Kategori: Nova vida em Trondheim

Sushi à norueguesa

Sushi à norueguesa

Há tempos meu marido estava falando de me convidar para ir a um restaurante japonês aqui perto aonde ele foi com os amigos há alguns meses e neste final de semana que passou fomos, até que enfim, comemorar a venda da nossa casa decentemente neste restaurante. Primeiro, fomos ao cinema assistir a um filme norueguês chamado En ganske snill mann (Um homem bem gentil). O filme aborda a difícil situação de ex-presidiários que, ao sair da cadeia até tentam se endireitar e abandonar a vida do crime, mas o preconceito e a falta de oportunidades acabam empurrando-os de volta ao submundo. O mais interessante é que o filme tem muitos elementos cômicos, o que o deixa bem mais leve de ver, apesar de o problema social estar estampado o tempo todo na narrativa.

De lá fomos então ao restaurante. Começamos por saborear uma sopa de misô (o perfume da sopa acordou belas memórias do meu lado japonês) e depois um prato com diversos tipos de sushi e sashimi, preparado por sushimen 100% noruegueses. O wasabi (pasta mega apimentada feita de um rabanete japonês) estava forte de doer, nunca mais! O resto estava delicioso, tinha esquecido um pouco de como é comer com hashis, mas consegui terminar a refeição sem apelar pro garfo, apesar de alguns quase-acidentes:

Já o meu marido viking…

foi flagrado no final da refeição cometendo o pecado de comer com garfo num restaurante japonês, haha…que nada, aqui felizmente estamos livres daquelas frescuras ridículas do Brasil e outros lugares, ainda bem! Nos divertimos muito e tivemos uma experiência gastronômica inesquecível. Daqui a um tempo, quando o bolso deixar queremos voltar lá e experimentar outras iguarias.

Saindo de lá fomos a um pub e onde tocavam música ao vivo, muito boa por sinal. Quando voltamos para casa as ruas estavam fervendo de jovens indo pros barzinhos e danceterias da cidade. Trondheim, embora seja uma cidade relativamente pequena tem uma vida noturna até que razoável.

No domingo fomos dar uma volta pela cidade e achamos uma exposição gratuita mostrando descobertas arqueológicas que descrevem como era Trondheim na Era Medieval. Eu, como adoro museu, história e não nego, achei a exposição uma maravilha, principalmente por ser num domingo.

Agora faltam só três dias para o final de semana e aí teremos, eu e meu marido, férias de Páscoa do trabalho e da faculdade por 10 dias. Mal posso esperar!

Assuntos acumulados

Assuntos acumulados

Eu deveria ter escrito uma postagem há alguns dias, mas a correria combinada à falta de inspiração para escrever fez com que os acontecimentos se acumulassem feito uma bola de neve. Falando em bola de neve, aqui em Trondheim a neve voltou com força total. Não pára de nevar há pelo menos quatro dias, está tudo branquinho! Por incrível que pareça, a temperatura não precisa estar baixíssima para se nevar. Então, agora faz um frio ameno – entre 0 e 2 graus positivos, e neva, neva e neva.

Na quinta-feira em Frøya houve um show organizado por um movimento chamado Mot (coragem em norueguês). Eles trabalham com adolescentes e tentam conscientizá-los da importância de se fazer as escolhas certas e dizer não. Acho a mensagem deles super válida. O que eu não esperava era que o tal do concerto tivesse um nível tão profissional, com artistas de primeira e artistas locais. Até alguns dos meus alunos participaram, enfim, foi um show bem além das minhas expectativas.
Depois das aulas, os funcionários da escola foram assistir a uma palestra com o fundador desse movimento, um ex-patinador no gelo muito conhecido por aqui. Ele falou algumas coisas muito interessantes, valeu a pena.

Me instalei no quartinho que eu aluguei e preciso só de mais algumas coisinhas para deixar o quarto com a minha cara. Não quero começar a decorá-lo com muitas tranqueirinhas por que quando eu sair de lá vou ter que carregar tudo sozinha de volta para casa.

