Måned: juli 2012

Segunda semana de férias

Segunda semana de férias

Na semana que passou não fiz tantas coisas como na semana anterior, mas no domingo fomos a um município aqui perto chamado Inderøy para comemorar os 80 anos da avó paterna do Morten. O passeio foi muito bonito e mesmo o tempo nublado não apagou a beleza do lugar. Ontem recebemos a visita dos nossos padrinhos de casamento, que em breve se mudarão de Oslo para cá. Como estou com tempo de sobra, resolvi fazer um pãozinho doce muito popular aqui na Noruega chamado Skillingsboller por alguns e Kanelsnurrer por outros. Trata-se de um pãozinho que se parece um rocambole recheado com um creme de manteiga, açúcar e canela. As visitas e o marido aprovaram, então deixo a receita para quem quiser se aventurar:
Kanelsnurrer (Rolinhos de canela da Noruega)
rende 12 rolinhos
Ingredientes para a massa:
– Metade de um tablete de fermento biológico fresco ou meio pacote de fermento biológico seco (o fermento fresco norueguês contém 50 g e o seco 12 g, o brasileiro eu não lembro direito)
– 200 ml de leite morno (40 graus se for usar o fermento seco, 37 graus se for usar o fermento fresco)
– 4-5 colheres de sopa de margarina ou manteiga derretida
– 4 colheres de sopa de açúcar
– 1/2 colher de chá de cardamomo (se não tiver, pode deixar sem)
– Mais ou menos 1/2 quilo de farinha de trigo
Ingredientes para o recheio:
– 2 colheres de sopa de manteiga ou margarina amolecida em temperatura ambiente
– 2 colheres de sopa de açúcar
– 1 colher de chá de canela
Esfarele o fermento em uma travessa e adicione um pouco do leite morno. Misture bem . Adicione o resto do leite, a margarina ou manteiga derretida, o açúcar e o cardamomo.
Comece a trabalhar a massa adicionando farinha de trigo aos poucos, até que desgrude da travessa.
Cubra a travessa com um plástico e leve a massa para descansar até que ela dobre de volume.
Enquanto a massa cresce, faça o recheio: misture todos os ingredientes em uma tigela e reserve. 
Coloque a massa em uma superfície enfarinhada, sove um pouco e, com o rolo de macarrão, abra  a massa em um retângulo de mais ou menos 40 por 25 cm.
Passe o recheio sobre a massa, espalhando bem até que toda a massa esteja coberta.
Cuidadosamente, comece a enrolar a massa como se fosse um rocambole, começando da parte mais larga do retângulo, enrolando-a até o final.
Aperte bem o rocambole no final para ‘colar’ bem.
Com uma faca, corte o rocambole em 12 pedaços e coloque-os em uma forma coberta com papel manteiga.
Cubra a forma com um plástico e deixe os rolinhos dobrarem de volume de novo. Uns 20 minutos. Acenda o forno a uma temperatura alta, 240 graus.
Pincele os rolinhos com água morna e coloque-os no forno, bem no meio. Não saia da cozinha, eles assam em 7 minutinhos!
Retire a forma do forno e pincele os rolinhos com leite. Passe-os para uma grade e deixe-os esfriar.
Eu fiz um glacê com açúcar de confeiteiro (umas 5 colheres de sopa) e umas gotinhas de água para cobrir os rolinhos antes de serví-los, mas isso é opcional.

