Måned: februar 2013

Alimentação saudável na Noruega

Alimentação saudável na Noruega

Estar de férias é ótimo por que dá tempo de navegar na internet e assistir à reportagens e documentários que tratam de outros temas além de assuntos relacionados à faculdade. Ontem, encontrei o documentário Muito além do peso no blog Pimenta no Reino. Fiquei chocada em primeiro lugar com a atual realidade das crianças brasileiras, que só comem comida industrializada! Não moro no Brasil há mais de seis anos, não tenho filhos nem crianças na minha família mais próxima, por isso não estava a par da situação. Em segundo lugar, fiquei chocada com o fato de crianças não saberem como é uma batata, um mamão, uma beterraba, um chuchu! Não vou mentir, quando eu era criança eu não gostava de verduras e legumes, mas pelo menos ia à feira com meus pais semanalmente e sabia como eram os legumes, frutas e verduras. Minha mãe fazia toda a comida em casa, sucos eram só naturais (de maracujá e de goiaba, ai que vontade!), ir a restaurantes (pouquíssimas vezes ao ano) era só em dias muito especiais. Em terceiro lugar, fiquei chocada ao saber que algumas crianças que se atrevem (!) a levar frutas de lanche para a escola têm que se trancar no banheiro para poder comê-las sem serem rotuladas como estranhas. Em quarto lugar, fiquei chocada ao ouvir uma criança dizer que aula de educação física era teórica e durava somente 15 minutos! Posso continuar com a lista de coisas chocantes que ouvi no documentário, mas paro por aqui. Na Noruega também existem crianças e adultos obesos, mas, eu não creio que as pessoas estejam tão acomodadas com a situação como no Brasil. Pelo menos essa é a impressão que eu tenho ao ver o documentário.
Trabalho diretamente com crianças e adolescentes aqui na Noruega, e o que eu observo no meu ambiente de trabalho com relação à alimentação saudável e prática de esportes é que:
1. A escola (pública) dá frutas aos alunos gratuitamente todo dia, às 10 horas, depois da primeira aula. Os alunos entram na classe depois do recreio já pedindo as frutas, e quando eu chego com a cesta, eles avançam. As frutas mais comuns que vêm na cesta são banana, maçã, pera, laranja, mexerica, kiwi, ameixa e frequentemente eles mandam também cenourinhas. Como sempre há sobras, eu e os outros professores acabamos ganhando frutas diariamente, então eu como no mínimo uma ou duas frutas por dia, grátis.
2. A maioria das escolas públicas norueguesas não fornece merenda gratuita, então os alunos trazem seu próprio lanche. Eu fico com eles na hora do lanche duas vezes por semana, e observo que nenhum, absolutamente nenhum aluno leva lanche industrializado para a escola. O que mais se vê nas lancheiras são fatias de pão integral com frios (presunto, queijo branco, queijo marrom, salame, patê de fígado). Algumas meninas levam saladas que elas mesmo fazem. Os alunos que desejam podem pedir um frasco (200ml) de leite integral, ou leite achocolatado ou suco de laranja ou God Morgen, iogurte de baunilha com cereais) diariamente. Os pais têm que pagar. Não são muitos os que pedem.
3. O consumo de refrigerante, chocolate e outras guloseimas não é popular entre os alunos nos dias normais de aula. Quando há provas que duram o dia inteiro, eles pedem permissão aos professores para trazer essas iguarias.
4. Os alunos da nona série têm aulas de economia doméstica toda semana durante 2 horas e meia. Lá, eles aprendem sobre alimentação saudável, e fazem comida em grupos.
5. Há aulas de educação física duas vezes por semana, 60 minutos cada vez. Além disso, há pelo menos quatro dias ao ano em que os alunos fazem passeios de un dia inteiro para esquiar, acampar, nadar, etc. A maioria dos alunos participa de algum tipo de agremiação esportiva e treinam em seu tempo livre. Tenho alunos que jogam futebol, outros jogam handebol, outros jogam badminton, outros esquiam e tenho até um aluno que é ginasta olímpico.
6. Há um lema bastante difundido por aqui: Fem om dagen (cinco por dia). Quer dizer que todos devem comer cinco porções de frutas, legumes e verduras por dia. Peixe deve ser consumido ao menos duas vezes por semana (ponto para mim, ontem fiz sopa de peixe pro jantar).
7. É expressamente proibido fazer comerciais de TV dirigidos a crianças. Eu nunca vejo comercial de brinquedo, por exemplo. McDonald’s e Burger King fazem comerciais, mas sem citar brinquedinhos que vêm com lanches ou algo do tipo. Também é proibido fazer comercial de bebidas alcóolicas e com apelação sexual (ou seja, as cervejas do Brasil estariam falidas aqui). Agora, um coisa que eu detesto aqui são os comerciais de cassinos e jogos de azar pela internet (deveriam ser proibidos também!)
Tudo em um só lugar

Tudo em um só lugar

Consegui importar todas as minhas postagens do Multiply aqui para o Blogger. Havia tentado muitas vezes antes, sem sucesso. Agora está tudo aqui. Ao ver a lista de marcadores do lado direito da tela percebo quantos temas existem. Um dia ainda tenho que organizar esta bagunça. Mas, afinal, são mais de sete anos de blog.

