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Notas de viagem outubro de 2013

Notas de viagem outubro de 2013

Finalzinho de outubro e dentro de quase dois meses minhas férias prolongadas estarão chegando ao fim. Estou tentando fazer as coisas que havia planejado e que ainda não tive oportunidade de fazer, mas posso dizer que estamos desfrutando muito desses dias de folga que demos de presente a nós mesmos. Visitamos amigos e passeamos muito.

Hoje fez 37 dias, ou 5 semanas que comecei a dieta. Fui me pesar de manhã e, para minha surpresa e alegria, a balança indicou que eliminei 5 quilos desde que comecei há 5 semanas. Ainda tenho muitos quilos para eliminar, mas estou extremamente satisfeita, feliz e motivada para continuar a dieta até chegar ao meu objetivo. Percebo que mudei completamente minha atitude com relação à alimentação, pois mesmo quando vou visitar amigos e almoço ou janto fora, eu saio o mínimo possível da dieta e não fico angustiada por isso.

Agora estamos em São Paulo, mas passamos um mês em Santos. Pintamos as paredes do apartamento, o que deu muito trabalho, mas o resultado ficou excelente. O tempo está bem melhor, as temperaturas estão mais parecidas com as de verão e estamos bem bronzeados. Será um grande contraste chegar à Noruega em pleno inverno e creio que seremos uns dos únicos bronzeados por ali. O bom de estar em Santos é que podemos fazer tudo a pé, então vamos mais ao cinema (às segundas e quartas o bilhete custa somente 7 reais!). O último filme que vimos foi o «Gravity» com o George Clooney e a Sandra Bullock, gostamos muito. Instalamos internet no apartamento e agora estamos sempre online. Eu pensei que não ia fazer falta, mas hoje vejo que ter internet facilita muito a vida, sem falar que torna a estadia em Santos menos tediosa quando o tempo não está bom o suficiente para se ir à praia.

Estou assistindo aos episódios antigos do seriado Grey’s Anatomy pela internet e estou quase chegando aos episódios que estão sendo exibidos atualmente na TV. Eu gosto muito desta série por que, apesar de ser ambientada em um hospital, ela apresenta algumas situações muito parecidas com as que vivenciamos em uma escola. Por exemplo, os residentes têm que trabalhar em equipe como nós professores temos que trabalhar na escola, e nem sempre eles entram em acordo. Os pacientes têm cada um a sua história, igual aos alunos. E tem os líderes, que ora apoiam ora são mais rígidos com os residentes. Os residentes aprendem com os médicos mais experientes, assim como os professores recém-formados aprendem com os professores que já trabalham lá há anos. Além desta série estou seguindo Downton Abbey e The Walking Dead, e ainda quero assistir à sexta temporada de The Big Bang Theory.

Não deixei a leitura de lado. Terminei o Amor en los tiempos del cólera e chorei muito no final. Agora quero ver o filme que fizeram baseado no livro. Comecei O Crime do Padre Amaro do Eça de Queirós e estou quase na metade. Estão ainda na fila o O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder, o Manuscrito encontrado em Accra do Paulo Coelho, Casa de Pensão de Aloísio de Azevedo, Estorvo de Chico Buarque e Casa Grande e Senzala de Gilberto Freire. Sem falar nos e-books.

Abri uma conta no Twitter e estou adorando esta mídia social, até mais que Facebook. É muito mais sério, as pessoas postam links de artigos de jornal muito interessantes, artigos que eu jamais acharia sozinha. Sigo alguns profissionais e organizações de ensino da Noruega e sempre tem alguma coisa interessante para ler. As poucas celebridades que sigo escrevem sobre coisas banais do dia a dia, o que os aproxima do mundo real, ou o nosso mundo dos simples mortais. Se alguém quiser me achar lá, meu nome é Raquel_i_Norge.