Os meus ficaram assim

Resposta a um comentário

Resposta a um comentário

Eu sou péssima para responder a perguntas sobre a Noruega, admito. Na maioria das vezes é por pura falta de tempo, mas algumas vezes as perguntas me dão a impressão de que quem pergunta quer que eu seja agente de empregos, agente de viagens, ou seja, em vez de ir na net procurar, a pessoa quer que eu sirva as informações de bandeja para ele(a). Quando eu estava sondando a possibilidade de vir para cá, achei tudo sozinha e quando eu caí na besteira de perguntar para os que já residiam aqui, ouvi cada absurdo de informação furada que eu nem quero lembrar. Então, um conselho: jamais acredite na primeira informação que você receber. Sonde bastante e sempre procure fontes confiáveis.
Ontem, recebi um comentário no blog com uma pergunta e resolvi escrever um post respondendo a esta pergunta, por que é relevante para muitos que queiram mudar para cá. Aqui está um trecho do comentário:
Já venho namorando um norueguês por algum tempo, já fui aí na noruega algumas vezes para visitá-lo e ele vive dizendo que se eu aprender o norueguês, portas vão se abrir. Que minha prioridade deveria ser aprender o norueguês. Daí te pergunto: vc acha o mesmo? vc entrou na faculdade aí por ter aprenndido o norueguês ou vc já entrou na forma tradicional com inglês fluente?
Antes de mais nada, vou responder à pergunta à partir do meu ponto de vista. Tenho certeza que outras pessoas terão uma opinião completamente oposta à minha, o que é ótimo, por isso eu volto a insistir que você que perguntou pergunte a mais 2,3, 10 pessoas que moram aqui na Noruega para então tirar tuas próprias conclusões.
Eu concordo, sim com o teu namorado. Saber norueguês abre muitas portas, sem falar que, se você está decidida a morar aqui durante muitos anos, terá que se incluir na sociedade e na cultura do lugar. Essa de morar na Noruega e não se envolver é furada. Você acaba se isolando, não entende nada do que acontece por aqui e com os invernos escuros e congelantes vêm a sensação de solidão, o isolamento e coisas piores. Se você tiver a sorte única de conhecer brasileiros perto de onde você mora e fizer amizade somente com eles e falar somente português, vai cair naquela armadilha em que muitos imigrantes caem: acabará formando panelinhas nada saudáveis. Para se incluir na sociedade e na cultura norueguesa, tem que saber falar o idioma. É bem verdade que os adolescentes e a maioria dos adultos entende inglês e consegue se comunicar em inglês. Mas, sempre haverá situações em que só se falará norueguês, e nem todos estarão dispostos a traduzir absolutamente tudo que está sendo dito para o inglês. Fico profundamente irritada com alguns estudantes de intercâmbio da NTNU que, quando vão fazer as provas, ficam furiosos por que as instruções dos fiscais são transmitidas somente em norueguês. São estudantes que moram aqui um ano, até mais, e não se dão o trabalho de aprender o mínimo para se poder sobreviver aqui. Eu acho uma tremenda arrogância esperar que todo o mundo aqui vá falar inglês. Para citar outro exemplo, em nossas férias em Paris ano passado fomos comprar bilhetes de metrô e, perguntei à funcionária da bilheteria em um francês muito capenga, mas do jeito mais educado possível se ela falava inglês. Ela, visivelmente brava, respondeu um «NOOOOON» bem sonoro. Ou seja, nem sempre falar inglês adianta alguma coisa.

Bom, quanto à faculdade, eu fui obrigada a cursar norueguês no nível de videregående (ensino médio do Brasil) aqui, por que queria entrar na faculdade de pedagogia. Para ser professor na Noruega tem que saber falar norueguês com os alunos. Fiquei sabendo de alguns professores de espanhol que pensavam que tirariam de letra lecionar espanhol sem saber norueguês por que, afinal, as aulas eram de espanhol e eles pensavam que não precisariam do norueguês para nada na sala de aula. Ledo engano. Os alunos reclamaram que não entendiam a gramática e o professor não conseguia explicar as regras em norueguês. Eu não sei que tipo de faculdade você está querendo cursar aqui, mas eu creio que alguns cursos não exigem o norueguês. Peça para o teu namorado pesquisar no site da faculdade que você gostaria de frequentar. De qualquer maneira, ao entrar no mercado de trabalho o norueguês vai ser importante para seu desenvolvimento profissional e para o desenvolvimento social também. Boa sorte!
Primeira semana de férias

Primeira semana de férias

Minha primeira semana de férias foi tudo menos parada. Meu tornozelo felizmente está quase 100% curado e eu já estou podendo fazer minhas caminhadas. Fizemos ao menos três visitas à Ikea, loja de móveis e decoração do povão aqui na Noruega, para comprar armários e outras coisinhas que precisávamos para o apartamento. A qualidade de alguns móveis não é das melhores, mas pelo menos não são de papelão como os da Casas Bahia e Lojas Marabraz no Brasil.
Na quinta-feira, fizemos uma viagem relâmpago até a Suécia. Perguntaram para o Morten se ele podia substituir uma colega de trabalho que adoecera para participar da Corrida de Santo Olavo (St. Olavsloppene). Trata-se de uma corrida de quatro dias de duração desde a cidade de Östersund, na Suécia, até Trondheim, na Noruega. Várias equipes se inscrevem (podem ser clubes esportivos, empresas, bairros, etc.) com muitos participantes que correm trechos que variam entre 5 e 10 quilômetros. Os irmãos do Morten também correram, e como eles não sabiam que nós iríamos estar lá também, nós os surpreendemos, torcendo muito e incentivando-os. Eu, que fui somente para ser motorista e torcedora, me diverti muito e fiquei impressionada com a organização do evento. Estamos considerando a possibilidade de voltar a participar ano que vem. Ao final do dia ainda tivemos tempo de ir ao supermercado na Suécia fazer compra do mês e economizar um bom dinheirinho (os preços na Suécia são muito mais baixos, e há muito mais variedade de produtos alimentícios).