Lugar ao gelo garantido por escrito

Lugar ao gelo garantido por escrito

Ontem, o diretor da escola me chamou para assinar meu contrato de trabalho. Li atenciosamente o contrato e lá estava a palavrinha mágica: “fast stilling”. Emprego efetivo. Ninguém tirará o emprego de mim, a não ser que eu mesma peça demissão ou faça algo muito, mas muito sério. Nada mais de nervosismo ao final de cada ano letivo, pensando “será que eles vão renovar o contrato para o ano que vem?” e “e se aparecer uma pessoa melhor qualificada e eles a escolherem?” Vou trabalhar 80 %, ou seja, 24, 6 horas semanais. Mas, primeiro vou tirar férias. Longas e merecidas, esquecer trabalho e faculdade por um bom tempo. Ainda não recebi minha cópia do contrato, só vou acreditar completamente quando o tiver em minhas mãos.

Hoje foi o dugnad de primavera aqui no prédio onde moro. Dugnad significa mutirão e todos os moradores (pelo menos no papel) têm que comparecer e trabalhar nas áreas comuns do prédio. Eu e o meu marido trabalhamos no jardim, rastelamos as folhas secas no terraço na parte anterior do prédio, podamos os arbustos e as árvores, lavamos o corredor entre a entrada principal e o terraço, enfim, acho que contribuímos mais que o suficiente. Somente dois moradores não deram sinal de vida, mas, felizmente, aqui é difícil alguém fugir de sua responsabilidade, eles terão que trabalhar depois. Se alguém não paga o condomínio do apartamento, o apartamento é vendido para pagar a dívida e o caloteiro tem que se mudar. Quando eu morei em prédio no Brasil, muita gente não pagava o condomínio e ficava impune (mas, carro zero, ah, isso eles podiam pagar…).

Resultado do nosso trabalho no dugnad de primavera

 

5 Replies to “Lugar ao gelo garantido por escrito”

  1. Que bacana Raquel, parabéns pela conquista! Esse tal de dugnad é muito legal, aqui na Alemanha não, eu ainda não vi, e não sei se tem. Acho que não tem, porque eu vi gente uniformizada trabalhando nos jardins aqui da minha rua 🙁

    Eu ia adorar participar de um negócio desse, parece divertido! haha

    beijos

  2. Olá Raquel!

    Aqui no leste paulista, prestamos concurso (no meu caso, municipal – prova, entrevista e dinâmica de grupo) e escolhemos a escola em que vamos trabalhar, pela classificação do próprio concurso e disponibilidade de vagas.
    Se uma classe é fechada, a professora menos classificada (mais nova) deve sair, mudar de escola (aí já temos outra classificação – por tempo de serviço e pontos nos cursos – quanto mais cursos, mais se sobe na lista de pontuação, aliada ao tempo de serviço- há até doutorado à espreita).
    O período probatório aqui é de três anos, onde somos constantemente avaliadas pela diretora; só aí seremos realmente efetivas.

    Gostoso trocar ideias,
    Abração e que lhe venham as merecidas férias!

  3. Olá, Raquel! Estou pensando em fazer parte de meu doutorado na Noruega (Bergen) e gostaria de trocar alguns e-mails contigo, tudo bem? Abraços!

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