No final de semana, completamente por acaso, visitamos um museu aqui em Trondheim chamado «Ringve», um museu dedicado à musica. A entrada era gratuita e vimos uma coleção riquíssima de instrumentos musicais antiquíssimos e de todo o mundo. Ficamos super felizes por ter ido lá no domingo, pois, além de ser um dia tipicamente tedioso, nevava sem parar.

Ainda no domingo fomos ver um sofá usado que estava à venda, mas infelizmente não achamos que ficaria bom na nossa sala. Depois de ver muitos sofás usados, resolvemos comprar um novo mesmo e ontem fomos à Meca dos móveis baratos e de qualidade razoavelmente boa, a megaloja sueca Ikea. Gostamos de um modelo, mas como o preço estava um pouco salgado, decidimos pensar mais um pouco. Indo em direção à saída da loja, fomos dar uma olhadinha no billigkroken, lugar onde eles vendem artigos de mostruário ou com pequenos defeitos a descontos enormes. E não é que para nossa surpresa lá estava um sofá igualzinho ao que a gente queria pela metade do preço? Nós examinamos o sofá minuciosamente e não achamos nenhum defeito aparente, então resolvemos comprá-lo. Depois de carregar o sofá até o caixa, emprestar uma carreta da loja, dirigir com o sofá até nosso prédio e subir 5 andares de escada com ele (na Noruega não tem entrega à domicílio como as Casas Bahia, não!), agora ele está bonitinho aqui na nossa sala. Nunca tive uma sorte dessas, espero que se repita mais e mais.

A semana em uma postagem

A semana em uma postagem

É difícil lembrar tudo o que tenho para escrever nesta postagem, pois depois que escrevi a postagem passada aconteceram muitas coisas. Na quarta-feira de manhã, durante a aula do grupo de espanhol,onde praticamos gramática e comentamos um livro que estamos lendo, apareceu um fotógrafo que começou a tirar fotos nossas para publicá-las na página do instituto de línguas modernas. Pelo que eu entendi, isto tem a ver com a campanha para atrair estudantes de idiomas para a NTNU. Não creio que as fotos estão no site ainda, mas assim que ficar sabendo posto o link aqui.

Na quarta-feira também, mas de tarde, meu cunhado e a namorada trouxeram um fogão e uma lava-louças que eles tinham em casa, queriam vender e nós compramos. O fogão é daqueles com chapa de cerâmica, nunca tive um desses, a cozinha ficou mais moderna e bonita. Parece luxo demais falar de lava-louças, mas aqui na Noruega é quase uma necessidade. Meu marido ainda não a instalou por que estava faltando uma peça, mas se tudo der certo esta semana estaremos nos despedindo da pia, da esponja/escovinha e do Zalo (detergente norueguês).

Na quinta fui para Frøya e fiquei no hotel, bem comfortável apesar de simples. Fiquei muito feliz ao perceber que a recepcionista era uma menina da Turquia que trabalhou comigo fazendo limpeza um curto período quando eu morava em Frøya. Ela não se lembrou de mim, mas mesmo assim eu fiquei muito feliz por ver que outras estrangeiras na Noruega aos poucos conseguem empregos melhores.

Na sexta peguei o ônibus de volta para Trondheim e só tive tempo de jantar, tomar banho e arrumar as malas para a viagem a Oslo. Felizmente agora moramos a 5 minutos a pé da estação de trem, então chegamos bem antes e embarcamos. A nossa cabine era minúscula, mas bem funcional. Não conseguimos dormir muito bem por que não estávamos acostumados, creio que da próxima vez a viagem será melhor. Uma coisa chata que aconteceu no final da viagem foi constatar que não havia água nem nos toaletes nem na pia da nossa cabine, tivemos que escovar os dentes e lavar as mãos com água mineral.

Chegamos em Oslo bem cedinho e de tarde foi a comemoração do aniversário da filhinha dos nossos amigos. Ela está cada dia mais linda, balbucia algumas palavras e está quase conseguindo dar seus primeiros passinhos. Demos de presente um roupãozinho com seu nome gravado, acho que os pais dela adoraram. Não havia muita gente e nos divertimos muito.