Páscoa

Páscoa

Fazia tempo que eu não aparecia por aqui. Isto se deve à avalanche de coisas que eu tive, e ainda tenho que fazer depois do feriadão de Páscoa.

Na quinta-feira Santa (Skjærtorsdag aqui), fomos para o chalé dos meus sogros, que fica num município chamado Selbu. Eu não gosto muito de ir pra lá no inverno porque o acesso é horrível. Depois de dirigir uma hora e meia, tivemos que alugar um snow mobile para subir a montanha por quase meia hora, e ainda subir um trecho a pé, porque o snow mobile não sobe. Dá para ter uma noção de como o chalé é isolado. Já no verão, o carro chega mais perto do chalé e o terreno é mais fácil de se percorrer para quem não esquia, por isso eu prefiro ir no verão.

Eu tinha resolvido não sair muito do chalé desta vez, por que queria descansar e armazenar energia para os trabalhos de faculdade que teria de fazer depois da Páscoa. Além disso, os passeios que a família do meu marido costuma fazer são muito puxados para quem não esquia e não está acostumado. Levei um livro e fiquei boa parte do tempo sozinha no chalé relaxando. Eu levei meus esquis e tinha pensado em treinar um pouquinho, mas a neve estava muito dura, quase gelo, então um tombo poderia significar hematomas doloridos. Deixei o treino para a próxima.Um dia, na volta de um desses passeios, eu e o Morten servimos caipirinhas para o povo como drink de After Ski (tipo de happy hour que eles tem depois de ter esquiado o dia todo). Foi um sucesso, todo mundo queria saber depois se vende cachaça no Vinmonopolet (rede de lojas estatais que vende bebidas destiladas). Algumas fotos:

Na sexta-feira santa (Langfredag), todo mundo participou de um quiz feito pelos meus cunhados. Eu e o Morten ganhamos, e recebemos medalhas de chocolate como prêmio:

No sábado de Aleluia voltamos para casa e passamos o restinho de Páscoa aqui. No domingo de Páscoa assisti a dois filmes maravilhosos. Um chama-se «Da jeg traff Jesus…med sprettert!» (Quando eu acertei Jesus com um estilingue!). Trata-se de uma comédia que conta a infância de Odd Borretzen, um velhinho simpático que faz umas músicas bem interessantes. O outro filme que eu vi chama-se «Herman» e esse filme eu esperei um tempão para poder ver. Em 2000, durante uma viagem de férias a Fortaleza (quando eu nem sequer imaginava que viria parar na Noruega), vi um trecho desse filme num canal à cabo e percebi que era norueguês (bandeirinha do país), mas sem entender bulufas do idioma. Conta o drama de um garoto que começa a perder os cabelos nos anos 60 em Oslo.

Depois da folga, começaram as preocupações com escola e trabalho…

Sushi à norueguesa

Sushi à norueguesa

Há tempos meu marido estava falando de me convidar para ir a um restaurante japonês aqui perto aonde ele foi com os amigos há alguns meses e neste final de semana que passou fomos, até que enfim, comemorar a venda da nossa casa decentemente neste restaurante. Primeiro, fomos ao cinema assistir a um filme norueguês chamado En ganske snill mann (Um homem bem gentil). O filme aborda a difícil situação de ex-presidiários que, ao sair da cadeia até tentam se endireitar e abandonar a vida do crime, mas o preconceito e a falta de oportunidades acabam empurrando-os de volta ao submundo. O mais interessante é que o filme tem muitos elementos cômicos, o que o deixa bem mais leve de ver, apesar de o problema social estar estampado o tempo todo na narrativa.

