da escola em que estou trabalhando em Frøya, mas como a tal da proposta não veio, eu acabei aceitando mesmo a da escola aqui perto.

Mas, não é que tinha mais uma surpresa guardadinha pra mim?

Terça-feira recebi um telefonema da minha professora de Literatura e Cultura de Países de Língua Espanhola. Ela perguntou se eu iria continuar estudando no semestre que vem e eu respondi que sim, que iria fazer ciências sociais.
Então ela diz:
– Que bom, por que tenho um convite pra te fazer. Você quer trabalhar conosco como estudante assistente do departamento de espanhol no semestre que vem?

Primeiro eu achei que estava sonhando e logo em seguida disse sim, claro que aceitaria o convite.
Depois ela me explicou que um requisito para ser estudante assistente é, claro, estar estudando, por isso que ela havia perguntado sobre os meus planos primeiro. O trabalho consistirá em dar aulas de prática e acompanhamento para estudantes que estão fazendo espanhol na faculdade.
Ainda não tenho muitos detalhes sobre quando e quantas horas vou trabalhar, mas só o fato de ter recebido o convite é absolutamente maravilhoso. Vou ter então trabalho a semana inteira, mas vou conseguir conciliar com os estudos.

Agora, fico imaginando se eu tivesse aceitado a proposta de Frøya – não poderia ter aceitado esse emprego na NTNU! Deus escreve mesmo certo por linhas tortas. E essa não é a primeira vez que isso se comprova.

Está quase acabando!

Está quase acabando!

Há três dias da minha última prova na faculdade, 10 dias do meu último dia de trabalho em Frøya e dois meses da minha viagem ao Brasil (se meu visto sair a tempo – eu e meu marido estamos trabalhando no caso) arrumei um tempinho para dar uma passadinha aqui e escrever as últimas novidades. A maior delas é que já tenho garantido um emprego para depois das férias! 😀 Estive em uma entrevista um tempinho atrás e há algumas semanas recebi a resposta, vou dar aula de espanhol em uma escola não muito longe daqui, isto é, chega de viagens de barco e pernoites longe de casa. O emprego não é período integral e isso é ótimo, pois assim vou poder me dedicar à minha nova empreitada no mundo acadêmico: vou estudar ciências sociais, um ano, para poder dar aula de «samfunnsfag» (história, geografia, educação moral e cívica, etc.). Assim vou estar apta para lecionar três disciplinas, e isso aumenta as chances de empregos de período integral.

Semana passada fui a Frøya fazer proval oral de inglês junto com uma professora de outra escola, que foi a «sensor» (tipo uma juíza, ou uma pessoa neutra que discute a nota de cada aluno com a professora). Estava nervosa por causa da responsabilidade, mas no final deu tudo certo e eu aprendi como funciona esse processo de provas orais.

Há mais algumas semanas atrás ainda eu e o Morten fomos jantar com uma colega de faculdade minha que morou no Brasil por três anos e lá conheceu seu marido, ninguém mais ninguém menos que o primo do sobrinho de uma amigona que eu tenho no Brasil! O mundo é ou não é pequeno? Nós ficamos sabendo da tremenda coincidência quando ela me disse que o marido era de Brodósqui e quando eles estiveram lá ouviram falar de outra brasileira que tinha ido de mala e cuia para Frøya – só podia ter sido eu, pois estive em Brodósqui algumas vezes antes de vir pra cá.

A Copa está pra começar e a Noruega infelizmente não vai participar. Domingo passado o canal estatal daqui transmitiu o célebre jogo da copa de 1998 entre Noruega e Brasil, em que a Noruega ganhou. Detalhe, eles passaram o jogo na íntegra! Cada vez mais eu percebo como isso foi um acontecimento enorme para eles.

O Eurovision Song Contest em que a Noruega foi anfitriã foi um espetáculo excelente na minha opinião. Bem mais simples que a festa do ano passado realizada na Rússia, mas de maneira nenhuma menos especial. Uma falha da segurança permitiu que um espanhol torcedor do Barcelona (chamado de ‘culé’, aprendi na facul) invadisse o palco quando o Daniel Diges cantava a música da Espanha. A Espanha teve então direito de se apresentar de novo. A Alemanha acabou ganhando merecidamente, como eu suspeitava. Agora, o espetáculo maior foi o número de dança (inspirado no vídeo ‘Where the hell is Matt?‘) que uniu o público de quase todos os países europeus, as princesas da Noruega e até um solitário norueguês no meio do Mar do Norte. Aqui está o vídeo:

Deve haver mais um monte de pequenas novidades pairando por aí, mas quem disse que eu lembro? Agora tenho que voltar para as gramáticas, pragmáticas e análises sintáticas espanholas.

Solidariedade com os palestinos em Gaza e todos que necessitam de ajuda e não a conseguem

Solidariedade com os palestinos em Gaza e todos que necessitam de ajuda e não a conseguem

Sobre Todas As Coisas
Chico Buarque & Edu Lobo

Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus

Ao Nosso Senhor
Pergunte se Ele produziu nas trevas o esplendor
Se tudo foi criado – o macho, a fêmea, o bicho, a flor
Criado pra adorar o Criador

E se o Criador
Inventou a criatura por favor
Se do barro fez alguém com tanto amor
Para amar Nosso Senhor

Não, Nosso Senhor
Não há de ter lançado em movimento terra e céu
Estrelas percorrendo o firmamento em carrossel
Pra circular em torno ao Criador

Ou será que o deus
Que criou nosso desejo é tão cruel
Mostra os vales onde jorra o leite e o mel
E esses vales são de Deus

Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus