O outro lado da moeda

O outro lado da moeda

Há algumas semanas, publiquei uma postagem com um artigo escrito por uma americana sobre a falta de simpatia dos noruegueses. E hoje, encontrei um artigo (na verdade, uma postagem em um blog) de um francês contando suas impressões sobre o Brasil. Aqui está o link para a postagem:

Curiosidades brasileiras

Não publicarei o texto aqui por que é muito longo e não pedi permissão ao autor. 
Achei interessante ele começar o texto por dizer que as impressões podem ser um pouco exageradas.
Concordei plenamente com as seguintes impressões: 
1 Sinto tanto a falta de filas na Noruega!
3 Faço isso aqui quando como hamburguer, não consigo deixar de usar guardanapo!
6
9 Passei por essa experiência em uma churrascaria, realmente irritante
13 Sou neta de japoneses por parte de mãe, e sofri muito com bullying por ser descendente de japoneses. Horrível como as pessoas generalizavam e atacavam os asiáticos! Espero que isso não aconteça hoje em dia!
15, 16, 17
19 Adoro assistir a minisséries e algumas novelas antigas – tenho o DVD da Escrava Isaura, mas essas novelas atuais não consigo mais assistir, não!
21 E mesmo assim, com tanta comida, há gente passando fome
22 Quem reclama do café brasileiro ainda não experimentou o norueguês!
23, 24, 25
28 Aqui na Noruega ninguém nunca ouviu falar em buffet adulto, muito menos infantil!
42 Tive que vir à Noruega fazer faculdade para conhecer a cultura latino-americana. Que vergonha!
46 Na Noruega, as coisas funcionam um pouco melhor, mas ainda longe da perfeição.
47, 50, 54, 56, 57

Quanto às outras impressões, há algumas com as quais concordo parcialmente e outras que, na minha opinião, são estereótipos. Mas, na verdade, todas as impressões são esterótipos, e temos que sempre ter cuidado com eles.

8 Replies to “O outro lado da moeda”

  1. Oi, Raquel! Muito prazer!!!! Cheguei hoje ao seu blog pesquisando sobre Bergen porque estive na cidade em 2008 e só hoje consegui escrever um relato sobre a viagem. Sou designer, ilustradora, adoro organizar pequenas festas em casa para os amigos e amo viajar! Se quiser dar uma olhadinha no meu blog, lá tem de tudo um pouco: http://www.casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/

    Gostaria de deixar aqui um elogio à forma como você escreve e a iniciativa de ajudar o pessoal que está morando na Noruega e tem muitas dúvidas sobre o idioma e a cultura local. Nunca morei fora, mas já viajei bastante e adoraria passar por essa experiência, mas simplesmente nunca aconteceu. Não sei se é por isso, mas fiquei horas lendo suas postagens e me deliciando com os textos super bem escritos! Ah, trabalhei com intercâmbio nos anos 90 e desde então, adoro ler relatos de brasileiros que vivem no exterior. Sua forma de relatar as experiências realmente me cativou! Se algum dia eu for morar na Noruega, já sei onde procurar as informações mais detalhadas!!!!! Um grande beijo e sucesso!!!!

  2. Li o texto original e me surpreendi com o número 56, que vc tb citou…

    “Aqui no Brasil, pode pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro. Ideia simples e genial.”

    Eu pensava que isso era global…não existe isso ai não???

  3. Olá, Mario. Vou tentar responder às suas perguntas de uma forma simples:
    1. Quando cheguei aqui, tinha formação superior imcompleta, um ano e meio de faculdade de Letras na USP, alemão.
    2. Tive que traduzir meus históricos escolares e enviei-os a duas instituições. Uma chamada “Samordna Opptak” e outra chamada “Nokut”. Eles examinaram meus históricos e responderam que eu teria que cursar um ano de norueguês e ciências sociais nível médio (videregående skole). Tive que fazer o exame final escrito e oral de norueguês naquele ano, junto com todos os alunos noruegueses de ensino médio. Assim, obtive o “studiekompetanse”, ou seja, competência para cursar ensino superior aqui.
    3. Você deve ter visto de permanência, de estudante ou de reunificação familiar para poder frequentar escolas públicas aqui. Além disso, você deverá preencher os requisitos para fazer o curso de seu interesse.
    Espero poder ter ajudado!

  4. Concordo quando dizem que é necessário sair do país para ver o que ele tem de bom ou ruim. Quando morei na Áustria puder ver o lado positivo do nosso Brasil. Aqui todo estrangeiro é muito bem tratado, ao contrário de lá de fora, onde quando podem eles sempre xingam os estrangeiros. Lá eram os Iugoslavos que pagavam o pato por tudo de errado que acontecia. Mas tive um professor de alemão que colocou numa das minhas redações onde eu escrevi não podemos generalizar…
    ele escreveu em baixo: ” ainda bem!”
    Eu pessoalmente não tive problemas de discriminação, mas vi muita gente torcendo o nariz para os refugiados da guerra (1994) .

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