Måned: mars 2011

Semanas turbulentas

Semanas turbulentas

Estou passando por aqui somente para dar uma atualizada no blog. Nas últimas semanas tenho estado ocupada com um trabalho de faculdade de ciências políticas. Amanhã vou entregá-lo. Agora tenho duas semanas para entregar um outro trabalho, de sociologia. Vou escrever sobre a instituição do casamento relacionada com duas teorias sociológicas. Na verdade não me decidi totalmente sobre o que escrever, mas amanhã eu preciso de qualquer maneira começar a colocar alguma coisa no papel. Serão 4500 palavras, não é pouca coisa. Mas, depois de entregar esse trabalho vou poder relaxar os ombros um pouco e vamos ter as férias de Páscoa. Folga durante 8 dias.

O tempo em Trondheim esta semana está horrível. Nem nos meus tempos de Frøya eu vi um tempo tão horroroso que nem esse. Chove, neva, chove granizo e o vento parece que vai carregar a gente. As ruas estão salpicadas de guarda-chuvas quebrados. Dizem que a primavera começa em março, mas este ano parece que a primavera vai demorar umas semanas para dar o sinal de sua graça.

O Morten teve que ir para o exército na segunda-feira e voltou hoje, quinta. Acho que já comentei, na Noruega os homens e mulheres que serviram o exército aos 20 anos são convocados para treinamento uma vez por ano, ou a cada dois anos. E ninguém escapa. No Brasil sempre ouvi falar do tal ‘jeitinho brasileiro’, de alguém que conhecia alguém no exército que arrumava um jeito de dar dispensa ao espertinho. Morten me contou que um sujeito não apareceu no dia marcado e a polícia foi buscá-lo no trabalho. Depois ele ainda teve que ir a um interrogatório para explicar por que havia faltado ao treinamento. Tenho várias coisas sobre a estrutura social e política da Noruega para contar, preciso arrumar tempo para fazer postagens sobre esses temas.

Há algumas semanas um fotógrafo esteve na escola onde trabalho para tirar fotos dos alunos e dos funcionários. Esta semana eu recebi de presente a foto minha sozinha e a foto junto com todos os funcionários da escola. Gostei das duas fotos e vou guardá-las de recordação.

Sei que ainda tenho que terminar os diários da viagem a Paris, mas como já disse antes tenho que fazer o trabalho.

Férias de inverno na cidade luz parte II

Férias de inverno na cidade luz parte II

Segundo dia de viagem, sábado 19 de fevereiro

Já havíamos decidido que nessa viagem iríamos aproveitar cada segundo, então acordamos bem cedo para tomar café-da-manhã e logo sair para ver Paris. Nossa meta para a primeira parte do dia era subir no topo da Torre Eiffel. Mas, para nossa decepção estava chovendo e, ao avistar o topo da torre do solo vimos que estava rodeada de neblina, o que provavelmente estaria bloqueando a vista. Resolvemos adiar a visita ao topo para o dia seguinte, domingo. Mas, não perdemos a oportunidade de tirar fotos em frente à Torre e também no Trocadero, que fica logo em frente.


Em razão da chuva, resolvemos tirar o dia para visitar o Museu do Louvre. Lá fomos nós consultar nosso mapa salvador do metrô de Paris e pouco depois chegamos ao museu. Compramos um bilhete chamado Paris Visite, que dava acesso livre a todos os transportes públicos na zona metropolitana de Paris durante 3 dias. O Louvre é gigantesco e maravilhoso por fora e por dentro. A pirâmide, que criou polêmica na época de sua construção realmente é esquisita no meio de construções antigas, mas já virou marca registrada. Há um rígido controle de segurança na entrada e avistamos até soldados do exército com metralhadoras em punho, não só no Louvre mas em outros pontos da cidade. Parece que a ameaça de um eventual ataque terrorista infelizmente paira sobre Paris. Passamos algumas horas vislumbrando algumas das milhares obras de arte e tesouros arqueológicos que fazem parte do acervo do museu e, claro não saímos de lá sem ver a Mona Lisa.


