Måned: juli 2010

Olha o que me espera

Olha o que me espera

Recebi esse texto por email. Tragicômico!

O SEGREDO



Um médico saiu pra caminhar e viu essa velhinha da foto sentada num banco fumando um cigarrinho.
Se aproximou e perguntou:

«Se nota que é tão feliz…..qual é seu segredo??
Ela respondeu:
«Sou PROFESSORA, durmo às 3 da manhã corrigindo provas e planejando atividades, me levanto às 6 da manhã.
Nos fins de semana não pratico nenhuma atividade física, não me divirto. Trabalho fazendo projetos, corrigindo mais provas, revisando exercícios ou atualizando meu blog!!! Todo final de semana, sábado, domingo e se a segunda é feriado, também.
Não tomo café, não almoço e nem janto direito porque não dá tempo.
O doutor então exclamou:
– «Mas isso é extraordinário. Quantos anos a senhora tem??

– 39, lhe respondeu a velhinha!

Contagem regressiva

Contagem regressiva

Tempo eu até tenho tido, mas ando tão ansiosa por causa da nossa viagem que eu não consigo me concentrar e terminar de escrever uma postagem. O tempo tem estado ótimo por aqui. No final de semana passado fomos até uma ilha chamada Munkholmen, a ilha dos monges e tomamos muito sol. Na ilha há ruínas de um mosteiro e também lugares excelentes para tomar sol e banho de mar. Meu marido tomou o primeiro banho de mar do ano.

Nesta semana houve muitos eventos bacanas aqui em Trondheim. Entre eles um festival de comida onde se podia saborear várias iguarias vindas de todos os municípios da região e uma feira histórica nos arredores da Catedral de Nidaros onde se podia comprar vários artefatos da era medieval e observar escultores trabalhando em estátuas que irão decorar a catedral. A cidade está fervendo de turistas. Este é o meu primeiro verão aqui desde que me mudei de Klæbu e a cada dia que passa percebo como eu gosto de morar aqui. Já ouvi de mais de uma pessoa que Trondheim é uma cidade ótima para se morar e trabalhar e muita gente que foi tentar a vida na capital da Noruega, Oslo, acabou voltando para cá.

Ontem tiramos o dia para comprar as últimas coisinhas que faltavam para a viagem, visitamos avós maternos, avós paternos, tios, primos e terminamos o dia com um jantar oferecido pelos meus sogros. Eles não param de repetir queriam muito ir com a gente de novo desta vez, acho muito fofo eles expressarem tanto o quanto eles adoraram conhecer minha família, meus amigos e meu país. Agora falta muito pouco para pisar em terras brasileiras depois de 1 ano e meio. Vai ser também a primeira vez que viajo para o Brasil com o Morten, já que na primeira vez ele foi sozinho e eu ainda morava lá e na segunda vez eu fui sozinha antes dele.

Mario Benedetti – Da Gente Que Eu Gosto

Mario Benedetti – Da Gente Que Eu Gosto

Texto lindíssimo do escritor uruguaio Mario Benedetti (1920-2009)

DA GENTE QUE EU GOSTO

Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz.

Eu gosto de gente com capacidade para assumir as conseqüências de suas ações, de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite, abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus.

Eu gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma, mas que não se esquece de que somos todos humanos e podemos nos equivocar.

Eu gosto da gente que acha que o trabalho em grupo entre amigos produz mais que os caóticos esforços individuais.

Eu gosto da gente que sabe a importância da alegria.

Eu gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a quaisquer decisões de um superior.

Eu gosto da gente de critério, a que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo.

Eu gosto da gente que, ao reconhecer seus próprios erros, se esforça genuinamente para não cometê-los novamente.

Eu gosto da gente capaz de me criticar construtivamente e cara a cara. Estas pessoas eu chamo de meus amigos.

Eu gosto da gente fiel e persistente, que não desanima quando se trata de alcançar idéias e objetivos.

Com esse tipo de gente eu me comprometo a fazer seja o que for, pois ter esse tipo de gente ao meu lado me faz sentir bem recompensado.

