Kategori: Faculdade de ciências sociais

Reencontro com o blog

Reencontro com o blog

Depois de um afastamento forçado de muitos meses volto finalmente a escrever no blog. Desde março aconteceu muita coisa, mas por falta de tempo ou de inspiração não vim aqui escrever. Em março tive que fazer o trabalho de ciências políticas e em seguida o de sociologia. Os dois foram aprovados e por isso consegui o direito de fazer os exames finais. Dia 31 de maio fiz o de sociologia e dia 7 de junho o de ciências políticas. Creio que me saí bem o suficiente para passar, mas não tenho esperança nem ambição de conseguir uma nota alta.

No trabalho levei um susto em abril/maio quando fiquei sabendo que eu havia perdido o prazo para me candidatar à vaga de professora de inglês e espanhol no próximo ano letivo. O meu chefe havia me perguntado se eu queria continuar e eu disse que sim. Pensei que com isso eu seria automaticamente recontratada. O que eu não sabia é que na Noruega há uma lei que obriga as escolas a publicar anúncios de emprego para que todos tenham as mesmas oportunidades de se candidatar. Aqui há os empregos que eles chamam «fast» (fixos) e «vikariat» (temporário). Como eu ainda não estou formada na universidade, não posso ter emprego fixo e com isso tenho que me candidatar ao emprego temporário a cada ano, até eu completar minha formação e aí sim ser contratada como «fast». Fiquei com medo de perder o emprego, mas felizmente isso não aconteceu. Esta semana recebi até convite para ser «kontaktlærer» (professora responsável por uma classe e que mantém contato com os pais dos alunos), mas recusei por que não sinto que tenho experiência suficiente para abraçar uma responsabilidade tão grande. Quando eu me formar vou pensar na possibilidade. No próximo ano letivo pode ser que eu comece a lecionar «samfunnsfag», ou matérias relacionadas à sociedade como história, geografia e educação moral e cívica. Agora restam só duas semanas e vou entrar em férias para voltar ao trabalho somente no meio de agosto.

Desta vez felizmente não estou dependendo das autoridades norueguesas para poder viajar, já que meu visto permanente está coladinho no passaporte. Por isso fizemos muitos planos e essas férias prometem. Não quero dar muitos detalhes antes, mas depois das férias vou escrever aqui tudo o que aconteceu. Nunca estive tão ansiosa para as férias chegarem. Foram meses intensivos de trabalho e estudo e eu sinto que mereço muito.

No começo de maio uma coisa muito triste aconteceu. O avô paterno do meu marido (que eu adotei como meu avô também) faleceu de repente depois de lutar contra um câncer. Ele era muito saudável, esquiava, caçava e trabalhava na sua pequena fazenda. Nunca terei um instrutor de esqui tão paciente como ele. Ele nos fascinava com suas histórias, especialmente da segunda guerra mundial (a Noruega foi ocupada pelos nazistas). Vamos sentir muitas saudades.

Há ainda mais coisas para escrever, mas vou deixar para a próxima postagem.

Semanas turbulentas

Semanas turbulentas

Estou passando por aqui somente para dar uma atualizada no blog. Nas últimas semanas tenho estado ocupada com um trabalho de faculdade de ciências políticas. Amanhã vou entregá-lo. Agora tenho duas semanas para entregar um outro trabalho, de sociologia. Vou escrever sobre a instituição do casamento relacionada com duas teorias sociológicas. Na verdade não me decidi totalmente sobre o que escrever, mas amanhã eu preciso de qualquer maneira começar a colocar alguma coisa no papel. Serão 4500 palavras, não é pouca coisa. Mas, depois de entregar esse trabalho vou poder relaxar os ombros um pouco e vamos ter as férias de Páscoa. Folga durante 8 dias.

O tempo em Trondheim esta semana está horrível. Nem nos meus tempos de Frøya eu vi um tempo tão horroroso que nem esse. Chove, neva, chove granizo e o vento parece que vai carregar a gente. As ruas estão salpicadas de guarda-chuvas quebrados. Dizem que a primavera começa em março, mas este ano parece que a primavera vai demorar umas semanas para dar o sinal de sua graça.

O Morten teve que ir para o exército na segunda-feira e voltou hoje, quinta. Acho que já comentei, na Noruega os homens e mulheres que serviram o exército aos 20 anos são convocados para treinamento uma vez por ano, ou a cada dois anos. E ninguém escapa. No Brasil sempre ouvi falar do tal ‘jeitinho brasileiro’, de alguém que conhecia alguém no exército que arrumava um jeito de dar dispensa ao espertinho. Morten me contou que um sujeito não apareceu no dia marcado e a polícia foi buscá-lo no trabalho. Depois ele ainda teve que ir a um interrogatório para explicar por que havia faltado ao treinamento. Tenho várias coisas sobre a estrutura social e política da Noruega para contar, preciso arrumar tempo para fazer postagens sobre esses temas.

