Måned: april 2011

Férias de inverno na cidade luz parte IV

Férias de inverno na cidade luz parte IV

Quarto dia da viagem, segunda-feira 21 de fevereiro:

Nosso último dia inteiro em Paris e tínhamos muitos lugares para ver na nossa lista. Ao deixar o hotel paramos na agência dos correios logo ao lado para enviar cartões postais para a família na Noruega e no Brasil. O sol deu o ar de sua graça, apesar de ainda estar friozinho. Nossa primeira parada foi na célebre Catedral de Notre Dame. Havia um aviso enorme na porta dizendo que não era permitido entrar com malas e mochilas e como o Morten levava uma mochila, eu tive que entrar sozinha e ele ficou esperando do lado de fora. Mas, ao entrar vi vááários turistas com mochilas, sacolas e malas. Tratei de sair e ir buscar o Morten, que entrou sem problemas. Não seria a mesma coisa ver a catedral sozinha. Não há dúvida de que a igreja é maravilhosa, mas para quem mora em Trondheim e já visitou a catedral de Nidaros, a catedral parisiense não impressionou tanto assim. Notre Dame tem uma aparência mais ‘alegre’, pois sua fachada é bem clarinha em contraste com a de Nidaros, bem escura.

Satisfeitos com a visita a Notre Dame pegamos o metrô para uma famosa avenida de Paris, a Champs Elysées. Caminhamos em direção ao Arco do Triunfo, e vimos algumas demonstrações de ostentação e riqueza, mas nada tão chocante. Não visitamos a rua que dizem ser a rua do luxo, a Faubourg Saint-Honoré. E não nos arrependemos, afinal, não íamos poder/ter coragem de comprar nada mesmo… Tiramos muitas fotos junto ao Arco do Triunfo, mas optamos por não subir ao topo, pois já havíamos visto Paris do alto da Torre Eiffel. Lemos nossos guias e resolvemos ir visitar um mercado de alimentos numa praça chamada Aligre. Morten queria comprar especiarias francesas para levar de presente. Ao chegar na praça, descobrimos que o tal mercado estava fechado (isso não estava no guia). Para não perder a viagem, paramos para almoçar em um café na mesma praça, onde experimentamos comida trivial francesa, excelente.

Como o mercado estava fechado tivemos que procurar outro lugar onde pudéssemos comprar alimentos típicos e felizmente encontramos uma mercearia/café/bistro à moda antiga chamada Le Comptoir de la Gastronomie. Lá encontramos várias comidinhas interessantes que poderíamos levar pra Noruega sem problemas. Compramos também uma garrafa de vinho para dar de presente e de repente tínhamos uma mochila bem pesada para carregar. Como nossos passeios por Paris eram basicamente feitos a pé, concluímos que não seria uma boa idéia bater perna com uma mochila pesada nas costas, então resolvemos ir até o hotel deixar as compras, descansar uma hora e sair novamente. Indo em direção ao hotel paramos em uma das dezenas de pequenas padarias e confeitarias (boulangerie/patisserie) e comprar um docinho cada um. Estavam divinos. Tentamos ver televisão, mas os franceses têm muito orgulho do seu idioma. Tudo é em francês ou dublado em francês. Demos uma olhadinha em séries americanas, uma brasileira (Filhos do Carnaval) e até uma novela da Globo, mas não entendemos nada, pois como eu disse, tudo era dublado em français.

Depois de uma hora mais ou menos e já final de tarde lá estávamos nós no metrô novamente, desta vez indo conhecer o bairro de Montmartre, situado no ponto mais alto de Paris e também conhecido pela atmosfera boêmia e cultural. Um dos guias que levamos não aconselhava os turistas a visitarem Montmartre de noite, mas achamos isso muito estranho, pois de noite vimos luzinhas penduradas em todos os restaurantes e cafés, ouvimos música e havia muita gente passeando. Visitamos também a Igreja de Sacré Coeur e apesar da garoa ainda tivemos energia para cruzar a cidade de metrô e andar de roda gigante (pariser hjul, ou roda parisiense em norueguês) na Place de la Concorde, onde contemplamos Paris de noite pela última vez e nos despedimos da cidade luz.