Comemoramos o aniversário do marido no final de semana, fiz bolo e meus sogros vieram visitar. Estou com um resfriado chato que não quer ir embora.

Muita neve/chuva/meio-termo, mas já cumpri meu programa de exercícios físicos para o dia e agora vou tentar estudar um pouquinho. Como é bom estar de férias!

Inverno rigoroso

Inverno rigoroso

O mês de janeiro se foi, e dizem que janeiro é o mês em que o inverno aqui na região onde moro é mais rigoroso. Eu estou no centro da Noruega, onde costuma nevar muito. Eu gosto de ver neve, mas andar com neve é outra coisa. Os floquinhos no rosto irritam, se caem no olho irritam mais ainda. O jeito é apelar pro guarda-chuva. Sem falar que, se neva um dia e no dia seguinte as temperaturas caem drasticamente, a neve vira gelo e as calçadas e ruas ficam muito escorregadias. Mas, eu nunca saio de casa sem meus brodder, as solas com tachinhas que previnem quedas no gelo. Um vizinho (brasileiro, inclusive), quebrou o pé há dois meses por que se atreveu a descer a ladeira aqui do lado sem brodder.
Semana passada, fui ao baile de ano novo da escola e gostei muito do que eu vi. Os alunos se portaram muito bem (fiquei sabendo que em anos anteriores houve incidentes em que alguns alunos entraram no baile com bebidas alcóolicas escondidas na bolsa), a comida estava ótima, a maioria dos alunos dançou o tempo todo e alguns cantaram e tocaram. Ano que vem, minha classe, junto com mais outras três, serão responsáveis pela organização do baile, então foi bom comparecer este ano e ver como é.
Estou realizando um projeto com três colegas de faculdade (uma russa, uma norueguesa e um alemão) que teremos que entregar no curso de pedagogia. Trata-se de uma pesquisa para averiguar se os alunos aprendem melhor se recebem feedback por escrito ou oralmente quando escrevem textos em espanhol ou alemão. Vou entrevistar alguns alunos para coletar dados, é um trabalho bem complexo. Vamos escrever 20 páginas, mas teremos que entregar o rascunho somente em abril. Eu não gostava de trabalhar em grupo, por que sempre tem aquele parasita que não faz nada, mas desta vez todos estão fazendo a sua parte.
Hoje entrei de férias de inverno. É uma tradicional semana de folga para alunos e professores, que se usa geralmente para esquiar, descansar nos chalés nas montanhas ou – no meu caso –  colocar todas as tarefas domésticas em dia, além de estudar. Na segunda-feira, vamos ao teatro assistir à peça A Morte do Caixeiro Viajante, de Arthur Miller, em uma montagem norueguesa. O teatro aqui de Trondheim sempre tem boas peças em cartaz.
Vou tentar escrever com mais frequência daqui para frente, à medida que vou me livrando das tarefas pendentes.
Me livrei de mais uma!

Me livrei de mais uma!

Primeiro quero dizer que fico comovida com mensagens de leitores do blog que eu nem conheço pessoalmente com palavras carinhosas e motivadoras. Eu sei que sou péssima para manter contato virtual com leitores do blog. Eu leio muitos blogs, mas não sou de deixar comentários. Mas, mesmo assim sempre aparece um ou outro leitor que manda um recadinho.
Hoje uma professora da faculdade veio assistir minha aula de inglês na oitava série. Meu estágio de inglês está quase acabando, e a professora me deu muitos elogios. Estou aliviada por ter vencido mais esse obstáculo. Agora faltam somente três aulas e terei completado minhas 100 horas de estágio. Até meados de junho ainda terei que entregar um trabalho em grupo de 20 páginas, apresentar este trabalho em uma conferência com todos os estudantes, entregar um portfólio com meus melhores trabalhos que escrevi durante o curso e passar por uma prova oral.
Quinta-feira haverá o baile de ano novo da escola onde trabalho. Nunca estive no baile antes, mas agora que sou responsável por uma classe, sou obrigada a comparecer. Alunos, pais e professores vão jantar, dançar e se divertir durante 5 horas. Fiquei sabendo que os alunos ensaiaram uma dança ao som de «Ai se eu te pego» (vários professores vieram me perguntar o que o título da música significa) para apresentar no baile, vai ser interessante ver a coreografia.
Daqui a duas semanas vamos ter as férias de inverno, sete preciosos dias sem trabalho e faculdade. Vou ter que escrever trabalho e corrigir provas e cadernos, para variar, mas vou poder administrar os dias do jeito que eu quero. Quem sabe até me aventuro a esquiar no parque aqui perto.