Há algumas semanas um fotógrafo esteve na escola onde trabalho para tirar fotos dos alunos e dos funcionários. Esta semana eu recebi de presente a foto minha sozinha e a foto junto com todos os funcionários da escola. Gostei das duas fotos e vou guardá-las de recordação.

Sei que ainda tenho que terminar os diários da viagem a Paris, mas como já disse antes tenho que fazer o trabalho.

E mais um ano novo começa

E mais um ano novo começa

Primeiro quero expressar minha tristeza ao ver imagens das fortes enchentes no Brasil pela TV.

Passei o Natal com a família do meu marido e estava um frio, mas um frio…nunca havia feito tanto frio no Natal como este ano desde que cheguei aqui. A temperatura estava em torno de 22 graus negativos e não estava nevando. Eu acho lindo quando neva muito no Natal, mas este ano tive que me contentar só com o frio e com gelo nas calçadas. Não saio mais de casa sem brodder nos sapatos, as famosas solas com tachinhas para não escorregar.

O Ano Novo passamos aqui em casa só nós dois com jantar e depois fomos ver os fogos de artifício. A temperatura subiu um pouco e o resultado foi neve e gelo derretido nas ruas, o que dificultava andar de tão escorregadio e ensopado que estava.

Logo na segunda-feira, dia 3 de janeiro lá estava eu na escola para planejar o novo semestre letivo. Eu havia recebido uma proposta para aumentar minhas horas na escola, mas resolvi recusar. Ano passado eu assumi mais compromissos do que deveria e meu tempo ficou muito reduzido, o que fez com que eu tivesse muito pouco tempo para estudar. Não lembro se escrevi aqui, mas eu resolvi não continuar como estudante assistente na faculdade por esse mesmo motivo. Recebi uma das notas do ano passado e estou muito satisfeita, agora falta só mais uma.

Então, este ano vou me dividir entre a escola três dias na semana e a faculdade dois dias por semana. Vou ter duas matérias: Uma se chama introdução às ciências políticas. Vou estudar a estrutura política da Noruega e de outros países e também temas como corrupção, muito interessante. A outra matéria, mais interessante ainda para mim é introdução à sociologia. Já folheei os livros e acho que vou gostar muito. Em agosto vou iniciar a última etapa obrigatória dos meus estudos na Noruega, vou estudar pedagogia ao longo de dois anos. Eu tenho a opção de estudar um ano só, mas neste caso teria que parar de trabalhar para me dedicar somente aos estudos, já que o curso é intensivo e controla a presença dos estudantes. Como eu gosto muito do meu trabalho, decidi pelo curso flexível de dois anos. Assim vou poder trabalhar e vou estudar ao mesmo tempo. Depois de ter terminado Pedagogia creio que vou estudar mais um pouquinho para obter um bacharelado, ou em inglês ou em espanhol, assim meu nível salarial aumenta mais um pouco. Mestrado e doutorado não estão nos meus planos, então acho que em 3 ou 4 anos vou ter encerrado minha carreira acadêmica. Mas, não sei se vou parar de estudar completamente, vamos ver o que acontece.

Estou sem meu laptop por que tive que mandá-lo para o conserto por causa de um probleminha no monitor. Mas, para minha surpresa, a loja me emprestou um laptop até que o meu esteja pronto. Fiquei positivamente surpresa. Na terça-feira fui até a polícia e retirei meu passaporte com a nova etiqueta contendo meu visto permanente. Não vou precisar me preocupar com isso até 2013. Aí é só ir até a polícia – sem pegar fila – e pedir que colem uma nova etiqueta que valerá por mais dois anos. Mal posso acreditar que o pesadelo dos vistos chegou ao fim, agora posso viajar ao Brasil quando eu quiser!

Falando em visto, esta semana aqui na Noruega uma moça da Rússia de 25 anos que havia vindo para cá como refugiada junto com os pais há mais de 10 anos foi presa e está para ser deportada. Ela persistiu em ficar na Noruega mesmo depois de as autoridades terem negado o seu pedido de asilo no país. Além disso, ela conseguiu se matricular na faculdade e obteve um mestrado – tudo isso sem documentos noruegueses! Ano passado ela escreveu um livro onde narra sua vida como ilegal na Noruega. Ontem houve muitos protestos aqui em Trondheim apelando para que as autoridades a deixem ficar. Eu não tenho absolutamente nada contra a moça e contra outros imigrantes ilegais. O que eu não entendo é um sistema que deixa alguns ficarem aqui de forma ilegal e deporta outros. Embora meu caso seja completamente diferente, eu e meu marido procuramos desde o princípio cumprir com a lei e obter toda a papelada para eu emigrasse legalmente. E nesse período fiquei sabendo de emigrantes que vieram na mesma condição que a minha -com namorados(as) e noivos(as) aqui e não fizeram tudo o que eu tive que fazer. E nem é culpa deles, por que se o sistema não presta atenção sempre tem que tente o jeitinho mais fácil. É culpa do sistema que deixa passar. Eu acho que, ou as autoridades liberam os vistos, deixando que qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo possa vir para cá, ou as autoridades cumprem suas próprias leis, deportando quem está ilegal e não perturbando quem está aqui legalmente. Depois de quatro anos aqui eu vi, ouvi e li muito sobre imigrantes e sei que cada história tem dois lados.

