Måned: november 2011

Estágio

Estágio

Um dos requisitos para obter a formação pedagógica que estou cursando é cumprir um estágio de 100 horas/aula. Como eu já trabalho em uma escola e tenho 4 grupos – 3 de espanhol e 1 de inglês, pude eliminar 40 dessas 100 horas com meus próprios grupos. E esta semana comecei meu estágio de espanhol em uma escola de ensino médio aqui de Trondheim, por sinal uma escola muito tradicional e conceituada. Terei 30 horas para lecionar nos grupos de outra professora, que observará minhas aulas e comentará meu desempenho tanto com comentários positivos e críticas construtivas. Dentro de algumas semanas uma professora da universidade virá assistir uma aula minha também e aí as duas professoras vão me passar um relatório completo com os pontos positivos e negativos sobre meu desempenho. Ontem eu creio que comecei bem, vamos ver o que acontece daqui pra frente.
O batizado do nosso sobrinho foi domingo passado. Ele chorou durante a cerimônia inteira, acho que estava cansadinho. Mesmo assim foi uma cerimônia bonita e inesquecível para nós que fomos os padrinhos. Meu marido disse que ele pode ter chorado tanto por que os pais estavam super estressados – pais de primeira viagem, iam dar uma recepção com jantar para 20 pessoas, etc. Pode até fazer sentido porque nas outras vezes que o visitamos ele estava sempre tão calminho.
Estive há poucas semanas em um curso para professores de espanhol ministrado por uma associação criada somente para professores desse idioma que lecionam na Noruega. Me decepcionei muito com a organização e com algumas palestras, mas posso dizer que aprendi alguma coisinha que poderei usar nas minhas aulas. 
Aqui em Trondheim ainda nem sinal de neve, o que é muito estranho, pois antes do Natal sempre dá uma nevadinha. Embora eu até sinta falta da neve por que é tão lindo de se ver, eu não sinto absolutamente falta alguma do gelo que deixa as ruas e calçadas escorregadias e me fazem ter que andar a passinhos curtos ou ter que calçar as solas com tachinhas conhecidas por aqui como brodder. Mas acabo de ver que no sábado poderá nevar, então teremos a tão esperada nevasca antes do Natal.
 Mal posso esperar pelas férias de Natal e Ano Novo. Natal para mim quase nunca é sinônimo de alegria e comemoração por causa da família que está longe e da família que está no céu, mas eu tento engolir a febre de materialismo e a overdose de tradições que costuma pairar por aqui. Gosto por exemplo de fazer biscoitinhos de Natal (pepperkaker) e bolinhas de conhaque, de comer o mingau da antevéspera de Natal e tomar uma bebida quente chamada Gløgg. Quero tentar descansar muito nessas duas semanas e recarregar as baterias para o segundo semestre do ano letivo, que virá com muita coisa pra fazer, sem falar no estágio que tenho que terminar e da faculdade que exigirá trabalhos para entregar e coisas para ler. Ainda bem que eu e meu marido já garantimos a viagem de meio de inverno (ano passado fomos para Paris en fevereiro). Ano que vem iremos para a Inglaterra e Escócia. Mal posso esperar!
5 anos de Noruega e acumulando vitórias!

5 anos de Noruega e acumulando vitórias!

Quase não dá para acreditar que há pouco mais de 5 anos, dia 19 de outubro de 2006, lá estava eu embarcando sozinha em um avião com destino para a Noruega portando duas malas, uma carta do consulado dizendo que eu tinha obtido um visto de noiva e uma carta do meu namorado dizendo que ele ia me hospedar e garantir o meu sustento durante a minha estadia no país. Muita, mas muita coisa mesmo aconteceu nesses 60 meses. Felizmente tenho tudo registrado no meu blog do Multiply e neste aqui, onde eu passei a escrever nos últimos anos. Nunca me arrependi de ter vindo para cá, apesar de ter deixado pessoas que eu amo no Brasil. Eu fiz essa escolha sem saber se ia dar certo ou não e hoje posso afirmar com toda a certeza: estou bem aqui e não faria nada diferente. Jamais teria, por exemplo, tido a chance de fazer faculdade no Brasil. Na Noruega pude retormar meus estudos, tive apoio tanto do governo como do meu marido e hoje estou prestes a completar minha formação universitária e quem sabe em breve conseguirei um emprego fixo. Aprendi um novo idioma e uma nova cultura. Passei a enxergar a cultura de meu país de uma perspectiva diferente e percebo o quanto ainda temos que aprender. É interessante constatar que, quando cheguei aqui, eu criticava muito o modo de viver dos noruegueses, seu comportamento e seus pontos de vista. À medida que o tempo foi passando e eu fui me integrando na sociedade daqui fui me anorueguesando e hoje critico muito menos que antes, apesar de ainda não concordar com muitas coisas (isso fica para uma próxima postagem).
Outras ótimas notícias: comecei meu estágio em uma escola bem conceituada aqui de Trondheim e meu marido acaba de dar um grande salto em sua carreira. Se melhorar estraga. O que será que vai acontecer nos próximos cinco anos?