Nem tudo é só estresse

Nem tudo é só estresse

Como a postagem anterior ficou muito longa, resolvi escrever uma nova para contar o que mais anda acontecendo por aqui além da agonia do visto, que teve um final feliz.

Há alguns meses atrás, passeando por um brechó achei um vestido de festa lindo e resolvi comprá-lo. Teremos um casamento em outubro e eu ia comprar o vestido no Brasil, mas quando vi esse vestido que comprei, me apaixonei. Ele não é exatamente do meu tamanho, então juntei muita força de vontade e comecei a treinar e fazer um regime. Estou indo bem, já consigo fazer longas caminhadas e até estou correndo algumas vezes. Vamos ver o que vai acontecer em outubro, se o vestido entra ou não entra.

Semana passada uma amiga nossa que trabalha de guia na catedral de Nidaros nos convidou para visitar a catedral e ela seria nossa guia particular. Adoramos, ela contou histórias interessantíssimas e para terminar ainda subimos em uma das torres da catedral. Me senti num filme de terror, pois a escadinha era muito estreita e em formado de caracol e a torre era altíssima. Não recomendaria esse passeio para claustrofóbicos. De lá de cima tivemos uma vista maravilhosa de Trondheim.

Nesse final de semana que passou fomos num chalé visitar nossos padrinhos de casamento e a filhinha deles. O tempo não ajudou, mas conseguimos relaxar e nos divertir.

Recebi todas as minhas notas: Foram três A e um B – estou muito satisfeita e, porque não, orgulhosa de mim mesma. Já estou comprando alguns livros usados do curso de Ciências Sociais e estou percebendo que não vou sentir falta de leitura. São livros gigantes.

Hoje tive uma surpresa. Uma amiga me avisou que uma foto minha estava no site da NTNU, na página do curso de espanhol. Eu lembro que um fotógrafo havia tirado fotos nossas durante uma aula há alguns meses, mas eu nunca imaginei que eu estaria na foto do site. Para ver a página, clique aqui.
Minha nada mole vida de imigrante – uma saga sem data para terminar

Minha nada mole vida de imigrante – uma saga sem data para terminar

Acabo de chegar da polícia e posso finalmente respirar aliviada – tenho em mãos meu passaporte com o visto permanente colado. Este é o desfecho de uma batalha longa, cansativa e que nos deixou em estado de tensão durante quase um mês inteiro.

Tudo começou em março, quando nós compramos as passagens pro Brasil. Geralmente é mais barato comprar com antecedência e além do mais eu tinha certeza de que meu visto sairia antes da viagem, em agosto próximo. Para garantir que meu visto sairia a tempo, dei entrada nos papéis no final de março, quando na verdade poderia ter dado entrada no final de maio. A policial que me atendeu disse que não haveria problemas e que meu visto sairia antes de agosto. Na Noruega não é permitido que imigrantes viajem para fora da Noruega enquanto esperam por um visto.

No início de junho meu marido telefonou para a polícia só para saber como estava o andamento do processo. Para nossa total decepção, a atendente ficou até chocada com a pergunta: «Vocês deram entrada no visto em março e já esperam que ele seja concedido? Impossível, o processo costuma demorar de 7 a 9 meses.» Preocupados pelo fato de não receber o visto como estávamos esperando, o Morten resolveu escrever uma carta à polícia solicitando que meu requerimento tivesse prioridade. Como justificativa, ele escreveu que eu não fui ao Brasil ano passado quando meu avô faleceu por motivos financeiros e que havia esperado até agora para poder ir. Enviamos a carta e dois dias depois veio a resposta: meu requerimento não teria prioridade por que o motivo não era plausível o suficiente. Ficamos muito chateados, a nossa tão esperada viagem ao Brasil parecia que não iria se realizar. Eu não tive coragem de contar para o meu pai.