Voltamos para o hotel e nos arrumamos para ir jantar. Escrevemos uma lista com endereços de restaurantes que pareciam interessantes (levamos dois guias que emprestamos da biblioteca) e resolvemos jantar no primeiro que visitamos, um restaurante chamado Ma Bourgogne em uma praça que se chama Place des Vosges. Aliás, já era um pouco tarde e o lugar estava meio deserto. A escuridão, a chuva, a ausência de gente e os prédios e arcos antigos nos proporcionaram a sensação de viajar no tempo. Foi provavelmente a memória mais marcante da viagem, o passeio por aquela praça cheia de história e charme. O Morten estava decidido a experimentar a iguaria francesa mais conhecida: escargots. Eu não me atrevi. Ele adorou, e eu experimentei Foie Gras. De sobremesa, provei pela primeira vez outra iguaria francesa: créme brulée. Estava divino. Foi um jantar muito romântico, os garçons desta vez foram muito gentis e gostamos de tudo.
Louvre
Vênus de Milo

Escargots

Créme Brulée
Férias de inverno na cidade luz parte I

Férias de inverno na cidade luz parte I

Em janeiro, logo depois do Ano Novo e meio desanimados por ter que enfrentar mais 3 meses de inverno e escuridão, eu e o Morten conversamos sobre fazer uma pequena viagem que não custasse muito para espairecer nas férias de inverno (última semana de fevereiro). Pensamos a princípio em Praga na República Tcheca, primeiro por que há voos diretos daqui de Trondheim e segundo por que há muitas ofertas de pacotes baratinhos para lá. Pouco depois, vimos um comercial da SAS que prometia descontos vantajosos para vários destinos na Europa. Eis que meu marido, depois de algumas horas na internet pesquisando preços me pergunta: «E se a gente fosse para Paris?». Paris era uma cidade que eu pensei que fosse conhecer daqui a uns bons anos, por que não é necessariamente por que se mora na Europa que qualquer um tem condições de ir para todo o canto a hora que quiser. Eu tinha planejado em aprender um pouquinho de francês e pesquisar mais sobre a história da cidade antes de cogitar uma viagem para lá. Mas, não deu tempo. Encontramos passagens baratas, um hotel razoável e de repente estávamos de viagem marcada para a cidade luz.
Primeiro dia da viagem, sexta-feira 18 de fevereiro

Acordamos às 3:30 da madrugada, tomamos um café rapidinho e saímos para pegar o ônibus para o aeroporto de Trondheim às 4:15 hs. Nosso voo para Oslo saiu às 6:10. De Oslo pegamos outro avião com destino à Paris. Aterrissamos às 10:20 hs da manhã.
Eu fiz o possível para juntar informações sobre a cidade nas semanas que antecederam à viagem e consegui traçar um roteiro para se chegar ao nosso hotel usando trem e metrô. E deu certo! Nossa primeira impressão sobre os transportes públicos em Paris foi muito boa. Há 12 linhas de metrô, trens para os aeroportos e trens para as cidades vizinhas. Nós levamos um mapa do metrô e com a ajuda dele chegamos ao hotel, deixamos as malas e saímos para conhecer a cidade. Primeiro paramos para almoçar em um pequeno restaurante chamado L’Europe. De lá caminhamos pela Cours de Vincennes e chegamos à Place de la Nation, a mais antiga de Paris. Passeamos pelo Boulevard Diderot, paramos para ver a Gare de Lyon e pegamos o metrô para ver a Torre Eiffel de noite. Chegando perto da torre tivemos o (des)prazer de encontrar alguns dos habitantes mais célebres de Paris: ratos! Eles atravessaram nosso caminho e eram gigantescos! Paramos em um café que fica do lado da torre e ali tivemos a primeira experiência negativa com o atendimento francês. O garçom nos serviu e logo já nos trouxe a conta, sem que nós a tivéssemos pedido. Meu marido pagou, mas quis pedir algo mais Ele tinha praticado em francês, mas o garçom não fez o mínimo esforço para entender. No final, ele veio com o pedido e a conta junto. Engraçado que quando fomos embora e deixamos o dinheiro na mesa ele demorou séculos para ir buscá-lo. A Torre fica toda iluminada quando anoitece, mas o que nós não sabíamos era que em intervalos de cerca de 10 minutos há uma iluminação ainda mais especial na torre, parecida com fogos de artifício. Uma bela surpresa para encerrar a noite.


Cours de Vincennes

Torre Eiffel by night