Måned: mai 2014

Concurso de música Eurovision

Concurso de música Eurovision

Hoje é a final, e esta é a canção concorrendo pela Noruega:

Eu gostei da canção, vamos ver se tem alguma chance. A Noruega ganhou várias vezes, e a canção mais maravilhosa de todas as que já ganharam, na minha opinião, é Nocturne, vencedora em 1995:

Outra canção da qual eu gostei é a da Holanda:

E tem a da Rússia, que me lembrou um pouco Abba:

A de Portugal não foi para a final, mas eu gostei da canção, que lembra muito Chorando se foi, do Kaoma:

Eu apoio totalmente quando as canções são interpretadas em seus idiomas nativos. Adorei ouvir português no concurso. Acho tão fofo quando ela canta «eu nachi para te amar»!

Já temos programa para o sábado à noite, vamos assistir à final.

Lugar 100% ao gelo!

Lugar 100% ao gelo!

O ensino é um produto perecível!, diz o cartaz
exposto na sala dos professores para protestar contra
a sugestão dos municípios de mudar o horário de trabalho
dos professores

Quando voltei do Brasil já sabia que tinha meu emprego efetivo garantido, pois havia assinado o contrato antes de ir, em julho do ano passado. Porém, meu emprego é de somente 80%. Aqui na Noruega, os empregos podem ter diferentes cargas horárias e o salário é pago de acordo com a carga horária que se trabalha. Isso significa que se alguém diz ter um emprego 50% efetivo, ele ou ela trabalha metade das 40 horas semanais (incluindo o almoço). Algumas pessoas que trabalham abaixo de 100% têm a sorte de poder ficar em casa alguns dias na semana. No meu caso, eu não tenho nenhum dia livre, mas às quintas-feiras saio uma hora mais cedo e às sextas-feiras trabalho somente até a hora do almoço.

Há algumas semanas, o diretor veio me perguntar se eu estaria interessada em aumentar minha carga horária de 80% para 100%. Eu respondi que sim, afinal, tenho que ir à escola todo dia – então aumentar a carga horária algumas horas não ia fazer muita diferença para mim. Há dois dias ele veio com um novo contrato para eu assinar. Emprego 100% efetivo!

Não sei muito sobre o próximo ano letivo, mas uma novidade boa é que terei uma colega de trabalho brasileira! Ainda não tive a oportunidade de conhecê-la, mas o diretor disse ter uma ótima impressão de brasileiros por minha causa e ficou contente por contratar mais uma brasileira para o time de professores.

As negociações salariais entre o sindicato dos professores e os representantes dos municípios está em andamento e há a ameaça de greve dia 26 de maio. Eu espero que não haja greve, principalmente por que os alunos podem perder seus exames e isso causa transtornos para todos.

Série comida na Noruega episódio 2

Série comida na Noruega episódio 2

Geladeira da escola

O conceito de almoço na Noruega não lembra nada o conceito brasileiro da palavra. Enquanto no Brasil come-se quase sempre um prato quente, frequentemente composto de arroz, feijão ou massa, uma carne e uma salada, aqui o almoço é praticamente uma repetição do café-da-manhã. Mas, como eu não gosto de generalizar, posso dizer que muita gente farta da mesmice gosta de variar por aqui. Por exemplo, ao abrir a geladeira da cozinha dos professores vemos manteiga, queijos, geleia, muito iogurte, frios, ovos, etc. Os embrulhinhos brancos que vemos na última prateleira são os famosos matpakker, sobre os quais escrevi nesta postagem aqui. A minha conclusão é de que no meu local de trabalho a maioria continua fiel ao matpakke, mas às vezes vejo gente requentando restos do jantar no forno de microondas. Hoje mesmo uma colega sueca estava degustando sopa de salmão. Como não há supermercados muito perto da escola, temos que levar nossa comida de casa para não passar fome. Mas, frutas sempre há.

Cenouras e maçãs

 O que eu geralmente costumo comer de almoço é knekkebrød com alguma coisa, por exemplo, queijo cremoso com kani, patê de atum, geleia. Levo também um iogurte para os dias mais longos quando tenho reunião, duas vezes por semana. Mas, ao voltar para casa fico com aquela sensação de que não me alimentei o suficiente para aguentar até o jantar. 

Um de meus almoços no trabalho
Cupcakes

Algo que vejo tanto como bom e não tão bom é que os alunos de economia doméstica frequentemente levam os pratos que preparam para a sala dos professores. Algumas coisas são saudáveis, mas a maioria não. Alguns exemplos:

Comida típica da Lapônia feita pelos alunos de economia doméstica



Nos finais de semana eu não tolero a mesma comida que almoço quando estou no trabalho. Gosto de fazer outras coisas, como mingau, ovos, salmão, etc.

Bolo comprado pelo diretor para comemorar um acontecimento


Quanto ao horário de almoço, eu tenho somente 15 minutos, geralmente entre 11hs30 min e 11hs45min. Todos os professores têm que trabalhar como inspetores durante o recreio quase todos os dias, então sobra muito pouco tempo para almoçar com calma. Temos uma sala para almoçar, mas quando tenho que trabalhar durante o horário de almoço tenho que levar o almoço para o escritório. Às sextas-feiras há a tradicional rifa de vinhos. Compramos números da rifa à 5 coroas cada e pouco antes do meio-dia sorteiam geralmente duas garrafas de vinho, um tinto e um branco.

O aspik é muito popular
na época de Natal

Um prato bem diferente que eu fiz para o meu marido levar de almoço é o aspik, também conhecido como Cabaret. Trata-se de uma salada composta de peixe, camarões, legumes e ovos cozidos que se coloca em uma forma de pudim, para no final cobrir com gelatina com sabor de caldo de carne ou legumes e levar para gelar. Como eu não gosto de aspik (gelatina salgada para mim não dá), o marido teve que comer o prato sozinho durante muitas semanas, e acabou, claro, enjoando.