Mas, meu marido não se conformou com essa resposta e telefonou para a polícia novamente. Ele conseguiu falar com o funcionário que assinou a decisão e expôs todos os motivos e dificuldades que tivemos ano passado e que impossibilitaram minha ida ao Brasil em ocasião do falecimento do vovô – não havíamos vendido a casa, eu acabara de começar em um novo emprego, faculdade, etc. Um outro motivo citado foi o fato de que meu visto sempre vence exatamente no meio de junho, e como eu tenho que dar entrada em abril/maio, acabo sempre tendo que ficar na Noruega para esperar a decisão. Junho, julho e agosto são os meses de férias de verão por aqui e para o meu marido também é difícil tirar férias em outros meses do ano. O funcionário pareceu ter compreendido melhor o nosso caso. Ele sugeriu que o Morten enviasse uma outra carta pedindo que o caso tivesse prioridade novamente. Depois de quatro horas de trabalho, a carta ficou pronta e a enviamos. Dois dias depois recebi um telefonema da polícia: meu visto havia sido concedido e eu teria que entregar meu passaporte na polícia. Na terça-feira passada entreguei meu passaporte e acabo de recebê-lo com o visto permanente colado.

Porém, isso não significa que minha saga de imigrante tenha chegado ao fim. Meu passaporte vence em abril do ano que vem e por isso vou ter que solicitar uma nova etiqueta no novo passaporte quando renová-lo. Além do mais, tenho que me apresentar à polícia a cada 2 anos para provar que ainda moro na Noruega. Em dezembro posso entrar com pedido de cidadania norueguesa se eu quiser e creio que vou acabar fazendo isso, pois recebi confirmação da embaixada brasileira aqui que é permitido ter dupla cidadania. O bom de se pedir a cidadania é que eu posso viajar para fora da Noruega enquanto espero o visto sair e com passaporte norueguês não vou precisar me apresentar na polícia a cada 2 anos. Ainda vou ter que pegar muita fila e driblar a burocracia dos dois países até regularizar minha situação de imigrante. Essa vitória eu devo primeiro a Deus e ao meu marido jornalista que escreveu cartas impecáveis e conseguiu convencer o funcionário da UDI. Eu jamais teria conseguido sozinha.

Nem tudo é só estresse

Nem tudo é só estresse

Como a postagem anterior ficou muito longa, resolvi escrever uma nova para contar o que mais anda acontecendo por aqui além da agonia do visto, que teve um final feliz.

Há alguns meses, passeando por um brechó achei um vestido de festa lindo e resolvi comprá-lo. Teremos um casamento em outubro e eu ia comprar o vestido no Brasil, mas quando vi esse vestido que comprei, me apaixonei. Ele não é exatamente do meu tamanho, então juntei muita força de vontade e comecei a treinar e fazer um regime. Estou indo bem, já consigo fazer longas caminhadas e até estou correndo algumas vezes. Vamos ver o que vai acontecer em outubro, se o vestido entra ou não entra.

Semana passada uma amiga nossa que trabalha de guia na catedral de Nidaros nos convidou para visitar a catedral e ela seria nossa guia particular. Adoramos, ela contou histórias interessantíssimas e para terminar ainda subimos em uma das torres da catedral. Me senti num filme de terror, pois a escadinha era muito estreita e em formato de caracol e a torre era altíssima. Não recomendaria esse passeio para claustrofóbicos. De lá de cima tivemos uma vista maravilhosa de Trondheim.

Nesse final de semana que passou fomos num chalé visitar nossos padrinhos de casamento e a filhinha deles. O tempo não ajudou, mas conseguimos relaxar e nos divertir.

Recebi todas as minhas notas: Foram três A e um B – estou muito satisfeita e, porque não, orgulhosa de mim mesma. Já estou comprando alguns livros usados do curso de Ciências Sociais e estou percebendo que não vou sentir falta de leitura. São livros gigantes.

Hoje tive uma surpresa. Uma amiga me avisou que uma foto minha estava no site da NTNU, na página do curso de espanhol. Eu lembro que um fotógrafo havia tirado fotos nossas durante uma aula há alguns meses, mas eu nunca imaginei que eu estaria na foto do site. Para ver a página, clique aqui.