Notre Dame

Arco do Triunfo

Roda Gigante

Férias de inverno na cidade luz parte III

Férias de inverno na cidade luz parte III

Terceiro dia de viagem, domingo 20 de fevereiro:

Neste dia estávamos determinados a subir na Torre Eiffel, mas não sabíamos se haveria neblina em torno do topo como no dia anterior. Pegamos o metrô e ao avistar a torre vimos que o céu estava claro, sem sinal de neblina. Compramos os bilhetes e pegamos um elevador que nos levou até o segundo andar, de onde já se podia ter uma bela vista da cidade. O problema é que estava ventando muito e os que não tinham bons casacos passaram frio lá em cima. Havia muitos turistas e filas, mas nada que tornasse a visita demorada e desagradável. Depois tomamos o elevador novamente para uma parte mais alta da torre, não exatamente o topo, mas dali tivemos uma vista ainda melhor e mais abrangente de Paris. Em uma parte coberta da torre havia placas informando a direção e a distância para muitas cidades do mundo, inclusive Oslo e São Paulo. Gostamos muito de ter subido na torre, mas para ser honesta eu achei que foi muito mais especial ter visto a torre do solo mesmo.

Descemos de elevador e logo fomos para as margens do rio Sena, de onde sairia um barco turístico que nos levaria a um passeio pelo rio. Passamos debaixo da maioria das mais de 30 pontes de Paris e ouvimos curiosidades e fatos históricos enquanto tentávamos tirar algumas fotos. O passeio de barco valeu a pena, ver a cidade do rio é uma experiência bem diferente de vê-la das ruas.

Acabado o passeio decidimos ir almoçar, mas antes precisávamos encontrar um toalete – e isso mostrou ser uma tarefa dificílima na turística Paris. Primeiro entramos em um McDonald’s (que estava lotado, para minha surpresa) e o toalete estava interditado. Procuramos pelas ruas para ver se havia algum toalete público e apresentável, mas nada. Até que resolvemos pegar o metrô para ir a algum café ou lanchonete (onde tínhamos as esperança de almoçar depois de encontrar um toalete) e depois visitar as Catacumbas. Felizmente havia um McDonald’s salvador ao lado das Catacumbas. Pouco depois de entrar na fila das Catacumbas, que estava imensa, um guia se aproximou e nos disse que não haveria a possibilidade de nós conseguirmos entrar naquele dia, pois as Catacumbas fechariam dentro de meia hora e a fila estava muito longa. Resolvemos então desistir e tentar voltar outro dia.

O Morten havia lido sobre um museu dedicado à caça e à história natural no bairro de Marais e pegamos o metrô para tentar visitar este museu. O encontramos facilmente e descobrimos um palacete restaurado belíssimo, com móveis, pinturas, artefatos e armas de fogo que contam a história da caça na França. Vimos que havia muitos parisienses no local e quase nenhum turista. Tiramos fotos maravilhosas lá e na saída ainda ganhamos cartões postais do museu por que respondemos a uma pesquisa. Depois da visita demos um belo passeio pelo Marais que estava repleto de gente.

Na entrada da estação de metrô a caminho do hotel encontramos uma máquina automática de fotos, igualzinha à que aparece no filme O Fabuloso Destinho de Amelie Poulain e eu não perdi a oportunidade de tirar uma foto com meu marido. Na verdade foram 4 fotos pequenas. Não me arrependi de ter feito isso, foi uma das maiores lembranças da viagem.

Descasamos um pouco e resolvemos nessa noite tentar encontrar um restaurante nas redondezas para jantar. O nosso hotel estava em um bairro chamado Château de Vincennes, quase na periferia de Paris. Demos uma volta pelo bairro até escolher um restaurante bem simples, onde entendemos muito pouco do cardápio e o garçon era simpático, mas falava um inglês precário. Acabamos pedindo algo sem saber bem o que era, mas para nossa surpresa estava delicioso. E assim foi-se mais um dia da nossa viagem.


Torre Eiffel


Museu da caça e da história natural

Photomaton