Måned: september 2010

Corra, Raquel, corra!

Corra, Raquel, corra!

Minha nova rotina de professora + estudante + estudante assistente não está fácil. Passo praticamente o dia inteiro na escola e na faculdade em alguns dias e nos dias mais tranquilos tento estudar – a bibliografia é imensa – e fazer o serviço doméstico. Por isso, tive que tomar uma medida drástica para conseguir continuar nesse pique frenético. Resolvi me matricular na academia da universidade e estou conseguindo malhar duas vezes por semana. Aqui em Trondheim, estudantes da NTNU podem malhar e praticar esportes nos seus dois centros esportivos por somente 200 reais por ano! As academias particulares aqui não cobram menos de 100 reais por mês. Eu sempre detestei correr, mas agora estou correndo na esteira alguns minutos. O objetivo é melhorar meu condicionamento físico e entrar em forma aos pouquinhos.

Na escola onde trabalho estou me adaptando, já decorei os nomes de quase todos os alunos – tenho cerca 60 ao todo, e ontem fiquei sabendo da boca de um dos diretores que eles estão muito satisfeitos com meu trabalho. Estou gostando muito de trabalhar ali, o ambiente é muito agradável, não tem preconceitos – as duas faxineiras da escola almocam na mesma sala que os outros funcionários, enfim, se depender de mim vou trabalhar ali por muito tempo.

Há algumas semanas participei de um treinamento contra incêndio promovido pela empresa da qual alugamos nosso apartamento. Finalmente aprendi o que fazer para apagar um incêndio e também o que não fazer.
Estou na faculdade agora enrolando depois do almoco, mas preciso comecar a escrever um trabalho de historia. No meio dessa enrolacão acabei me deparando com alguns blogs de brasileiras morando aqui e fiquei muito irritada em ver a quantidade de críticas que algumas despejam sobre os noruegueses e seus hábitos. Já vai fazer 4 anos que eu estou aqui e quando cheguei eu tinha o (mau) hábito de falar que no Brasil tudo é melhor, mas hoje já não penso assim. Claaaro que tem coisas melhores lá, mas tem muita coisa melhor aqui também! Então, vocês que leem blogs de brasileiros morando aqui e não moram na Noruega, uma advertência: não acreditem em tudo o que leem, deixem para tirar suas próprias conclusões quando vocês mesmos tiverem a oportunidade de conhecer a Noruega. E creio que muita gente que critica tanto faz isso por que realmente não tem muito o mais o que fazer. Vai um trabalhinho de história aí?
Corra, Raquel, corra!

Corra, Raquel, corra!

Minha nova rotina de professora + estudante + estudante assistente não está fácil. Passo praticamente o dia inteiro na escola e na faculdade em alguns dias e nos dias mais tranquilos tento estudar – a bibliografia é imensa – e fazer o serviço doméstico. Por isso, tive que tomar uma medida drástica para conseguir continuar nesse pique frenético. Resolvi me matricular na academia da universidade e estou conseguindo malhar duas vezes por semana. Aqui em Trondheim, estudantes da NTNU podem malhar e praticar esportes nos seus dois centros esportivos por somente 200 reais por ano! As academias particulares aqui não cobram menos de 100 reais por mês. Eu sempre detestei correr, mas agora estou correndo na esteira alguns minutos. O objetivo é melhorar meu condicionamento físico e entrar em forma aos pouquinhos.

Na escola onde trabalho estou me adaptando, já decorei os nomes de quase todos os alunos – tenho cerca 60 ao todo, e ontem fiquei sabendo da boca de um dos diretores que eles estão muito satisfeitos com meu trabalho. Estou gostando muito de trabalhar ali, o ambiente é muito agradável, não tem preconceitos – as duas faxineiras da escola almocam na mesma sala que os outros funcionários, enfim, se depender de mim vou trabalhar ali por muito tempo.

Há algumas semanas participei de um treinamento contra incêndio promovido pela empresa da qual alugamos nosso apartamento. Finalmente aprendi o que fazer para apagar um incêndio e também o que não fazer.
Estou na faculdade agora enrolando depois do almoco, mas preciso comecar a escrever um trabalho de historia. No meio dessa enrolacão acabei me deparando com alguns blogs de brasileiras morando aqui e fiquei muito irritada em ver a quantidade de críticas que algumas despejam sobre os noruegueses e seus hábitos. Já vai fazer 4 anos que eu estou aqui e quando cheguei eu tinha o (mau) hábito de falar que no Brasil tudo é melhor, mas hoje já não penso assim. Claaaro que tem coisas melhores lá, mas tem muita coisa melhor aqui também! Então, vocês que leem blogs de brasileiros morando aqui e não moram na Noruega, uma advertência: não acreditem em tudo o que leem, deixem para tirar suas próprias conclusões quando vocês mesmos tiverem a oportunidade de conhecer a Noruega. E creio que muita gente que critica tanto faz isso por que realmente não tem muito o mais o que fazer. Vai um trabalhinho de história aí?
Das férias direto para o turbilhão

Das férias direto para o turbilhão

Hoje faz duas semanas que voltei das minhas férias de três semanas no Brasil. Três semanas podem parecer muito tempo, mas para mim foi muito pouco. Não tive tempo de fazer quase nada do que eu tinha planejado, não pude reencontrar todos os amigos, enfim, vim embora querendo ficar no mínimo mais umas 3 semanas. Mas, se Deus assim permitir ano que vem estarei lá de novo – e desta vez para ficar no mínimo 1 mês.