E assim vão passando os dias na Noruega, no meio de um inverno implacável, as ruas ‘ensaboadas’ de gelo, muitas saudades do verão do Brasil e aguardando ansiosamente uma viagem muito especial que vamos fazer…O bom de se trabalhar tanto é que podemos nos dar presentes de vez em quando sem peso na consciência!

Até que enfim!

Até que enfim!

Hoje fiz minha última prova na faculdade. Foram semanas estudando para a prova de História Moderna após 1850 e Introdução à Economia. Trabalhar três vezes por semana, mais o trabalho de estudante assistente em espanhol reduziram muito meu tempo para estudar. Perdi finais de semana enterrada entre livros e não tenho ambições de conseguir uma boa nota, mas este semestre eu me dou por feliz só por ser aprovada.

Entre uma sessão de leitura e outra nós arrumamos um tempinho para decorar a casa pro Natal. Aqui na Noruega eles decoram a casa só na semana do Natal, mas eu estou acostumada a montar a àrvore dia 10 de dezembro. Este ano nós também montamos um presépio, coisa que eu já queria fazer faz tempo. Engraçado que a maioria dos noruegueses não associa o Natal ao nascimento de Cristo, mas tem muitos presépios para vender.

Os professores de espanhol da faculdade queriam muito que eu continuasse como assistente no semestre que vem, mas eu tive que recusar o convite. Mesmo lecionando poucas horas eu usava muito tempo para me preparar, e isso reduzia meu tempo ainda mais. Valeu a experiência, vou receber um diploma e uma carta de recomendação dos professores que vou anexar ao meu currículo, que vai ficar bem mais valorizado.

Na escola em que trabalho vai tudo bem, aos poucos eu vou aprendendo a rotina de uma professora na Noruega e adquirindo experiência. Estou gostando muito de lecionar espanhol e foi muito bom voltar a lecionar inglês depois da pausa. Mas, sinto que preciso urgentemente de tirar a ferrugem do inglês, já que nos últimos 4 anos só falo norueguês, espanhol e um pouco de português. Combinei com o Morten que todo domingo vamos só conversar em português para que ele comece a adquirir fluência.

Amanhã eu vou pela primeira vez a um «Julebord», a confraternização de fim de ano que as empresas fazem por aqui. A escola em que eu trabalho vai fazer a Julebord numa antiga escola que agora é alugada para festas. Há duas opções de jantar natalino, o ribbe (costela de porco assada) e o pinekjøtt (carne de cordeiro salgada e cozida). Eu escolhi ribbe por que acho carne de cordeiro muito forte e também por que estou acostumada com ribbe, que sempre é servido nos jantares natalinos na casa dos meus sogros. Alguns professores vão levar bolos e doces e cada um é responsável por levar sua própria bebida na festa. Aliás é com isso que eu estou mais preocupada. Eu já ouvi falar e até testemunhei o quanto a maioria dos noruegueses extrapola com a bebida em festas. Eu não sou fã de bebida alcoólica e me sinto desconfortável em companhia de pessoas embriagadas. Vamos ver o que acontece amanhã.

O Morten vai caçar no final de semana e eu vou tentar fazer os pepperkaker, os biscoitinhos à base de cravo e canela que não podem fazer falta no Natal. Achamos umas forminhas diferentes e não vejo a hora de moldar os pepperkaker com elas. Como é bom estar livre de provas! Vou trabalhar só na segunda e na terça na escola (na verdade nem vou lecionar, vou só participar das atividades de encerramento das aulas). Aí vou ter duas semanas de folga e dia 3 de janeiro já volto ao batente. Ao contrário do Brasil não há férias escolares longas em janeiro, só em julho e agosto.

Agradeço as mensagens das pessoas que sentiram falta de novas postagens no blog. Embora eu não tenha idéia de quantas pessoas leem as postagens aprecio as mensagens. Feliz Natal e feliz ano novo para todos!

Corra, Raquel, corra!

Corra, Raquel, corra!

