Preocupada por não ter preocupações

Preocupada por não ter preocupações

Engraçado como o ser humano nunca parece estar satisfeito. Há alguns meses, quando eu estava no meio de um turbilhão de coisas para fazer no trabalho e na faculdade, contava os dias para que as férias chegassem, para receber as notas da faculdade e para poder descansar por muitos meses sem ter que pensar em trabalho e estudos.

Mas, em meados de agosto, eu comecei a me sentir desconfortável com essa situação de estar absolutamente sem preocupações. Achei estranho não ter que preparar aulas, não ter que ler livros da faculdade, não ter que acordar cedo, não ter que cumprir prazos. Até que eu constatei que este desconforto se deve ao fato de eu nunca ter tido umas férias tão longas como essas desde que entrei no mercado de trabalho. Nos últimos dez anos, praticamente segui a filosofia viver para trabalhar e agora consegui entender que o importante é trabalhar para viver. Planejamos essas férias muito bem e depois de alguns dias de reflexão e conversas com o marido, já havia esquecido esse breve episódio de consciência pesada. Eu mereço!

Nesses quase dois meses de Brasil, já fiz muita coisa. Passei muito tempo com a família que não via há dois anos, me diverti, fui ao cinema, fui à praia, fiz muitas corridas e caminhadas, matei a saudade de comidinhas e bebidas do Brasil, assisti filmes e televisão e li muito. Acabo de terminar El Amor en los tiempos del cólera do Gabriel García Márquez e adorei. Este é o segundo livro dele que eu leio (O outro foi Crónica de una muerte anunciada para a faculdade). Comecei a ler Corações Sujos do Fernando Morais, livro que trata da imigração japonesa. Tenho ainda O Mundo de Sofia (que vou ler no idioma original, norueguês!), o Casa Grande e Senzala e outros clássicos da literatura brasileira e portuguesa que faz tempo que queria ler. Sem falar nos e-books que tenho no computador. Tenho também me dedicado à tradução do blog do maridão, que pelo jeito tem muitos leitores. Ainda tenho muitos meses de férias pela frente e estou administrando meu tempo do jeito que eu quero, mas sempre tentando usar bem o tempo livre.

8 Replies to “Preocupada por não ter preocupações”

  1. Boa noite Rachel,

    Estava acompanhando algumas postagens suas sobre a Noruega, e à algum tempo tenho interesse se realmente ai é melhor para morar e também sobre as dificuldades de se conseguir a documentação necessária, no caso o visto…
    Você poderia me dar alguma dica ou informação importante sobre esse tipo de coisa? Também sobre empregos na área de saúde, oque eles pensam a respeito de empregar brasileiros?
    Desde já agradeço sua atenção e parabéns pelo blog.

    Att Alex Fernandes.

  2. Olá Raquel! Muito bom o seu blog, agora vi o do seu marido, consegui ler todinho. Gostaria de saber se vocês ficarão somente em Santos, há tantas praias lindas (com viagens não muito caras) para ele conhecer… mesmo no litoral norte de SP, ou talvez Rio e Bahia. Como noruegueses adoram praias, é até injusto deixar seu marido somente em Santos, bla…rs… Vou mostrar o blog do seu marido ao meu namorado, tomara que ele se interesse! Abraços!

  3. Olá, Rachel.

    Estive pesquisando sobre a Noruega e descobri o seu blog.
    Pelas informações que consegui levantar, a Noruega parece um lugar excelente para se morar e, por isso, minha esposa e eu estamos pensando seriamente em daqui a algum tempo nos mudarmos para lá.

    A quantidade de informações que se tem disponível da Noruega é bastante escassa. Parece que não é um país tão badalado e procurado como Austrália, Irlanda, França, Alemanha, etc.

    Minhas principais dúvidas são com relação ao estilo de vida das pessoas, ao trabalho e se realmente existe uma qualidade de vida na Noruega, aquela sensação de segurança e bem-estar.

    1 – O trabalho aí é muito puxado / exigente?

    2 – Dá para viver com tranquilidade com algum trabalho que não exija escolaridade? (eu sou formado em Sistemas de Informação e tenho Pós, mas não sei se será aceita aí. Minha esposa está terminando o mestrado em Psicologia).

    3 – Como funciona a aposentadoria na Noruega? Com o salário de aposentado dá para viver com conforto? Ou é como no Brasil, que a maioria dos aposentados precisa ter uma previdência complementar para viver com certa tranquilidade?

    4 – Aí na Noruega é seguro? Penso em morar em uma cidade mais no interior, não em grandes centros.
    Que tipo de trabalho é possível exercer em cidades do interior?
    É possível andar na rua sem se preocupar em ser assaltado?
    Até qual horário da noite é possível andar com segurança pelas ruas?

    Por enquanto, essas são as principais dúvidas.

    Desde já agradeço muito se puder me ajudar a esclarecer esses questionamentos.

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