A viagem em geral foi bastante agradável, pois tivemos tempo de descansar na praia ao mesmo tempo em que ajudamos minha família com uma série de pequenas tarefas. Na viagem de ida, uma coisa desagradável nos aconteceu – uma de nossas malas foi furtada no aeroporto de Oslo, na Noruega! Mais uma prova de que, apesar da história de que a Noruega é o melhor país do mundo para se viver, a segurança ainda está deixando muito a desejar. Felizmente temos seguro de viagem, assim há uma grande chance de recuperar o prejuízo.

Consegui finalmente fazer a transcrição da minha certidão de casamento na Noruega em um cartório de São Paulo – agora posso tirar todos os meus documentos brasileiros no meu nome de casada. Regularizei também minha situação eleitoral e já dei entrada no pedido de renovação do meu passaporte junto à Embaixada do Brasil em Oslo. Estava com medo de não conseguir renovar o passaporte, que vence logo e não poder viajar pro Brasil da próxima vez. Estou muito feliz de estar quase terminando de resolver essas chatíssimas pendências burocráticas. Meu visto permanente já está concedido, nome de casada registrado, passaporte…

De volta à Noruega, mal tive tempo de me readaptar e descansar entre férias e trabalho/estudo. Comecei no emprego novo de professora de espanhol (e inglês também, fiquei sabendo depois), comecei a faculdade de ciências sociais e também comecei como estudante assistente do departamento de espanhol dois dias depois de desembarcar. Ou seja, não vai faltar coisa para fazer. Mas, temos o objetivo de voltar ao Brasil ano que vem e outros planos, de modo que trabalhar muito e ganhar meu próprio dinheirinho é tudo de bom. Agora posso sim gritar aos quatro ventos que «vim, vi e venci» – tenho meu tão sonhado emprego de professora de idiomas, estou acumulando pontos na faculdade e estou integrada na sociedade norueguesa por falar o idioma e ter aprendido o modo de vida deles. Os desafios vão continuar vindo, mas é isso que dá sentido à vida.

Na foto, eu, papai e Morten no segundo dia da viagem matando saudade da água de coco.
Das férias direto para o turbilhão

Das férias direto para o turbilhão

Hoje faz duas semanas que voltei das minhas férias de três semanas no Brasil. Três semanas podem parecer muito tempo, mas para mim foi muito pouco. Não tive tempo de fazer quase nada do que eu tinha planejado, não pude reencontrar todos os amigos, enfim, vim embora querendo ficar no mínimo mais umas 3 semanas. Mas, se Deus assim permitir ano que vem estarei lá de novo – e desta vez para ficar no mínimo 1 mês.

A viagem em geral foi bastante agradável, pois tivemos tempo de descansar na praia ao mesmo tempo em que ajudamos minha família com uma série de pequenas tarefas. Na viagem de ida, uma coisa desagradável nos aconteceu – uma de nossas malas foi furtada no aeroporto de Oslo, na Noruega! Mais uma prova de que, apesar da história de que a Noruega é o melhor país do mundo para se viver, a segurança ainda está deixando muito a desejar. Felizmente temos seguro de viagem, assim há uma grande chance de recuperar o prejuízo.

Consegui finalmente fazer a transcrição da minha certidão de casamento na Noruega em um cartório de São Paulo – agora posso tirar todos os meus documentos brasileiros no meu nome de casada. Regularizei também minha situação eleitoral e já dei entrada no pedido de renovação do meu passaporte junto à Embaixada do Brasil em Oslo. Estava com medo de não conseguir renovar o passaporte, que vence logo e não poder viajar pro Brasil da próxima vez. Estou muito feliz de estar quase terminando de resolver essas chatíssimas pendências burocráticas. Meu visto permanente já está concedido, nome de casada registrado, passaporte…

De volta à Noruega, mal tive tempo de me readaptar e descansar entre férias e trabalho/estudo. Comecei no emprego novo de professora de espanhol (e inglês também, fiquei sabendo depois), comecei a faculdade de ciências sociais e também comecei como estudante assistente do departamento de espanhol dois dias depois de desembarcar. Ou seja, não vai faltar coisa para fazer. Mas, temos o objetivo de voltar ao Brasil ano que vem e outros planos, de modo que trabalhar muito e ganhar meu próprio dinheirinho é tudo de bom. Agora posso sim gritar aos quatro ventos que «vim, vi e venci» – tenho meu tão sonhado emprego de professora de idiomas, estou acumulando pontos na faculdade e estou integrada na sociedade norueguesa por falar o idioma e ter aprendido o modo de vida deles. Os desafios vão continuar vindo, mas é isso que dá sentido à vida.

Na foto, eu, papai e Morten no segundo dia da viagem matando saudade da água de coco.