No domingo depois do café-da-manhã fomos ao aeroporto tomar o avião de volta para Trondheim. Só 50 minutos de vôo, mais o ônibus para o centro e estávamos de volta ao lar. Ainda bem, pois pudemos descansar, desfazer as malas e aproveitar o finalzinho do domingo. Assistimos a um filme chamado «The assassination of Jesse James by the coward Robert Ford». Um tanto especial, mas interessante. Valeu pela ponta do Nick Cave como trovador de saloon do velho oeste.

Agora estou aqui fazendo bolo pro aniversário do maridão que é amanhã. Vou fazer um bolo pra ele levar pro trabalho (tradição por aqui) e um para nós dois. Se eu ficar satisfeita com o resultado posto fotos depois.

Cadê o tempo?

Cadê o tempo?

Sexta-feira passada fiquei em Frøya depois da escola porque meu marido viajou para lá de noite para limparmos a casa. O comprador assinou o contrato no sábado e agora falta só entregar as chaves, o que deverá acontecer nas próximas semanas. Já nesta quinta eu vou dormir em um hotel, por que a nossa casa está vazia agora e trouxemos o carro de volta para Trondheim. Nem acredito que me livrei do estresse de dirigir debaixo de tempestades de neve e estradas escorregadias. Morando no hotel vou poder ir a pé para a escola, já que ficam praticamente lado a lado.

Com tantos compromissos por causa da casa perdi um valioso final de semana, pois só trabalhei. O final de semana que vem também será agitado, pois vamos para Oslo para comemorar o aniversário de um aninho da afilhada do meu marido. Vamos viajar num trem que parte de noite, então resolvemos ficar numa cabine com cama e banheiro. Estou ansiosa para ver como que é, nunca fiz isso antes. Na volta vamos pegar um avião. Isso é ótimo, pois assim terei tempo de descansar antes da segunda-feira. Na terça é aniversário do meu marido, e já me comprometi a fazer um bolo de aniversário para ele levar pro trabalho.

No sábado escolheram a canção que vai representar a Noruega no concurso Eurovision. Não creio que esta canção terá alguma chance de vitória, havia algumas um pouco melhores, mas na minha opinião não acho que a Noruega repetiria o sucesso do ano passado com nenhuma das músicas concorrentes.

Para compensar, deixo aqui a concorrente francesa de 2008, a divertidíssima «Divine» de Sebastién Tellier, que virou até comercial da Renault.

As estréias

As estréias

Finalmente na quinta-feira estreei no novo emprego. Lecionei ao todo 6 horas entre quinta e sexta e não tive maiores problemas com os alunos. Ainda tenho muito que aprender sobre a rotina escolar norueguesa, mas sinto que meus colegas são bem atenciosos e querem ajudar. Há uma professora de inglês que irá embora para a Austrália em fevereiro, então até lá é ela quem se responsabiliza pelos programas de aulas. Depois, eu vou ter que assumir essa tarefa. Ainda não tenho mais detalhes, mas sei dizer que a primeira impressão foi muito boa.

A partir de amanhã já não tenho mais que trabalhar no jardim de infância, o que significa que estarei livre de tarde. Vou tentar voltar a fazer exercícios físicos, por que este inverno rigoroso daqui nos tira toda a energia se não nos exercitarmos.

Falando em estréias, ontem eu fui pela primeira vez ao teatro de Trondheim assistir à estréia de uma peça de Henrik Ibsen chamada «En folkefiende» (Um Inimigo do Povo). Estava com medo de não entender nada da peça por causa do idioma, mas felizmente consegui acompanhar a peça do começo ao fim. O teatro é muito bonito e moderno, os atores me impressionaram. O palco era composto por passarelas de madeira suspensas sobre uma espécie de piscina, onde os atores se movimentavam.

