Måned: september 2011

Voltando à velha rotina

Voltando à velha rotina

Falta a última postagem sobre as férias, mas eu estou enrolando mesmo para escrever. E isso é ruim, pois o tempo passa, coisas vão acontecendo e as férias vão ficando cada vez mais lá pra trás. Mas, essa postagem sai, mais cedo ou mais tarde.
No final de agosto voltei para o trabalho e na primeira semana todos os funcionários foram para um seminário em um hotel/spa chamado Savalen. Não foi exatamente como estar de férias (só colegas de trabalho, sem marido), mas eu posso dizer que aproveitei bem (comida boa, piscina com várias opções de relaxamento e – bom, os seminários não acrescentaram muito, mas foi legal).
Meu marido por sua vez foi também a um seminário de 3 dias em um lugar chamado Kongsvold. O tempo não estava lá essas coisas, mas em um passeio ele viu uma espécie de bisão que vive aqui, o moskus. As fotos ficaram legais.
Amanhã haverá a primeira reunião da turma de 2011-2013 do curso de prática pedagógica. Como o curso vai durar dois anos em vez de um, haverá somente 3 reuniões por semestre e muitas coisas para entregar, sem falar no estágio. Estou meio apreensiva, mas tomara que eu consiga conciliar o trabalho com a faculdade numa boa. Essa primeira reunião vai durar uma semana. Estou me sentindo um pouco injustiçada por que pedi licença do trabalho para poder comparecer a essa reunião (obrigatória) e o diretor da escola me concedeu a licença, mas não remunerada. Ele alegou que eu não posso tirar licença remunerada por que meu contrato é de professora temporária (somente professores com prática pedagógica podem ter contratos fixos). Acabei de me filiar ao sindicato dos professores e perguntei a uma representante se isso estava certo. Vamos ver o que vai acontecer. Se a tal reunião não fosse obrigatória eu aceitaria a licença não remunerada numa boa. Além do mais, estou fazendo faculdade de pedagogia, que é algo super interessante para a escola também.
Mas, a maior novidade dessas últimas semanas é que eu e meu marido nos tornamos tios! A filha e o filho dos dois irmãos dele nasceram quase que ao mesmo tempo (na família dele quase todo mundo faz aniversário junto, é incrível). Conhecemos a menina, mas o menino ainda não.
Semana passada fomos ao chalé da família e colhemos muitas frutas silvestres, entre elas tyttebær, blåbær e krekling. Com as tyttebær e as blåbær fiz geléia e com os krekling fiz groselha. Eu nunca tinha feito groselha em casa antes, o resultado ficou excelente. Sem falar que essas frutinhas escuras são bombas de antioxidantes. Super saudáveis.
Morten está caçando com os amigos desde quinta-feira e volta hoje. É esperar para ver o que ele vai trazer para o jantar…

Férias de verão 2011 – España!

Férias de verão 2011 – España!

Terceira parte: Trondheim – Alicante – Orihuela – Murcia – Trondheim

23 de julho a 30 de julho de 2011.

A viagem à Espanha foi talvez a que eu esperei com maior ansiedade. Primeiro, por que meu pai estava junto e nós ficamos numa cidade muito próxima de Murcia, lugar onde minha avó (mãe dele) nasceu. Segundo por que eu sou professora de espanhol e jamais tinha pisado no país de onde este idioma se origina. Finalmente teria a chance de usar meu espanhol e conferir se eu conseguiria me virar.

Aterrissamos em Alicante e pegamos um táxi até Orihuela, mais precisamente La Zenia onde ficava a casa que alugamos. Teria que escrever umas três postagens para contar tudo nos mínimos detalhes, mas vou fazer um resumo:

– A casa era maravilhosa, com piscina dentro do condomínio. Tinha tudo que precisamos e era perto de tudo. Valeu muito a pena.

– Havia 4 praias para escolher, todas a mais ou menos meia hora de caminhada da casa. A que mais gostamos quase não tinha ondas e podíamos ver peixinhos nadando em nossa volta. Todas as praias eram extremamente limpinhas, a areia também sem lixo algum.

– Muitos turistas espanhóis, mas também muitos ingleses, alemães e noruegueses. Fiquei meio desapontada por ter ido parar num lugar turístico demais. Na próxima vez vou escolher um lugar mais ‘espanhol’.

– Nenhum vendedor ambulante nas praias, nenhum vendedor de drinks que demarcavam os seus territórios (coisa comum em muitas praias do litoral paulista). Só algumas mulheres que ofereciam massagem e penteados afro. Mas, elas aceitavam um no, gracias numa boa.

Topless era super normal, tanto para as jovens como para as mais maduras. Tudo no maior respeito. Nada de olhares maliciosos, comentários e assédio. Extremamente civilizado.

– O tempo estava maravilhoso. Sol de rachar todos os dias (um pouco menos na quinta, dia que fomos visitar Murcia) e temperaturas beirando os 40 graus. Confesso que nem nos meus tempos de praia no Brasil eu enfrentei um calor que nem aquele.

– Alimentos de alta qualidade nos supermercados. Compramos 2kg de mexilhões um dia e quase não aguentamos comer tudo. E tudo muito barato!

– Por ser uma área turística, penamos para achar um restaurante que servisse comida típica da região. Só havia fast food e comida chinesa. Felizmente achamos um restaurante no bairro.

– Tiramos um dia para visitar Murcia. Conseguimos nos informar sobre os ônibus da região e economizamos uma boa grana por não ter pego táxis. Murcia é linda de morrer, tem construções antiquíssimas e suntuosas. Comprei uma panela para fazer paella! Um dia lá foi muito pouco.

– Visitamos a maior loja de departamentos espanhola, El Corte Inglés (tipo um Mappin para quem está na casa dos 30 e é de São Paulo) e achamos muitos presentes para trazer.

– Fomos a um restaurante alemão e experimentamos uma salsicha de 1 metro que os donos da casa que alugamos nos recomendaram. Gostamos.

– Pegamos ônibus para o aeroporto na volta e economizamos mais preciosos Euros.

– No aeroporto, um episódio de estresse. Na hora do check in, a atendente me diz que meu pai não tinha carimbo de entrada na Europa no passaporte, por isso ela não ia deixar ele embarcar caso ele não apresentasse uma passagem de volta ao Brasil. A passagem estava aqui em Trondheim, pois eu não pensei que ele ia precisar dela na Espanha. Além do mais, vistoriaram o passaporte dele na Alemanha e na Noruega, sem carimbar. Até hoje não entendi por que não carimbaram… Felizmente no aeroporto havia computadores com impressoras para uso público, e eu consegui imprimir a passagem dele, apresentei-a para a atendente e ela nos liberou. Foi nesse incidente que eu tive que gastar meu espanhol e percebi que valeu muito a pena ter aprendido.

E essa foi resumidamente, nossa semana na Espanha. Na próxima postagem, duas semanas em Trondheim.