Måned: august 2011

Cidadã de Trondheim

Cidadã de Trondheim

Vou dar uma pausa nas postagens sobre as férias para escrever que hoje fui aqui na biblioteca exercer meu dever de residente permanente em Trondheim: fui votar nas eleições municipais (kommunevalg) e estaduais (na Noruega os estados são chamados de condados, ou fylker). Este ano recebi pelo correio meu cartão de eleitora (aqui não existe um documento como o título de eleitor do Brasil – eles enviam um cartão novo cada vez que há eleição). Vou tentar explicar rapidamente como funcionam as eleições daqui.

Cada partido tem uma lista de candidatos. Quase nenhum dos candidatos é unicamente político antes de ser eleito. Quer dizer que eles têm uma outra profissão e, caso sejam eleitos, podem dedicar-se somente à carreira política ou conciliar as duas atividades. Podemos votar somente no partido ou escolher candidatos do partido que estão na cédula de votação. Ainda podemos escrever o nome de candidatos de outros partidos na cédula. Assim o nosso voto vale tanto para o partido como para esse(s) candidato(s) de outro(s) partido(s). Eu achei isso muito democrático. Além do mais, ninguém é obrigado a votar. Se não se vota, não é necessário justificar a ausência. Não se perde o direito de tirar passaporte se você não vota. As urnas abriram há várias semanas e o último dia para votar é dia 12 de setembro. Isso é bom, pois podemos votar de acordo com nossa conveniência.

Eu por enquanto só posso votar nas eleições municipais e estaduais. Caso eu me torne cidadã norueguesa, vou também ter direito a votar nas eleições do parlamento.

Fui à biblioteca munida do cartão de eleitora e de um documento de identidade (que aqui pode ser a carteira de motorista ou o cartão magnético do banco, que tem foto). Não havia fila alguma. Me deram um envelope e fui para a cabine de votação. Me dirigi à cabine de votação, onde havia uma cortina para garantir a nossa privacidade. Escolhi a cédula do partido em que eu ia votar, marquei os meus candidatos preferidos e coloquei a cédula em um envelope. Saí da cabine, entreguei o envelope ao mesário, que colocou meu envelope dentro de outro, lacrou-o e entregou-me. Depositei o envelope na urna e pronto.

Vou confessar que esta é a primeira vez na minha vida que eu me dirijo a uma cabine de votação ciente de que meu voto vai fazer uma diferença. A pessoa que receber meu voto, caso eleita, vai realmente fazer alguma coisa para melhorar a minha vida e a de todos os habitantes de Trondheim e de Sør-Trøndelag. Quem sabe um dia lá no Brasil as coisas sejam assim também.
Férias de verão 2011 – Uma passadinha em Trondheim

Férias de verão 2011 – Uma passadinha em Trondheim

Segunda parte: São Paulo – Frankfurt – Oslo – Trondheim – 21 e 22 de julho de 2011

A viagem de São Paulo a Frankfurt transcorreu tranquilamente. Tenho que elogiar muito o atendimento da TAM, bem como o avião, muito moderno e confortável (qualidade difícil de achar quando viajamos na classe lata de sardinha/econômica). Escolhi lugares em uma fileira mais ao fundo, onde havia somente duas poltronas. Assim, eu e meu pai viajamos juntos sem ninguém ao nosso lado. Em Frankfurt aguardamos algumas horas até pegar o avião a Oslo (mal sabíamos que mais ou menos naquele momento o primeiro ataque terrorista acontecia no centro de Oslo). Ao chegar em Oslo tivemos que pegar nossas malas na esteira e despachá-las novamente. Acabamos não tendo tempo de passar no Duty Free, onde eu iria comprar umas coisinhas encomendadas pelo meu marido. Quase embarcando no voo para Trondheim liguei para o Morten para avisá-lo que infelizmente não havia passado no Duty Free. Ele, aliviadíssimo por eu ter finalmente telefonado e dito que estava a caminho de Trondheim me conta sobre os acontecimentos das últimas horas. O fato de eu não ter passado no Duty Free era insignificante. O importante é que eu e meu pai estávamos quase chegando em casa.

Trondheim nos recebeu com frio e chuva. Pegamos o ônibus do aeroporto de Værnes até minha casa. Uma viagem de 30 minutos e Morten nos esperou no ponto portando uma bandeira do Brasil. Chegamos bem, jantamos e fomos dormir. Meu pai não viu quase nada de Trondheim nesta noite. No dia seguinte, partimos para a Espanha.

Férias de verão 2011 – Brasil

Férias de verão 2011 – Brasil

Primeira parte: Brasil, de 27 de junho a 21 de julho

Desta vez fui ao Brasil sozinha. Meu marido tem direito a 5 semanas de férias por ano e ele resolveu tirar 3 semanas nesse verão e guardar 2 semanas para outras ocasiões, como caça com os amigos e outras eventualidades. Estas 3 semanas ele tirou quando eu voltei à Noruega com um convidado muito especial.

Depois do contratempo causado pelo atraso do meu voo de Trondheim a Frankfurt, cheguei ao Brasil em uma segunda-feira muito gelada e chuvosa. O tempo ficou feio alguns dias até que o sol finalmente apareceu. Fiquei muito tempo em casa arrumando coisas, vendo televisão, cozinhando, mas também tive tempo de sobra para rever os amigos e inclusive participar de um encontro com os meus colegas de escola de 20 anos atrás. Foi muito divertido.

Aproveitei também para fazer tratamento dentário (dentista na Noruega, além de ser caríssimo, não tem a paciência e o carisma para lidar com os pacientes como os dentistas brasileiros), comprei coisas que são melhores e mais baratas no Brasil, como sapatos, refiz meu estoque de café, leite condensado (sei que tem aqui, mas Leite Moça é bem Brasil), bombons Garoto para distribuir para a família norueguesa e para meus alunos, e outras coisinhas. Desta vez fiquei quase 1 mês e percebi que não dá para ficar menos que isso. Tive tempo para fazer tudo e ainda descansar, conversar muito com meu pai e meus irmãos, amigos…

O último dia da viagem, o dia que eu retorno, costuma ser muito difícil e triste para mim. Porém, desta vez eu estava levando meu pai comigo para conhecer a minha casinha na Noruega. Ele estava muito ansioso, pois nunca havia viajado à Europa.