Como não tenho nem televisão nem internet em Frøya, levo meu computador e muitos filmes para assistir de noite. Assisti a um filme chamado «Enterre meu coração na curva do rio», sobre o massacre das tribos indígenas pelos americanos, «Um estranho no ninho», com Jack Nicholson, sobre os abusos sofridos por pacientes psiquiátricos, e «Lost In Translation», que eu já tinha visto, mas valeu a pena ver de novo. Recomendo muito este filme aos que estão em um país sem poder falar o idioma nativo.

Pânico antes das provas

Pânico antes das provas

Nosso final de semana foi um festival de experiências culinárias fantásticas. No sábado meu marido preparou carne assada – carne bovina! Fazia um bom tempo desde que a gente comeu carne bovina. Isto por que um mero quilinho de carne de boi não sai por menos de 100 reais em terras norueguesas. Por sorte ele encontrou uma oferta e enchemos o freezer de carne de boi. Já temos a nossa ceia de Ano Novo garantida. No domingo fiz estrogonofe com os restos do assado e de quebra ainda inventei de fazer pudim de leite com minha última lata de leite Moça que trouxe do Brasil. Aqui na Noruega existe um pudim muito parecido, o karamellpudding, mas eu acho que o de leite brasileiro é mais gostoso. Meu marido também achou.

Entre um jantar e outro, foi uma luta terminar de escrever meus trabalhos de conclusão do curso de Línguas Estrangeiras e a Sociedade. Estes trabalhos vão valer nota, então tive que lê-los, relê-los, reescrevê-los muito. Em um dos dois trabalhos eu analisei uma tradução sueca do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, do brasileiríssimo Machado de Assis. Foi super interessante, apesar de eu ter ficado decepcionada com a tradução sueca. Vamos ver em janeiro que nota eu vou tirar.

Já nesta quarta-feira vou ter prova de História e Cultura da América Latina. Estou lendo muito sobre Che Guevara, Hugo Chavéz, narcotráfico, etc. Estou tentando conseguir uma folga remunerada na véspera da prova para poder estudar. Na Noruega existem vários benefícios como este, espero que a firma para a qual trabalho me dê esta folguinha.

Falando em benefícios, atualmente há um debate polêmico acontecendo por aqui em razão do altíssimo número de pessoas que tiram licença médica remunerada por anos e anos, sem retornar ao trabalho. Isto custa uma fortuna aos cofres do governo, já que quem paga a licença não são os empregadores, e sim o dinheiro do contribuinte. Por um lado eu acho excelente a gente poder telefonar pro trabalho um dia em que não estamos nos sentindo bem e simplesmente avisar que não iremos trabalhar. Sem perguntas, sem broncas, sem descontos. Mas, este tipo de sociedade do bem estar cria muitos parasitas, pessoas que usam e abusam da licença médica para ficar em casa assistindo televisão e recebendo salário. Bem, a questão é que o governo quer que os médicos reavaliem o critério que eles usam para dar licença a uma pessoa que tem alguma doença e com isso, muita gente começou a abrir o berreiro na mídia.

Bom, agora chega de blogagem, tenho que voltar pro Che (Guevara).

Fatos e fotos

Fatos e fotos

Terça-feira passada ouvi no rádio que haveria uma chuva de meteoros visível a olho nú no céu de Trondheim. Eu e meu marido olhamos para o céu durante quase uma hora tentando ver a tal chuva. Acabamos vendo somente duas estrelinhas cadentes e ganhamos de brinde uma dorzinha no pescoço. Fizeram tanto estardalhaço por causa de duas estrelinhas cadentes.

Sábado recebemos a visita da minha sogra e a mormor (avó materna) do meu marido. Eu fiz estes pãezinhos para servir com café:
Antes de assar:

Depois de assar:

Domingo fomos a um concerto de câmara grátis na biblioteca, que fica a 200m a pé de onde moramos. Um pianista e uma violinista tocaram uma peça de Debussy e uma de Brahms. Saímos de lá entendendo o que a frase «a música é o alimento da alma» quer dizer. Daqui a duas semanas haverá outro concerto grátis e, claro, lá estaremos. Tiramos algumas fotos do evento. Aqui o pianista e a «viradora de páginas» da partitura

Eu e meu marido, combinando até na roupa

Hoje, cheguei na faculdade antes das 8 hs da manhã para estudar. Durante as próximas semanas, minha paisagem vai ser esta:

Serão semanas cansativas, mas logo logo é Natal!