Minha nada mole vida de imigrante – uma saga sem data para terminar

Minha nada mole vida de imigrante – uma saga sem data para terminar

Acabo de chegar da polícia e posso finalmente respirar aliviada – tenho em mãos meu passaporte com o visto permanente colado. Este é o desfecho de uma batalha longa, cansativa e que nos deixou em estado de tensão durante quase um mês inteiro.

Tudo começou em março, quando nós compramos as passagens pro Brasil. Geralmente é mais barato comprar com antecedência e além do mais eu tinha certeza de que meu visto sairia antes da viagem, em agosto próximo. Para garantir que meu visto sairia a tempo, dei entrada nos papéis no final de março, quando na verdade poderia ter dado entrada no final de maio. A policial que me atendeu disse que não haveria problemas e que meu visto sairia antes de agosto. Na Noruega não é permitido que imigrantes viajem para fora da Noruega enquanto esperam por um visto.

No início de junho meu marido telefonou para a polícia só para saber como estava o andamento do processo. Para nossa total decepção, a atendente ficou até chocada com a pergunta: «Vocês deram entrada no visto em março e já esperam que ele seja concedido? Impossível, o processo costuma demorar de 7 a 9 meses.» Preocupados pelo fato de não receber o visto como estávamos esperando, o Morten resolveu escrever uma carta à polícia solicitando que meu requerimento tivesse prioridade. Como justificativa, ele escreveu que eu não fui ao Brasil ano passado quando meu avô faleceu por motivos financeiros e que havia esperado até agora para poder ir. Enviamos a carta e dois dias depois veio a resposta: meu requerimento não teria prioridade por que o motivo não era plausível o suficiente. Ficamos muito chateados, a nossa tão esperada viagem ao Brasil parecia que não iria se realizar. Eu não tive coragem de contar para o meu pai.

Mas, meu marido não se conformou com essa resposta e telefonou para a polícia novamente. Ele conseguiu falar com o funcionário que assinou a decisão e expôs todos os motivos e dificuldades que tivemos ano passado e que impossibilitaram minha ida ao Brasil em ocasião do falecimento do vovô – não havíamos vendido a casa, eu acabara de começar em um novo emprego, faculdade, etc. Um outro motivo citado foi o fato de que meu visto sempre vence exatamente no meio de junho, e como eu tenho que dar entrada em abril/maio, acabo sempre tendo que ficar na Noruega para esperar a decisão. Junho, julho e agosto são os meses de férias de verão por aqui e para o meu marido também é difícil tirar férias em outros meses do ano. O funcionário pareceu ter compreendido melhor o nosso caso. Ele sugeriu que o Morten enviasse uma outra carta pedindo que o caso tivesse prioridade novamente. Depois de quatro horas de trabalho, a carta ficou pronta e a enviamos. Dois dias depois recebi um telefonema da polícia: meu visto havia sido concedido e eu teria que entregar meu passaporte na polícia. Na terça-feira passada entreguei meu passaporte e acabo de recebê-lo com o visto permanente colado.

Porém, isso não significa que minha saga de imigrante tenha chegado ao fim. Meu passaporte vence em abril do ano que vem e por isso vou ter que solicitar uma nova etiqueta no novo passaporte quando renová-lo. Além do mais, tenho que me apresentar à polícia a cada 2 anos para provar que ainda moro na Noruega. Em dezembro posso entrar com pedido de cidadania norueguesa se eu quiser e creio que vou acabar fazendo isso, pois recebi confirmação da embaixada brasileira aqui que é permitido ter dupla cidadania. O bom de se pedir a cidadania é que eu posso viajar para fora da Noruega enquanto espero o visto sair e com passaporte norueguês não vou precisar me apresentar na polícia a cada 2 anos. Ainda vou ter que pegar muita fila e driblar a burocracia dos dois países até regularizar minha situação de imigrante. Essa vitória eu devo primeiro a Deus e ao meu marido jornalista que escreveu cartas impecáveis e conseguiu convencer o funcionário da UDI. Eu jamais teria conseguido sozinha.