Série comida na Noruega episódio 1

Série comida na Noruega episódio 1

Ao passar meses no Brasil e conversar com muitos amigos, respondemos aos mais variados tipos de perguntas sobre a Noruega. Algumas perguntas muito recorrentes eram relacionadas à alimentação. Percebi então que havia dado pouca atenção à comida que se come no dia-a-dia aqui no blog. Por isso resolvi iniciar uma série de postagens sobre comida na Noruega. O primeiro episódio é: o café-da-manhã.

Cortei definitivamente o pão da minha alimentação, pelo menos o pão tradicional. De vez em quando como pão integral e muito pouco. Padarias que abrem de madrugada e vendem pão quente à toda hora são praticamente inexistentes por essas bandas. A maior parte da população compra pão no supermercado, que é produzido com muitas horas de antecedência. Eu como o knekkebrød de segunda à sexta, no mínimo. Uma possível tradução é pão quebradiço. Ele parece mais uma bolacha salgada para nós brasileiros do que um pão:

O meu knekkebrød favorito é 67% integral e tem 24% de fibras
O knekkebrød favorito do meu marido é 100% integral e contém 15% de fibras 

Knekkebrød  fora da embalagem

Típicos frios e produtos para passar no pão aqui são: presunto cozido (kokt skinke), presunto curado (spekeskinke), salame, patê de fígado (leverpostei) queijo branco (hvitost), queijo marrom (brunost – este queijo merece uma postagem especial em outra ocasião), Nugatti, Nutella, Hapå (produtos à base de chocolate e/ou nozes), geleia (syltetøy) de morango (jordbær), framboesa (bringebær), mirtilo (blåbær) e um tipo de amora diferente da brasileira (tyttebær). Desde que voltei do Brasil eu passei a comer uma iguaria que talvez choque alguns:

Apresento-lhes o makrell i tomat em sua embalagem…
… e após aberto

A embalgem revela o que é: peixe! Trata-se de um parente próximo da cavalinha que se encontra no Brasil, segundo as minhas pesquisas. O peixe é limpo e curtido em molho de tomate. Eu nunca pensei que um dia acabaria comendo peixe no café-da-manhã, mas hoje em dia não vivo sem. Na embalagem está escrito que Uma fatia de pão com o makrell cobre a dose diária recomendada de Ômega 3. Esta substância é recomendada por que, entre outros benefícios, ajuda a reduzir os níveis de colesterol ruim do corpo. Eu como uma fatia de knekkebrød com o makrell por dia no café:

À esquerda na foto vemos o pão com peixe e à direita, knekkebrød com queijo cottage e geleia de framboesa. Geralmente eu como as duas fatias com peixe, mas quando tenho vontade de comer algo mais doce eu vou de geleia. O peixe vem em uma lata, e para guardar a lata na geladeira, encontrei uma tampa de plástico extremamente prática:

Para beber, água ou groselha. Somente quando chego ao trabalho, cerca de 2 horas depois, eu tomo uma merecida xícara de café preto. Ainda não me acostumei ao café amargo, embora saiba que preciso cortar o adoçante.

No próximo episódio, o almoço.

9 Replies to “Série comida na Noruega episódio 1”

  1. Olá, Raquel!
    Hummm, estou amando a cara destas “bolachinhas”. Adoro tudo que é pretinho e cascudinho. Não poderia ser com requeijão ou creme de ricota? Peixe é demais prá mim neste horário, e doce também não vai de manhã… ainda não consegui me despedir totalmente da saborosa margarina.
    Sabe, Raquel, um grande choque em 2010, quando li todo o seu blog (como um livro), foi saber que apesar do frio, vocês não almoçam convencionalmente – senti pena dos noruegueses neste quesito. Aqui o povo faz duas horas de almoço; pensando bem, é desperdício!

    Aguardo os próximos episódios, abraços.

  2. oi Raquel amei sua ideia sobre comida realmente tenho muitas duvidas da culinaria e costumes, e gostaria muito de saber, ja procurei na internet sobre o assunto e não achei nada. uma coisa queria te perguntar pq as casinha ai e pintadas so de vermelho todas as fotos que vejo e vermelho uma ou outra e laranja, bjssss otima semana

  3. Os knekkebrød parecem mais bolachas mesmo, mas enjoam depois de um tempo, por isso é bom variar os tipos, que, aliás são muitos. Pois é, adotei um hábito dos meus ancestrais japoneses e passei a apreciar peixe no café da manhã. Estou chocada comigo mesma.
    O engraçado aqui é que muitos (especialmente os aposentados) comem o que eles chamam de middag (meio do dia) na hora em que nós almoçamos no Brasil. O middag costuma ser comida quente. Tanto o almoço deles e a ceia (kveldsmat) são pão com alguma coisa em cima. Vou explicar melhor na postagem que vem aí. Um abração, estou lendo o teu blog!

  4. Oi Raquel! A comida da Noruega tem suas particularidades interessantes, e acho legal conhecer essa diferença na alimentação e os costumes… e os horários de almoço e jantar, fiquei sabendo que é bem diferente… abraços!

  5. Que coisa bacana! Sempre sonhei em conhecer a Noruega e nos meus sonhos mais deslumbrantes me imaginava morando por aí, por acaso encontrei seu blog e já está no meus favoritos, obrigada por nos proporcionar essa experiência!!!!!!!!!

  6. Oi! Aqui no condado (equivale a estado no Brasil) onde moro, realmente há uma tradição de se pintar as casas, principalmente os celeiros das fazendas de vermelho. Tem até um vermelho especial, o trønderrød. Mas, há também quem escolha outras cores. Pode ser que o vermelho predomine. Beijos!

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