De lá fomos então ao restaurante. Começamos por saborear uma sopa de misô (o perfume da sopa acordou belas memórias do meu lado japonês) e depois um prato com diversos tipos de sushi e sashimi, preparado por sushimen 100% noruegueses. O wasabi (pasta mega apimentada feita de um rabanete japonês) estava forte de doer, nunca mais! O resto estava delicioso, tinha esquecido um pouco de como é comer com hashis, mas consegui terminar a refeição sem apelar pro garfo, apesar de alguns quase-acidentes:

Já o meu marido viking…

foi flagrado no final da refeição cometendo o pecado de comer com garfo num restaurante japonês, haha…que nada, aqui felizmente estamos livres daquelas frescuras ridículas do Brasil e outros lugares, ainda bem! Nos divertimos muito e tivemos uma experiência gastronômica inesquecível. Daqui a um tempo, quando o bolso deixar queremos voltar lá e experimentar outras iguarias.

Saindo de lá fomos a um pub e onde tocavam música ao vivo, muito boa por sinal. Quando voltamos para casa as ruas estavam fervendo de jovens indo pros barzinhos e danceterias da cidade. Trondheim, embora seja uma cidade relativamente pequena tem uma vida noturna até que razoável.

No domingo fomos dar uma volta pela cidade e achamos uma exposição gratuita mostrando descobertas arqueológicas que descrevem como era Trondheim na Era Medieval. Eu, como adoro museu, história e não nego, achei a exposição uma maravilha, principalmente por ser num domingo.

Agora faltam só três dias para o final de semana e aí teremos, eu e meu marido, férias de Páscoa do trabalho e da faculdade por 10 dias. Mal posso esperar!

Encontro marcado com o Brasil

Encontro marcado com o Brasil

O frio implacável deu uma trégua aqui em Trondheim. As temperaturas, antes baixíssimas, subiram, mas uma temporada de chuvas e tempestades se instalou por aqui. Hoje de manhã resolvi ir a pé até a escola de norueguês para estrangeiros mais próxima para checar minha papelada, já que em abril darei entrada no meu visto permanente e só chovia e ventava. Pensei que com a elevação da temperatura o gelo tinha derretido, mas me enganei. Algumas calçadas estavam um sabão e eu, sem as minhas solas para andar no gelo, tive que andar com atenção redobrada. Dei meia volta, andei devagarinho, até que enfim cheguei até a escola. Felizmente, minha papelada estava em ordem. A regra aqui é que quem vai dar entrada no visto permanente (que pode ser requerido depois de 3 anos de residência no país) deve ter cumprido as horas obrigatórias do curso de idioma e sociedade noruegueses ou ter passado nas provas escrita e oral de norueguês do nível 3. Eu passei nas provas e recebi dispensa do curso obrigatório em 2008.

De lá peguei um ônibus e fui até um hipermercado, onde, para minha surpresa, achei mandioca! Tratei logo de comprar uma para experimentar, estava deliciosa. Isso foi uma tremenda coincidência, pois de manhã eu e meu marido havíamos comprado nossas passagens para o Brasil! Vamos em agosto e já estamos contando os dias e fazendo planos.

Aproveitando que hoje é o Dia Internacional da Mulher, vou contar um fato que criou muita polêmica por aqui na semana passada. A rampa de salto em esqui de Holmenkollen, em Oslo, foi totalmente reconstruída e, para dar o primeiro salto na nova rampa haviam escolhido a saltadora Anette Sagen. Por incrível que pareça, as saltadoras não podem competir em eventos oficiais como jogos olímpicos, por exemplo, então escolheram a Anette para homenageá-la. Acontece que horas antes do evento oficial um saltador teve a cara de pau de ir treinar na nova rampa, acabando com o barato da moça. Houve uma revolta generalizada, o atleta que saltou foi suspenso e se desculpou na TV, mas a maioria não engoliu o que ele fez. A Anette acabou saltando, mas aí o foco do evento estava no rapaz que roubou a cena. Há quem diga que fizeram tempestade em copo d’água por que quando ele saltou não havia imprensa nem público no local, enquanto outros acham que ele fez isso de propósito por pura inveja da moça.