Pechinchas

Pechinchas

Este último final de semana foi o primeiro que eu e meu marido conseguimos passar juntos sem nenhum tipo de compromisso, viagem, visita, etc. desde que nos mudamos. Já na sexta passeamos no centro de Trondheim e encontramos algumas roupas muito em conta, por que no sábado aconteceu aqui o Toill Dag, uma liquidação em todas as lojas do centro. No sábado fomos dar mais uma volta, debaixo de chuva e achamos ainda mais algumas coisas, inclusive presentes de Natal. Depois pegamos um ônibus e compramos uma espécie de carrinho para carregar lenha – meu marido está preocupado com o peso que tenho que carregar quando limpo o jardim de infância – às vezes tenho que carregar três sacos de lixo pesadíssimos. De lá andamos até a megaloja sueca IKEA, paraíso para quem gosta de coisas para a casa. Eles vendem móveis, enfeites, velas, utensílios de cozinha, iluminação e muito, muito mais. Acontece que havíamos comprado umas caixas de plástico para guardar roupas e nâo gostamos da qualidade das caixas, por isso queríamos trocá-las por caixas de metal aramado. Deu certo, trocamos mesmo sem ter a nota fiscal. Aliás, uma coisa excelente aqui é que podemos trocar quase tudo que compramos sem perguntas e sem burocracia, ou podemos receber o dinheiro de volta quando não estamos satisfeitos com alguma mercadoria. Na sexta, meu marido conseguiu reembolso por um par de sapatos que ele comprou há um ano, por que a sola comecou a abrir. Eles respeitam muito a garantia dos produtos, isso eu não lembro de ter visto muito no Brasil.
O tempo está muito bom esta semana, embora ainda chova de vez em quando. Dia de sol no outono é um colírio para os olhos, as cores são maravilhosas. Preciso lembrar de sair com câmera na mochila, dariam fotos lindas.

Sabolândia

Sabolândia

Sexta-feira não fui trabalhar no jardim de infância. Resolvi ficar em casa e ir limpá-lo no sábado. Eu consegui fazer um prato típico norueguês chamado fårikål – pedaços de carne de cordeiro com repolho, sal e pimenta. Facílimo de fazer. Ficou muito bom! Mais tarde, fomos a um barzinho que fica do lado do nosso prédio tomar um drink. O lugar estava lotado, e as pessoas estavam na faixa etária dos 30+. Adoramos. Foi nesse mesmo bar que nós almoçamos no dia anterior da minha viagem ao Brasil em dezembro do ano passado. Depois do drink demos uma voltinha no quarteirão, mas estava um frio congelante! Que beleza andar uns minutinhos e entrar no prédio, devidamente aquecido.

Ontem, sábado, meu marido foi a um evento promovido pelos colegas de trabalho em um chalé num lugar fora de Trondheim. Com tantas viagens e eventos, ainda não conseguimos passar um final de semana sequer juntos aqui no apartamento, sem compromissos externos. Mas, no final de semana que vem, isso se tornará realidade, espero.

Depois de reclamar da chuva, ontem o sol resolveu aparecer pra valer, sem uma gota de chuva, apesar de o frio estar implacável. Peguei o ônibus para o jardim de infância e ao descer, a surpresa desagradável. O chão estava um sabão, escorregadio que só ele. Mas, não entrei em pânico, pois afinal tinha em minha mochila meus salvadores brodder. Foi só colocá-los e lá fui eu andando calmamente. Vi alguns carros derrapando na rua e fiquei até com medo de ser atropelada na calçada por um carro desgovernado. Muitos ainda não trocaram os pneus de verão pelos de inverno, então acidentes acontecem facilmente.

Hoje, vou ter que mergulhar nos livros, pois tenho um trabalho para entregar domingo que vem. Amanhã, vou buscar meu passaporte na polícia e terei uma reunião do trabalho de tarde. Segunda é o dia mais corrido para mim.