Minha nova rotina de professora + estudante + estudante assistente não está fácil. Passo praticamente o dia inteiro na escola e na faculdade em alguns dias e nos dias mais tranquilos tento estudar – a bibliografia é imensa – e fazer o serviço doméstico. Por isso, tive que tomar uma medida drástica para conseguir continuar nesse pique frenético. Resolvi me matricular na academia da universidade e estou conseguindo malhar duas vezes por semana. Aqui em Trondheim, estudantes da NTNU podem malhar e praticar esportes nos seus dois centros esportivos por somente 200 reais por ano! As academias particulares aqui não cobram menos de 100 reais por mês. Eu sempre detestei correr, mas agora estou correndo na esteira alguns minutos. O objetivo é melhorar meu condicionamento físico e entrar em forma aos pouquinhos.

Na escola onde trabalho estou me adaptando, já decorei os nomes de quase todos os alunos – tenho cerca 60 ao todo, e ontem fiquei sabendo da boca de um dos diretores que eles estão muito satisfeitos com meu trabalho. Estou gostando muito de trabalhar ali, o ambiente é muito agradável, não tem preconceitos – as duas faxineiras da escola almocam na mesma sala que os outros funcionários, enfim, se depender de mim vou trabalhar ali por muito tempo.

Há algumas semanas participei de um treinamento contra incêndio promovido pela empresa da qual alugamos nosso apartamento. Finalmente aprendi o que fazer para apagar um incêndio e também o que não fazer.
Estou na faculdade agora enrolando depois do almoco, mas preciso comecar a escrever um trabalho de historia. No meio dessa enrolacão acabei me deparando com alguns blogs de brasileiras morando aqui e fiquei muito irritada em ver a quantidade de críticas que algumas despejam sobre os noruegueses e seus hábitos. Já vai fazer 4 anos que eu estou aqui e quando cheguei eu tinha o (mau) hábito de falar que no Brasil tudo é melhor, mas hoje já não penso assim. Claaaro que tem coisas melhores lá, mas tem muita coisa melhor aqui também! Então, vocês que leem blogs de brasileiros morando aqui e não moram na Noruega, uma advertência: não acreditem em tudo o que leem, deixem para tirar suas próprias conclusões quando vocês mesmos tiverem a oportunidade de conhecer a Noruega. E creio que muita gente que critica tanto faz isso por que realmente não tem muito o mais o que fazer. Vai um trabalhinho de história aí?
Das férias direto para o turbilhão

Das férias direto para o turbilhão

Hoje faz duas semanas que voltei das minhas férias de três semanas no Brasil. Três semanas podem parecer muito tempo, mas para mim foi muito pouco. Não tive tempo de fazer quase nada do que eu tinha planejado, não pude reencontrar todos os amigos, enfim, vim embora querendo ficar no mínimo mais umas 3 semanas. Mas, se Deus assim permitir ano que vem estarei lá de novo – e desta vez para ficar no mínimo 1 mês.

A viagem em geral foi bastante agradável, pois tivemos tempo de descansar na praia ao mesmo tempo em que ajudamos minha família com uma série de pequenas tarefas. Na viagem de ida, uma coisa desagradável nos aconteceu – uma de nossas malas foi furtada no aeroporto de Oslo, na Noruega! Mais uma prova de que, apesar da história de que a Noruega é o melhor país do mundo para se viver, a segurança ainda está deixando muito a desejar. Felizmente temos seguro de viagem, assim há uma grande chance de recuperar o prejuízo.

Consegui finalmente fazer a transcrição da minha certidão de casamento na Noruega em um cartório de São Paulo – agora posso tirar todos os meus documentos brasileiros no meu nome de casada. Regularizei também minha situação eleitoral e já dei entrada no pedido de renovação do meu passaporte junto à Embaixada do Brasil em Oslo. Estava com medo de não conseguir renovar o passaporte, que vence logo e não poder viajar pro Brasil da próxima vez. Estou muito feliz de estar quase terminando de resolver essas chatíssimas pendências burocráticas. Meu visto permanente já está concedido, nome de casada registrado, passaporte…

De volta à Noruega, mal tive tempo de me readaptar e descansar entre férias e trabalho/estudo. Comecei no emprego novo de professora de espanhol (e inglês também, fiquei sabendo depois), comecei a faculdade de ciências sociais e também comecei como estudante assistente do departamento de espanhol dois dias depois de desembarcar. Ou seja, não vai faltar coisa para fazer. Mas, temos o objetivo de voltar ao Brasil ano que vem e outros planos, de modo que trabalhar muito e ganhar meu próprio dinheirinho é tudo de bom. Agora posso sim gritar aos quatro ventos que «vim, vi e venci» – tenho meu tão sonhado emprego de professora de idiomas, estou acumulando pontos na faculdade e estou integrada na sociedade norueguesa por falar o idioma e ter aprendido o modo de vida deles. Os desafios vão continuar vindo, mas é isso que dá sentido à vida.

Na foto, eu, papai e Morten no segundo dia da viagem matando saudade da água de coco.