Falando na Anette Sagen, estou lembrando de um filme norueguês muito bom que eu vi ano passado e se chama O’Horten (tem no Brasil e se chama «Caro Senhor Horten» – até no You Tube tem). Ela faz uma ponta nesse filme como a mãe do protagonista. A música desse filme é maravilhosa, vou deixar aqui um vídeo com a música tema.

Os palhaços das Olimpíadas são noruegueses

Os palhaços das Olimpíadas são noruegueses

Nessas férias de inverno na Noruega, estou desfrutando tanto do meu posto de estudante na faculdade (faculdade sem aulas duas semanas) e do meu posto de professora (sem estudantes, sem aulas, portanto de folga). Já botei muita da leitura em dia e hoje vou fazer uma bela de uma faxina em casa. Falando em faxina, assisti a um filme divertidíssimo chamado «Domésticas» do Fernando Meirelles. Embora o filme fale das domésticas de Sampa, não foi difícil encontrar semelhanças entre ser faxineira lá e ser faxineira aqui. É uma profissão sofrida mesmo, como dizem no filme. Quero que meu marido assista também, e por isso comecei com um novo hobby: o de legendar filmes. Baixei um programa fácil de usar e já comecei. Vai ser bem mais prático do que pausar o filme e ter que traduzir tudo do português pro norueguês pro marido.

Como estou em casa sozinha (Morten conseguiu antecipar a volta pra hoje à noite, êêê!!), ando assistindo às Olimpíadas de inverno na TV. Ontem ganhamos prata no revezamento 4x10km no esqui cross-country. A Suécia levou o ouro para a grande decepção dos noruegueses. Perder para a Suécia significa o mesmo que o Brasil perder no futebol para os argentinos, ou o «Curíntia» perder pro «Parmera». Mas, um esporte que tem atraído minha atenção é um chamado «curling«. Trata-se de uma mistura de bocha com elementos de sinuca, enfim é um jogo que requer mais tática que preparo físico. O time norueguês está indo bem, hoje joga a semifinal contra a Suíça. Porém, o que mais tem chamado a atenção no time de curling da Noruega são suas calças:

Estes estão sendo chamado de «os palhaços», e com razão. Ontem o rei da Noruega ganhou uma calça do time e a vestimenta parece que está virando coqueluche nos EUA. Espero que o time consiga voltar com uma bela de uma medalha e não fique conhecido apenas como os «palhaços».

ATUALIZAÇÃO:
O time de cross-country feminino da Noruega levou ouro no revezamento 4×10 e o time de curling ganhou da Suíça na semifinal. Pelo menos a medalha de prata já está garantida!

A semana em uma postagem

A semana em uma postagem

É difícil lembrar tudo o que tenho para escrever nesta postagem, pois depois que escrevi a postagem passada aconteceram muitas coisas. Na quarta-feira de manhã, durante a aula do grupo de espanhol,onde praticamos gramática e comentamos um livro que estamos lendo, apareceu um fotógrafo que começou a tirar fotos nossas para publicá-las na página do instituto de línguas modernas. Pelo que eu entendi, isto tem a ver com a campanha para atrair estudantes de idiomas para a NTNU. Não creio que as fotos estão no site ainda, mas assim que ficar sabendo posto o link aqui.

Na quarta-feira também, mas de tarde, meu cunhado e a namorada trouxeram um fogão e uma lava-louças que eles tinham em casa, queriam vender e nós compramos. O fogão é daqueles com chapa de cerâmica, nunca tive um desses, a cozinha ficou mais moderna e bonita. Parece luxo demais falar de lava-louças, mas aqui na Noruega é quase uma necessidade. Meu marido ainda não a instalou por que estava faltando uma peça, mas se tudo der certo esta semana estaremos nos despedindo da pia, da esponja/escovinha e do Zalo (detergente norueguês).

Na quinta fui para Frøya e fiquei no hotel, bem comfortável apesar de simples. Fiquei muito feliz ao perceber que a recepcionista era uma menina da Turquia que trabalhou comigo fazendo limpeza um curto período quando eu morava em Frøya. Ela não se lembrou de mim, mas mesmo assim eu fiquei muito feliz por ver que outras estrangeiras na Noruega aos poucos conseguem empregos melhores.

Na sexta peguei o ônibus de volta para Trondheim e só tive tempo de jantar, tomar banho e arrumar as malas para a viagem a Oslo. Felizmente agora moramos a 5 minutos a pé da estação de trem, então chegamos bem antes e embarcamos. A nossa cabine era minúscula, mas bem funcional. Não conseguimos dormir muito bem por que não estávamos acostumados, creio que da próxima vez a viagem será melhor. Uma coisa chata que aconteceu no final da viagem foi constatar que não havia água nem nos toaletes nem na pia da nossa cabine, tivemos que escovar os dentes e lavar as mãos com água mineral.

Chegamos em Oslo bem cedinho e de tarde foi a comemoração do aniversário da filhinha dos nossos amigos. Ela está cada dia mais linda, balbucia algumas palavras e está quase conseguindo dar seus primeiros passinhos. Demos de presente um roupãozinho com seu nome gravado, acho que os pais dela adoraram. Não havia muita gente e nos divertimos muito.

No domingo depois do café-da-manhã fomos ao aeroporto tomar o avião de volta para Trondheim. Só 50 minutos de vôo, mais o ônibus para o centro e estávamos de volta ao lar. Ainda bem, pois pudemos descansar, desfazer as malas e aproveitar o finalzinho do domingo. Assistimos a um filme chamado «The assassination of Jesse James by the coward Robert Ford». Um tanto especial, mas interessante. Valeu pela ponta do Nick Cave como trovador de saloon do velho oeste.

Agora estou aqui fazendo bolo pro aniversário do maridão que é amanhã. Vou fazer um bolo pra ele levar pro trabalho (tradição por aqui) e um para nós dois. Se eu ficar satisfeita com o resultado posto fotos depois.

As estréias

As estréias

Finalmente na quinta-feira estreei no novo emprego. Lecionei ao todo 6 horas entre quinta e sexta e não tive maiores problemas com os alunos. Ainda tenho muito que aprender sobre a rotina escolar norueguesa, mas sinto que meus colegas são bem atenciosos e querem ajudar. Há uma professora de inglês que irá embora para a Austrália em fevereiro, então até lá é ela quem se responsabiliza pelos programas de aulas. Depois, eu vou ter que assumir essa tarefa. Ainda não tenho mais detalhes, mas sei dizer que a primeira impressão foi muito boa.

A partir de amanhã já não tenho mais que trabalhar no jardim de infância, o que significa que estarei livre de tarde. Vou tentar voltar a fazer exercícios físicos, por que este inverno rigoroso daqui nos tira toda a energia se não nos exercitarmos.

Falando em estréias, ontem eu fui pela primeira vez ao teatro de Trondheim assistir à estréia de uma peça de Henrik Ibsen chamada «En folkefiende» (Um Inimigo do Povo). Estava com medo de não entender nada da peça por causa do idioma, mas felizmente consegui acompanhar a peça do começo ao fim. O teatro é muito bonito e moderno, os atores me impressionaram. O palco era composto por passarelas de madeira suspensas sobre uma espécie de piscina, onde os atores se movimentavam.

Como não tenho nem televisão nem internet em Frøya, levo meu computador e muitos filmes para assistir de noite. Assisti a um filme chamado «Enterre meu coração na curva do rio», sobre o massacre das tribos indígenas pelos americanos, «Um estranho no ninho», com Jack Nicholson, sobre os abusos sofridos por pacientes psiquiátricos, e «Lost In Translation», que eu já tinha visto, mas valeu a pena ver de novo. Recomendo muito este filme aos que estão em um país sem poder falar o idioma nativo.